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Mostrando postagens de agosto, 2015

A Mente Alienígena — Philip K. Dick (Conto)

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A MENTE ALIENÍGENA Philip K. Dick Quieto, nas profundezas de sua câmara Theta, ouviu um som fraco e depois a sensivoz. – CINCO MINUTOS – De acordo – disse e se esforçou para sair do sono profundo. Tinha cinco minutos para ajustar o curso da nave, algo havia dado errado no sistema de autocontrole. Um erro seu? Não era provável, nunca cometia erros. Jason Bedford cometer erros? Jamais! Enquanto se dirigia cambaleante ao módulo de controle, viu que Norman, que havia sido enviado para divertí-lo, também estava acordado. O gato flutuava lentamente em circulos, dando pequenos golpes com as patas em uma lapiseira que alguem havia esquecido solta. Estranho, pensou Bedford. Achava que estaria inconsciente. Reviu as leituras do curso da nave. Impossível! Um quinto de parsec da direção de Sirio. Isso somaria uma semana na sua viagem. Com precisão reajustou os controles, depois enviou um sinal de alerta a Meknos III, seu destino. – Problemas? – Perguntou o operador meknosiano. A voz era se...

A Cidade no Mar — Edgar Allan Poe (Poema)

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A cidade no mar Edgar Allan Poe Olhai! a Morte edificou seu trono numa estranha cidade solitária por entre as sombras do longínquo oeste. Lá, os bons, os maus, os piores e os melhores, foram todos buscar repouso eterno. Seus monumentos, catedrais e torres (torres que o tempo rói e não vacilam!) em nada se parecem com os humanos. E em volta, pelos ventos olvidadas, olhando o firmamento, silenciosas e calmas, dormem águas melancólicas. Ah! luz nenhuma cai do céu sagrado sobre a cidade, em sua imensa noite. Mas um clarão que vem do oceano lívido invade os torreões, silentemente, e sobe, iluminando capitéis, pórticos régios, cúpulas e cimos, templos e babilônicas muralhas; sobe aos arcos escuros e esquecidos onde o granito se fecunda em flores; sobe aos templos magníficos, sem conta, onde os frios se enroscam e entretecem de vinhedos, violetas, sempre-vivas. Olhando o firmamento, silenciosas, calmas, dormem as águias melancólicas. Torreões e sombras tanto se confundem que é tudo como...

Big Father - HQ de Garcés (comic)

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— — — — — Fonte: Cimoc Especial nº10 - Nuevos Dioses, dez. 1990.