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Mostrando postagens de maio, 2013

Hugo Corrêa - Alter Ego (Conto)

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ALTER EGO Hugo Corrêa - Este é o seu Alter Ego, senhor. Tenha a bondade de assinar o recibo. Antônio abriu a caixa e recuou, espantado. Lá estava ele, os braços junto ao corpo, completamente nu e sem movimento. Se a posição ereta não fosse anormal numa pessoa que dorme, ele teria tentado acordar o androide, tão fiéis à vida pareciam a cor da pele, as pequenas rugas começando a aparecer perto dos olhos, os lábios finos, a testa alta. O cabelo liso estava penteado com cuidado, como o do seu semelhante humano. Pegou a caixa de controle e, seguindo as instruções, colocou o androide em movimento. Andava devagar e naturalmente, sem nenhum dos movimentos grotescos tão típicos dos autômatos do passado. Era justamente como se possuísse realmente ossos, músculos, nervos e os órgãos de um ser vivo. Antônio dirigiu-o nas ações elementares - sentar-se, vestir-se, acender um cigarro, coçar o ouvido. "Se os proprietários de androides desejam tirar deles a máxima satisfação" - dizia o manua...

Ray Bradbury - As Crônicas Marcianas (Resenha e Capas)

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RAY BRADBURY Crónicas marcianas Ray Bradbury (nacido en 1920) ha sido considerado durante mucho tiempo como el mejor escritor norteamericano de cuentos breves. Éste fue el libro que cimentó su reputación. Es una colección de cuentos, estrechamente relacionados entre sí, acerca de la exploración y la colonización del planeta Marte. Debido al tema y al hecho de que la mayoría de los cuentos han aparecido en las insignificantes revistas de cf de finales de la década del cuarenta, es natural suponer que se trata de un libro inequívocamente de ciencia ficción. Pero, en realidad, esta calificación muchas veces se ha discutido, ya que el propio Bradbury no da muestras de interés por la ciencia como tal. Sus cohetes espaciales parecen petardos; sus marcianos, fantasmas en la noche de Halloween, mientras que el paisaje marciano es una árida versión del Medio Oeste norteamericano. Además, Bradbury era conocido como asiduo colaborador de Weird Tales (una revista de temas fantásticos y de terro...

Joanna Russ - Frases úteis para o turista (espacial)

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Frases úteis para o turista Joanna Russ Locrinia: a península e seus arredores. Lokrina D. C. X 437894 = H Consideravelmente semelhante à Terra (consultem as fitas gravadas e as transliterações adjuntas). Para fisiologia, ecologia, religião e costumes (consultem Wu e Fabricant, Locrinia, Informação Útil para o turista, Praga, 2355, Vol. 2). NO HOTEL: Esta é minha amiga. Não se trata de uma gorjeta. Vou chamar o gerente. Este não pode ser o meu quarto porque eu não respiro amoníaco. Só me sinto bem com temperaturas que variem entre os 200 e 303 graus. Garçom, esta comida ainda está viva. NAS REUNIÕES: Isso é você? Isso é você por inteiro? Quanto (que quantidade) de você (vocês) há aí? Encantado de conhecer o seu irmão clone. Você é tóxico? Você é comestível? Eu não sou comestível. Nós humanos não nos regeneramos. Minha companheira não é comestível. Isso é minha orelha. Sou tóxico. É assim que vocês copulam? Alguém ac...

Herman Schmitz - O Fim dos Policiantes (Fábula)

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  O Fim dos Policiantes O tempo é uma estrada desmaterializada. A terra está viva. Continentes de raças e razões redesenham continuamente o mapa do poder, onde a inconveniência de alguns é punida com a supremacia de outros. Sempre haverá um poder maior a sobrepujar outro e mesmo o poder mais poderoso terá o tempo como supremo inimigo. Esta não é bem uma história, é mais uma alegoria sobre o poder e suas consequências. Esta é a cidade: Nova Istambul, Califórnia. São sete milhões e meio de pessoas e a sensação de não ser ninguém nessa multidão é enorme. Algumas dessas pessoas conseguem viver com o que a sorte lhes deu — a maioria não! Foi então que surge esse vírus, fazendo do seu portador um Super-Eu, de qualquer Zé Mané — Um Super-Zé-Mané, e assim se espalha rapidamente pela cidade, afinal, cedo ou tarde alguém se cansa de ser somente o que se é, e assim que enlouquece quer ser o maioral. Quando isso acontece, eu tenho trabalho. — Meu nome é Armed. Eu sou um Policiante. No i...

Herman Schmitz - Abduzidos num carnaval (Conto)

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Abduzidos num Carnaval Herman A. Schmitz Finalmente houve a autêntica abdução de um casal de terráqueos. Isso aconteceu na praia de São Francisco, no litoral de Santa Catarina, justo no início do carnaval, que por ser um período com muita gente fantasiada nas ruas, os arthurianos se mesclaram à população sem darem na vista. O jovem casal foi capturado pelo raio hipnótico, e assim dominados, eles foram levados ao interior da nave e congelados no zero absoluto. Os dois espécimes viajaram por duzentos mil anos luz. Logo que aterrissam, são descongelados e instalados em uma cúpula geodésica invisível, onde começa a funcionar um mini-ecossistema terrestre, com atmosfera, plantas, fungos e pequenos animais, trazidos também congelados na nave. Essa cúpula transparente servirá de jaula para o casal de humanos, onde eles irão viver e se reproduzir por incontáveis gerações, sempre assistidos por criaturas inteligentes vindas de todas as partes da galáxia, que pagam muito caro a entrada ness...

Herman Schmitz - O Manto da Invisibilidade (Conto)

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O Manto da Invisibilidade Vejo tantas professoras dando aqui a sua opinião que não posso deixar de dar a minha também. É sobre esse horrível manto da invisibilidade que todos nós temos agora. Eu leciono hiperbólica no primário e tenho muitos problemas com esses alunos que somem. Eu sei que muitos de vocês usam esse manto, eu também uso, afinal, andar pelas ruas hoje em dia só mesmo estando invisível, mas na sala de aula, tenha dó… Sei que não podemos proibir por causa dessa lei do "é proibido proibir", mas se o estado puder pelo menos instalar os sensores de presença em cada sala de aula. Hoje em dia é inviável dar uma prova sem um sensor de presença. Peço encarecidamente a todos os professores compartilharem essa matéria. SENSORES DE PRESENÇA - Queremos o aluno PRESENTE!

Herman Schmitz - Bom Dia Marte (Conto)

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Bom dia Marte Hoje é um grande dia para todos vocês aí em Marte, afinal são os primeiros cem anos de colonização do planeta vermelho. Nos aqui da velha Terra já estamos quase sem ar, mas ainda conseguimos viver nos domos da mesma forma que você vivem aí. É engraçado pensar que nossos robôs operários passaram quase cinquenta anos construindo esses domos em Marte, e agora, cem anos depois da primeira viagem sem volta ao planeta vizinho, por falta desse maldito ozônio, tenhamos que viver quase nas mesmas condições que vocês aí. Mas hoje é um dia de festa, deixando as lamentações de lado, eu quero mandar um abraço bem forte, aos meus velhos camaradas aí de Nova Joinville, de Nova Floripa e de Nova Cruz Alta, especialmente aos netos que não vou conhecer, e desejando para essas nossas colônias brasileiras aí em Marte um feliz centenário. Aqui é o Toninho, do Domo 5.000 BF, Porto Alegre

Herman Schmitz - Diga não à cidade prisão (Conto)

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