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Mostrando postagens de outubro, 2024

E tem outra coisa - Mochileiro das Galáxias – Prólogos imortais da Ficção Científica

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E tem outra Coisa Eoin Colfer Introdução Até onde sabemos... Um dia, diante de um balde de caranguejos-joias, o Governo Imperial Galáctico decidiu que era necessário construir uma via expressa hiperespacial na região mais brega da Borda Ocidental da Galáxia. Essa decisão passou por cima de vários canais oficiais, com a desculpa de que serviria para impedir engarrafamentos num futuro distante. Na verdade, a finalidade era dar emprego a alguns primos de ministros que viviam de vagabundagem na Praça do Governo. Infelizmente, a Terra estava no caminho dessa via expressa, de modo que os insensíveis vogons foram despachados numa frota de naves de construção para remover o planeta ofensivo com o gentil uso de armas termonucleares. Dois sobreviventes conseguiram pegar carona na nave vogon: Arthur Dent, um jovem inglês, funcionário de uma estação de rádio local, cujos planos para aquela manhã não incluíam ver seu planeta natal sendo transformado em pó debaixo de suas pantufas. Se a raça humana ...

Capas de Livros de Isaac Asimov (em português)

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A Revelação de Rama — Arthur C. Clarke & Gentry Lee – Prólogos imortais da Ficção Científica

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A Revelação de Rama Arthur C. Clarke & Gentry Lee PRÓLOGO Em um dos distantes braços espiralados da galáxia da Via-Láctea, uma discreta estrela amarela solitária orbita lentamente o centro galáctico a trinta mil anos-luz de distância. Essa estrela estável, o Sol, leva 225 milhões de anos para completar uma revolução em sua órbita galática. A última vez em que o Sol esteve na sua posição presente, répteis gigantescos de poderes assustadores tinham começado a estabelecer seu domínio na Terra, um pequeno planeta azul que é um dos satélites do Sol. Dentre os planetas e outros corpos da família do Sol, foi apenas nessa Terra que se desenvolveu algum tipo de vida complexa e duradoura. Apenas nesse mundo especial as substâncias químicas evoluíram até uma consciência e então perguntaram, quando começaram a compreender as maravilhas e dimensões do universo, se milagres semelhantes àqueles que as criaram teriam acontecido em alguma outra parte. Afinal de contas, argumentavam essas sensíveis ...

3001 A Odisséia Final — Arthur C. Clarke – Prólogos imortais da Ficção Científica

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3001: A Odisséia Final Arthur C. Clarke Prólogo : Os Primogênitos Vamos chamá-los de Primogênitos. Embora não fossem nem remotamente humanos, eram de carne e osso e, quando fitavam as profundezas do espaço, sentiam reverência e assombro — assim como solidão. Tão logo lhes foi possível, começaram a procurar companhia entre as estrelas. Em suas explorações, depararam com a vida sob muitas formas e observaram o funcionamento da evolução em mil mundos. Viram com que freqüência os primeiros e tênues lampejos de inteligência cintilavam e morriam na noite cósmica. E como, em toda a Galáxia, não descobriram nada mais precioso do que a Mente, incentivaram seu alvorecer por toda parte. Tornaram-se lavradores nos campos de estrelas; semearam e, vez por outra, colheram. E ocasionalmente, de um modo desapaixonado, tiveram de ceifar as ervas daninhas. Fazia muito tempo que os grandes dinossauros haviam desaparecido, com sua promessa de futuro aniquilada por uma martelada aleatória vinda do espaço, q...

2001 Odisséia no Espaço — Arthur C. Clarke – Prólogos imortais da Ficção Científica

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2001: Odisséia no Espaço Arthur C. Clarke Prólogo Erguem-se trinta fantasmas atrás de cada homem vivo. É esta precisamente a proporção entre os que ainda vivem e os que já morreram. Cerca de cem bilhões de criaturas humanas já pisaram o planeta Terra desde que o mundo existe. É uma cifra interessante, pois, por coincidência, há aproximadamente cem bilhões de estrelas nesse universo particular, a via-láctea. Portanto, para cada homem que viveu corresponde uma estrela em pleno brilho. Mas cada uma dessas estrelas é um sol, frequentemente muito mais brilhante e resplandecente do que a pequenina e vizinha estrela a que chamamos Sol. É em torno de muitos deles, da maioria, talvez, desses sóis desconhecidos, que giram os planetas. É quase certo assim haver no céu terra suficiente para proporcionar a cada membro da espécie humana, incluindo o homem-macaco, o seu paraíso — ou inferno — particular, do tamanho do mundo. É impossível saber quantos desses paraísos ou infernos em potencial são habi...

Os Robinsons do Cosmos — Francis Carsac – Prólogos imortais da Ficção Científica

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Os Robinsons do Cosmos Francis Carsac PRÓLOGO Não vou contar aqui a história do cataclismo, nem a da conquista de Tellus, a qual podereis achá-la detalhadamente estudada nas obras da minha irmã. Eu quero simplesmente contar minha própria vida. Todos vocês, descendentes meus ou dos meus companheiros, que habitais este mundo, por direito de nascimento, gostarão, com certeza, de conhecer as impressões e lutas de um homem, nascido em outro planeta, que foi transportado para cá por um fenômeno sem precedentes, embora mal explicado, e que quase perdeu a esperança antes de compreender a magnífica aventura que se lhe oferecia. Para que escrever este livro? Sem dúvidas não vais lê-lo todo. Já conheceis o essencial. Escrevo principalmente para o futuro. Recordo que naquela Terra que desconheceis, e que jaz em algum rincão ignoto do espaço, a curiosidade dos historiadores se centrava no testemunho de tempos remotos. Quando tiverem transcorridos quinhentos ou seiscentos anos, este livro terá o int...

Flashback: Duas vidas em rota de colisão — Samuel Cardeal – Prólogos imortais da Ficção Científica

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Flashback: Duas vidas em rota de colisão Samuel Cardeal PRÓLOGO —  Onde estou? O que está acontecendo?! Não sei que lugar é esse, nem como vim parar aqui. Meus olhos se acostumam com o novo cenário, voltando ao foco natural. Em frente a mim, depois de um amplo painel de vidro, algumas pessoas assistem o que quer que esteja acontecendo comigo. Semblantes sérios na sua maioria, apreensivos, eu diria. Sinto minhas mãos presas, não consigo sair do lugar. Observo com maior atenção os meus dedos tremelicantes e percebo que minha pele está mais escura, negra. Meus dedos também não são tão grossos quanto os atuais. Sinto meu corpo preso a uma cadeira, tiras de couro cerceiam todos os meus movimentos. Percebo que, assim como meus dedos, meu corpo está diferente, maior, mais robusto; não sinto a minha magreleza de sempre. Há um burburinho no ar, várias vozes que eu não conheço conversando aos sussurros coisas que eu não consigo entender. De repente, dois homens fardados passam à minha frente...

Orador dos Mortos — Orson Scott Card – Prólogos imortais da Ficção Científica

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Orador dos Mortos Orson Scott Card Prólogo Em 1830, depois da elaboração do Código Estelar, uma nave-robô de reconhecimento enviou um relatório por ansible: o planeta que estava investigando estava bem dentro dos parâmetros da vida humana. O planeta Bahia, ao qual o Congresso Estelar concedera licença para exploração, era o mais próximo com explosão demográfica. Assim, os primeiros humanos a verem o novo mundo falavam português, tinham cultura brasileira, e eram católicos. Em 1886 CE, eles desembarcaram de um ônibus espacial, persignaram-se e batizaram o planeta de Lusitânia — o antigo nome de Portugal. Passaram a catalogar a flora e a fauna. Cinco dias depois, perceberam que os pequenos animais da floresta — que chamaram de porquinhos — não eram absolutamente irracionais. Pela primeira vez desde o Xenocídio dos Insecta pelo monstruoso Ender, os humanos encontravam vida alienígena inteligente. Tecnologicamente, os porquinhos eram primitivos, mas usavam ferramentas, construíam casas e f...

O Homem Ilustrado — Ray Bradbury – Prólogos imortais da Ficção Científica

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O Homem Ilustrado Ray Bradbury PRÓLOGO Foi por uma tarde quente de princípios de Setembro que encontrei, pela primeira vez, o Homem Ilustrado. Percorria a última etapa de uma viagem a pé, de quinze dias, pelo Wisconsin. Ao cair da noite parei para comer alguma carne de porco com feijões e um biscoito. Preparava-me para me estender a ler quando o Homem Ilustrado surgiu no alto da colina e ficou um momento imóvel, a silhueta recortada contra o céu. Ignorava, nesse momento, que ele estava Ilustrado. Reparei, unicamente, que era alto, que outrora fora bem musculado mas, agora, por qualquer razão, tinha tendência para engordar. Lembro-me que possuía uns braços longos e umas mãos grossas, mas o rosto, no alto do corpo maciço, era como o de uma criança. Pareceu pressentir a minha presença, pois não me olhou quando pronunciou as primeiras palavras: — Sabe onde poderei encontrar trabalho? — Lamento, mas não sei — respondi. — Ainda não consegui um emprego durável nestes últimos quarenta anos. Fa...

Filhos do Fim do Mundo — Fábio M. Barreto – Prólogos Imortais da Ficção Científica

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Filhos do Fim do Mundo Fábio M. Barreto Prólogo O resquício da forte tempestade ainda podia ser visto pelas janelas da delegacia quando o telefone tocou. As gotas caíam vagarosamente; a árvore de Natal iluminava o ambiente; quase ninguém de plantão. Ventava muito. Os olhos da Plantonista de Emergência estavam paralisados. Arregalados. Aterrorizados. Resultado da mescla da preparação na Academia com a resposta aos gritos arrasadores do outro lado da linha. O identificador de chamadas mostrava a origem da ligação: o hospital local. Ela tentava falar, mas não conseguia. Simplesmente ficou muda e imóvel. Outras ligações começam a preencher o painel virtual na tela do computador. Em meio aos gritos da mulher que ligava, a Oficiala de Comunicação compreendeu a mensagem e não entendia como ainda não havia desmaiado ou passado mal por conta do estômago embrulhado. A Enfermeira da maternidade gritava a plenos pulmões e repetia a mesma frase. Um mantra agourento e desconcertante até mesmo para u...

A Odisseia de Penélope — Margaret Atwood – Prólogos Imortais da Ficção Científica

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A odisseia de Penélope Margaret Atwood Prólogo —  A história do retorno de Odisseu a seu reino em Ítaca, após vinte anos de ausência, tornou-se conhecida principalmente graças à Odisseia de Homero. Odisseu teria passado metade desse período lutando na Guerra de Troia, e a outra metade perambulando pelo mar Egeu, tentando voltar para casa, enfrentando dificuldades, derrotando monstros ou fugindo deles, e dormindo com deusas. O caráter do “ardiloso Odisseu” tem sido muito comentado: ele ganhou fama de mentiroso persuasivo e mestre nos disfarces — um homem que vive graças a sua sagacidade, capaz de inventar estratagemas e truques, e que às vezes é esperto demais para seu próprio bem. Ele recebe a ajuda divina de Palas Atena, deusa que o admira por sua inventividade. Na Odisseia, Penélope — filha de Icário de Esparta e prima da bela Helena de Troia — é descrita como a própria esposa perfeita e fiel, uma mulher consagrada por sua constância e por sua inteligência. Além de chorar e orar ...

Segunda Fundação — Isaac Asimov – Prólogos Imortais da Ficção Científica

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Segunda Fundação Isaac Asimov PRÓLOGO O Primeiro Império Galáctico durara dezenas de milhares de anos. Incluíra todos os planetas da Galáxia num regime centralizado, algumas vezes tirânico, outras vezes benevolente, mas sempre ordenado. Os seres humanos já haviam esquecido que pudesse haver qualquer outra forma de existência. Todos, menos Hari Seldon. Hari Seldon fora o último grande cientista do Primeiro Império. Fora ele que levara a ciência da psicohistória ao seu integral desenvolvimento. A psicohistória era a quintessência da sociologia, era a ciência do comportamento humano reduzida a equações matemáticas. O ser humano individual é imprevisível, porém as reações das multidões humanas, descobriu Seldon, podem ser tratadas estatisticamente. Quanto maior a multidão, tanto maior a precisão que pode conseguir-se. E a grandeza das massas humanas com que Seldon trabalhava era nada menos do que a população da Galáxia que, no seu tempo, se contava por quintilhões. Foi Seldon, pois, quem p...

Fundação e Império — Isaac Asimov – Prólogos Imortais da Ficção Científica

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Fundação e Império Isaac Asimov PRÓLOGO A Decadência do Império Galáctico. Era um Império colossal, alargando-se por milhões de mundos que iam de extremo a extremo da poderosa espiral dupla que formava a Via-láctea. Esteve em declínio durante séculos antes de um homem se tornar realmente ciente dessa decadência. Este homem foi Hari Seldon, o homem que representou a única fagulha de esforço criador no meio da pressão da decadência. Criou e elevou a um alto grau de perfeição a ciência da psicohistória. A psicohistória trabalha considerando não o homem, mas o homem-massa. Era a ciência da multidão, multidão considerada no seu total de bilhões. Podia prever as reações com uma precisão que uma ciência menor só poderia resolver e prever com o mesmo rigor do ressalto de uma bola de bilhar. A reação de um homem não podia ser prevista utilizando a matemática, a reação de um bilhão é algo diferente. Hari Seldon delineou as tendências sociais e econômicas da época, estendeu para frente as curvas ...

Nêmesis — Isaac Asimov – Prólogos Imortais da Ficção Científica

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Nêmesis Isaac Asimov Prólogo Estava ali sentado, sozinho. Do lado de fora estavam as estrelas, e uma estrela em particular, com seu pequeno sistema planetário. Podia vê-la com os olhos da mente, mais nitidamente que a veria na realidade se se desse ao trabalho de tornar a janela transparente. Uma estrela pequena, avermelhada, da cor do sangue e da destruição e com um nome apropriado. Nêmesis! Nêmesis, a deusa da vingança divina. Pensou novamente na história que ouvira na infância: uma lenda, um mito, uma fábula a respeito de um dilúvio universal que dizimara a humanidade pecadora, deixando apenas uma família para começar tudo de novo. Desta vez, não ia haver nenhum dilúvio. Apenas Nêmesis. A degeneração da humanidade tinha acontecido de novo e a vinda de Nêmesis era um castigo apropriado. Não seria um dilúvio. Nada tão simples quanto um dilúvio. Mesmo que houvesse sobreviventes... para onde iriam? Por que não sentia nenhuma tristeza? A humanidade não podia continuar daquele jeito. Esta...

Todo o que acontece — Douglas Adams (poema)

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Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes! — Douglas Adams – Prólogos Imortais da FC

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Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes! Douglas Adams Prólogo Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais são uma grande idéia. Este planeta tem - ou melhor, tinha - o seguinte problema: a maioria de seus habitantes estava quase sempre infeliz. Foram sugeridas muitas soluções para esse problema, mas a maior parte delas dizia respeito basicamente à movimentação de pequenos pedaços de papel colorido com números impressos, o que é curioso, já que no geral não eram os tais pedaços de papel colorido que se sentiam infelizes. E assim o problema continuava sem solução. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinh...

Isaac Asimov - Algumas capas em português

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Ray Bradbury - The Veldt

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A. E. Van Vogt - Capas

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Philip K. Dick - Criar um planeta que não existe

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