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Mostrando postagens com o rótulo RESENHAS

Introdução à Minority Report de Philip K. Dick - Malcom Edwards

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Introdução à Minority Report de Philip K. Dick Minority Report — A nova lei é a terceira superprodução de Hollywood baseada em uma obra de Philip K. Dick, junto com Blade Runner —O caçador de andróides (baseada no romance Do Androids Dream of Electric Sheeps?) e O vingador do futuro (inspirada no conto longo Podemos recordar para você, por um preço razoável). Houve, ainda, outras adaptações, como Screamers — Gritos mortais, com direção de Christian Dugway (baseada na novela A segunda variedade) e Impostor, de Gary Felder (baseada na história de mesmo nome). Sem mencionar a produção francesa Confissões de um doido, adaptada do romance sobre a vida nos EUA nos anos 50, Confessions of a Crap Artist. E nem se falou ainda nos projetos abortados. John Lennon interessou-se pelo romance The Three Stigmata of Palmer Eldrich (deu para perceber que Dick tinha um jeito muito particular com os títulos) e houve duas tentativas de filmar A Scanner Darkly (primeiro com Terry Gillian na direção, agora ...

Planolândia: Os muitos lados do preconceito - Alessandro Cieco

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OS MUITOS LADOS DO PRECONCEITO  Finalmente. Há mais de um século Planolândia deveria estar na prateleira dos leitores brasileiros, mas por distração (ou desleixo) dos editores brasileiros não havia nenhuma edição disponível no mercado nacional. O atraso, resolvido com esta edição, só não comprometeu a atualidade do texto, escrito pelo clérigo inglês Edwin Abbott em 1884. Protegido da crítica, em sua primeira edição, pelo pseudônimo de "A. Square” {1}, Abbott satiriza os preconceitos da sociedade inglesa vitoriana criando um mundo de duas dimensões. Na obra, seu alter ego e narrador, "O Quadrado", mostra um mundo em que as pessoas são figuras geométricas (triângulos, quadrados, pentágonos, hexágonos etc.) e a classe social à qual pertencem é proporcional ao número de lados que elas têm e à perfeição de suas formas. Qualquer irregularidade (deficiência física) é uma desgraça punida com a morte ou com a internação em um hospital que tentará consertar o desvio. Qualquer casa...

DISTRITO FEDERAL, romance de Luiz Bras — Resenha Crítica

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BRAS, Luiz. Distrito Federal. São Paulo, Editora Patuá, 2014. 280 págs. Ilustrado.      Luiz Bras é um heterônimo. De quem, não interessa agora, pois ele está vivo e atuante e não queremos atrapalhar isso. Só me arrisco a revelar que este não é o seu único heterônimo. O que é ótimo. Segundo a pequena biografia em seu livro, nasceu em 22 de abril de 1968, em Cobra Norato, pequena cidade da mítica Terra Brasilis (sic). Atualmente reside em São Paulo. É ficcionista e coordenador de laboratórios de criação literária. Lançou o livro de contos Paraíso Líquido em 2010 e no ano seguinte um livrinho mágico de ensaística autocrítica: Muitas Peles, inteiramente dedicado à ficção científica no Brasil. Em 2012 o romance Sozinho no Deserto Extremo e no início de 2014 publicou também o livro de minicontos Pequena Coleção de Grandes Horrores.             Distrito Federal é um livro de capa dura e com 280 páginas, o tipo de livro que para em pé sozi...

Alienígenas na Ficção Científica #Scifi #Aliens #Resenha

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Alienígenas na Ficção científica Entendemos por alienígenas qualquer criatura viva, originária de fora do planeta Terra, e a pesar das abdução e dos mais diversos graus de encontros, a ciência atual ainda não possui nenhum indício formal da existência de seres extraterrestres. Já fazem muitos séculos que filósofos e pessoas de bom senso percebem o fato evidente de que, se essas estrelas todas houvessem sido acesas somente para abrilhantarem as nossas noites, certamente seria um desperdício divino. Mas enquanto não nos chegam as evidências, nos resta imaginar esses habitantes e para nos auxiliar nesse percurso temos os livros de ficção científica. Foi somente no final do século XIX, com o início do processo de globalização, surgidas do aperfeiçoamento da cartografia e do telescópio, é que se pensou na possibilidade real de haverem seres inteligentes habitando mundos como o nosso, e que esses seres poderiam nos alcançar algum dia desses. O mapeamento rudimentar do planeta ...

Frederik Pohl - EL DIA DE LA ESTRELLA NEGRA (Resenha e PDF)

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Leia online o PDF agora: http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/31271705 Resenha de Domingo Santos EL DIA DE LA ESTRELLA NEGRA Frederik Pohl Como dijo recientemente un crítico, "aunque sólo hubiera escrito Mercaderes del espacio (y aunque fuera en colaboración con C. M. Kornbluth), Frederik Pohl merecería un lugar de honor en la historia de la ciencia ficción". A esta obra, sin embargo (que indudablemente señaló todo un hito en el género), yo me atrevería a añadir otras: Homo Plus, Pórtico..., y, por supuesto, ésta. El día de la estrella negra (no me pregunten el simbolismo del título, por favor) es a mi juicio una de las obras más originales de Frederik Pohl. Empieza como una sobrecogedora antiutopía: Rusia y los Estados Unidos se han destruido mutuamente en una alocada y devastadora guerra nuclear, y tras ella China ha ocupado su lugar como primera potencia mundial, con la India como eterno enemigo. Lo que queda de los Estados Unidos ha sido ocupado por los...

Olaf Stapledon — Hacedor de Estrellas (Prefácio de 1937)

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Hacedor de Estrellas - Olaf Stapledon Prefacio do autor En un momento en que Europa corre peligro de una catástrofe mayor que la de 1914, este libro podría considerarse una inútil distracción; la defensa del mundo civilizado contra el barbarismo moderno es hoy desesperadamente urgente.

Jorge Luis Borges - Prólogo a Hacedor de Estrellas de Olaf Stapledon

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Jorge Luis Borges Nota preliminar à Hacedor de Estrellas de Olaf Stapledon Hacia 1930, ya bien cumplidos los cuarenta años, William Olaf Stapledon abordó por primera vez el ejercicio de la literatura. A esta iniciación tardía se debe el hecho de que no aprendió nunca ciertas destrezas técnicas y de que no había contraído ciertas malas costumbres. El examen de su estilo, en el que se advierte un exceso de palabras abstractas, sugiere que antes de escribir había leído mucha filosofía y pocas novelas o poemas. En lo que se refiere a su carácter y a su destino, más vale transcribir sus propias palabras: «Soy un chapucero congénito, protegido (¿o estropeado?) por el sistema capitalista. Sólo ahora al cabo de medio siglo de esfuerzo, he empezado a aprender a desempeñarme. Mi niñez duró unos veinticinco años; la moldearon el Canal de Suez, el pueblito de Abbotsholme y la Universidad de Oxford. Ensayé diversas carreras y periódicamente hube de huir ante el inminente desastre. Maestro ...

Vênus Mais X de Theodore Sturgeon (Resenha)

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Vênus Mais X - Theodore Sturgeon Vênus Mais X (Venus Plus X) é o último romance de Sturgeon e um dos mais interessantes. Charlie Johns, um cidadão norte-americano contemporâneo, descobre ao despertar que foi misteriosamente transportado para um outro mundo. Está rodeado por homens bonitos com roupas coloridas e vozes aflautadas. Eles habitam uma deliciosa utopia conhecida por "Ledom" (leia-se ao contrário). Campos de força os levam pelo ar desde o topo das torres altas até as perfeitas e aplainadas planícies de abaixo. São pessoas pacíficas e felizes, que dedicam seu tempo às artes e às ciências. Charlie supõe que estes são os sucessores do Homo sapiens no século XXV. Depois de ter sido implantada em seu cérebro a linguagem de Ledom, por meio de algum processo tecnológico misterioso, é convidado a visitar o local e a fazer todas as perguntas que ele quiser. Aparentemente, os cidadãos de Ledom o trouxerem a este seu paraíso, com o propósito de se verem novamente atra...

Ray Bradbury — Apresenta Theodore Sturgeon em um Antologia

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Introdução à Antologia de Sturgeon: La Fuente del Unicornio por RAY BRADBURY Quizá la mejor manera de expresar lo que pienso de un cuento de Theodore Sturgeon sea explicar con qué minucioso interés, en el año 1940, abría por el medio cada relato de Sturgeon y le sacaba las tripas para ver qué era lo que lo hacía funcionar. Hasta ese momento yo no había vendido ningún cuento, tenía veinte años y fiebre por conocer los enormes secretos de los escritores de éxito. Miraba a Sturgeon con secreta y persistente envidia. Y la envidia, tenemos que admitirlo, es para un escritor el síntoma más seguro de la superioridad de otro autor. Lo peor que se puede decir del estilo de un escritor es que te aburre; lo más elogioso que se me ocurre sobre Sturgeon es que odiaba su maldito y eficiente ingenio. Y como él tenía lo que yo andaba buscando, originalidad (cosa siempre rara en las revistas populares), no me quedaba más remedio que volver una y otra vez a sus cuentos, atormentado d...

Larry Niven & Jerry Pournelle - Juramento de Fidelidad (Resenha)

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Juramento de Fidelidad LARRY NIVEN & JERRY POURNELLE Larry Niven (nacido en 1938) y Jerry Pournelle (nacido en 1933) son los representantes de la Nueva Derecha en la ciencia ficción norteamericana. Su cf tiende a ser tecnofílica, militarista y de una persistente "tozudez". La paja en el ojo de Dios (1974), la primera novela que escribieron en colaboración, fue un bestseller, y podría clasificárselo como una anticuada ópera espacial, de la cual The Encyclopedia of Science Fiction dice: "Diversos comentaristas han criticado el libro por lo que consideran chauvinismo respecto de la humanidad, su incoherencia entre un argumento imaginativo y unos personajes anticuados, y una postura política conservadora". Otro trabajo reciente, El martillo de Lucifer (1977), es un mero panfleto a favor de los científicos e ingenieros norteamericanos y contra el movimiento ecologista, el pacifismo y otras doctrinas de tinte moderado. También fue un gran éxito comercial. Jura...

Bilênio - J.G. Ballard (Resenha)

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Billenium de  J. G. Ballard Superpopulação, ou alguma situação artificial forçando as pessoas a viver em proximidade, tem sido um tema recorrente na obra de JG Ballard, mas raramente ele ou qualquer outro escritor pintou um quadro tão eficaz e terrível como neste conto do início de sua carreira. O protagonista acaba de realizar o estado invejável de ter alugado uma pequena porção de uma escada como sua nova casa, a primeira vez que ele teve um espaço seu próprio durante toda a sua vida. Embora ele meça menos de quatro metros de comprimento, seus visitantes expressam alegria e inveja sobre sua vista panorâmica. Não há trégua lá fora. O tráfego motorizado é inexistente, porque as ruas são tão cheios de pedestres que existem até ocasionais congestionamentos durante os quais multidões ficam bloqueadas no lugar, por horas ou mesmo dias. Todas as portas das residências pessoais têm de abrir para fora porque não há espaço suficiente para que se abram interiormente. Fora das cidades...

J. G. Ballard - El Mundo Sumergido (Resenha)

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El Mundo Sumergido de J. G. BALLARD El mundo sumergido (The Drowned World) se publicó en los Estados Unidos en agosto de 1962 en una deplorable edición de bolsillo, y pasó prácticamente inadvertida. Cuando apareció la edición británica de tapas duras, en enero de 1963, la respuesta fue completamente distinta. Kingsley Amis escribió entonces: "Nos hallamos ante algo sin precedentes en este país, una novela de un autor de ciencia ficción que puede juzgarse de acuerdo con los patrones más exigentes... Quizá Ballard sea el más imaginativo de los sucesores de Wells". James Graham Ballard (nacido en 1930) pasó su niñez en Shanghai, pero desde los quince años vivió en Inglaterra. En 1956 publicó sus primeros cuentos breves, y con El mundo sumergido se convirtió en el talento indiscutiblemente más poderoso y original de la cf británica. La historia transcurre en el siglo veintiuno; las fluctuaciones de la radiación solar han fundido los casquetes polares de la Tierra y han ele...

El planeta errante (The Wanderer) de Fritz Leiber - resenha.

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FRITZ LEIBER El planeta errante Si este libro se titulara Las cien mejores novelas fantásticas, Fritz Leiber (nacido en 1910) merecería por lo menos tres artículos. Ha escrito menos obras notables de ciencia ficción que de horror sobrenatural y espada y hechicería. Entre los primeros suele citarse como la mejor la novela corta El gran tiempo (1961). Personalmente prefiero El planeta errante (The Wanderer), que es una novela larga, ambiciosa y de lectura fácil y amena. Comienza con un eclipse de Luna. En todo el mundo la gente mira al cielo, y en rápida sucesión aparece una docena de personajes: astrónomos aficionados, fanáticos de ciencia ficción, entusiastas de los platillos voladores, y otros, todos brillantemente descritos. Es una narración con muchas tramas. La principal concierne a Paul Hagbolt, Margo Gelhorn, y a su gato Miau, durante un viaje nocturno en California del Sur. Se encuentran con una reunión, al aire libre, de observadores de ovnis. Repentinamente, las estrellas...

Fritz Leiber - Esposa Hechicera (Resenha)

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FRITZ LEIBER Esposa hechicera Fritz Leiber (nacido en 1910) es un maestro de la ficción de horror sobrenatural moderna. El telón de fondo tradicional de los cuentos de horror escalofriantes -castillos que se derrumban en medio de bosques obscuros, mansiones solitarias en páramos asolados por el viento- no son para él. Por lo común, sus relatos se sitúan en las ciudades y villas de la América contemporánea, y conciernen a personas brillantes y a la moda cuyas vidas son trastocadas espantosamente por terrores inexplicables. Otros escritores han seguido su ejemplo (entre ellos, autores de éxito comercial como Ira Levin y Stephen King), pero Leiber fue el primero: su obra pionera Esposa hechicera (Conjure Wife) fue publicada originalmente en Unknown Worlds en 1943. El texto ampliado para la versión en libro contiene una serie de referencias a bombas atómicas y otros fenómenos posteriores a 1945, pero esencialmente es el mismo relato que horrorizó y deleitó primero a los lectores del t...

Gene Wolfe - El Libro del Sol Nuevo (Resenha)

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GENE WOLFE El Libro del Sol Nuevo En una sociedad de corporaciones medievales, donde unas navescohetes de otro tiempo forman las torres de las ciudadelas, un joven se acerca a la madurez. El mundo está regido por el Autarca de la Casa Absoluta, emplazada en algún sitio al norte de la Ciudad Imperecedera. Nuestro héroe es un aprendiz de torturador (afortunadamente, al lector se le ahorran casi por completo los detalles de ese antiguo oficio) que comete el crimen de mostrarse compasivo con una "cliente" de la corporación, y en consecuencia es expulsado de la laberíntica ciudad. Los primeros capítulos están dominados por imágenes de muerte tumbas, mazmorras, bibliotecas sin luz, aguas estancadas y sirven como contrapunto del tema principal, la búsqueda del Sol Nuevo. Ésta es la más larga de las novelas contemporáneas de cf, y una de las mejores. Comprende cuatro volúmenes: La sombra del torturador (The Shadow of the Torturer, 1980), The Claw of the Conciliator (1981), The S...

Gene Wolfe - La quinta cabeza de Cerbero (Resenha)

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GENE WOLFE La quinta cabeza de Cerbero Imagínense una enorme y vieja casa cuya entrada está custodiada por una estatua de Cerbero, el mítico perro de tres cabezas. Figúrense un niño sensible que crece en esa casa misteriosa. Él y su hermano son atendidos por infatigables sirvientes y vigilados por una tía excéntrica que parece flotar silenciosamente a lo largo de los múltiples pasillos de la mansión. Al caer la noche, un padre autoritario y distante convoca a los niños a su estudio, donde lleva a cabo con ellos absurdos experimentos psicológicos. "Tengo un obscuro recuerdo de estar de pie no puedo decir a qué edad ante esa gigantesca puerta tallada. La puerta se cerraba, y el mono tullido sobre el hombro de mi padre se apretaba contra aquella cara de halcón, con la bufanda negra y la bata roja debajo de hileras e hileras de libros y cuadernos de notas muy gastados detrás de ellos, y el nauseabundo olor de formaldehído que llegaba desde el laboratorio, más allá del espejo ...

Gene Wolfe - Peace (Resenha)

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GENE WOLFE Peace Esta novela conmovedora y delicadamente escrita empieza de un modo decepcionante: "El olmo plantado por Eleanor Bold, la hija del juez, cayó la noche pasada". El que habla es Alden Dennis Weer, un hombre de unos sesenta años cuya historia oiremos. Gradualmente nos enteramos, a medida que leemos este relato sobre la apacible vida en el Medio Oeste de Estados Unidos, de que Alden Weer probablemente sea un fantasma, muerto aun antes de que se empezase el libro. Quizá no puede descansar en paz hasta que haya rendido este homenaje a todas las personas y poderes que han modelado su existencia. Continúan las decepciones. Esperamos el relato directo de la historia de una vida, pero de hecho Weer tiene sorprendentemente poco que decirnos sobre él mismo. Proliferan las digresiones, hasta el punto de que constituyen la mayor parte de la novela. Los personajes secundarios llevan a cabo la acción, y nos ofrecen cuentos dentro de cuentos, algunos de sabor chino o i...

Todos Sobre Zanzibar - John Brunner (Resenha)

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JOHN BRUNNER Todos sobre Zanzíbar Novela aún más larga que Duna, de Frank Herbert, la obra más conocida de Brunner difiere notablemente de la de Herbert en casi todos los aspectos. Lo más llamativo de esta novela es que no trata de crear un mundo fantástico de la nada sino que emprende la tarea mucho más difícil de describir qué características podría tener nuestro mundo real dentro de tres o cuatro décadas. Brunner nos muestra el planeta Tierra en el umbral del siglo veintiuno: superpoblado, inestable, dominado por gigantescas corporaciones y los medios de comunicación. El libro se concentra en los Estados Unidos, aunque partes importantes de la narración están ambientadas en África y el Lejano Oriente, demostrando algo esquemáticamente las diferencias entre países desarrollados, en desarrollo y subdesarrollados. Es una novela increíblemente ambiciosa. Aunque despareja, el esfuerzo del autor merece ser apreciado. Antes de Todos sobre Zanzíbar (Stand on Zanzibar), John Brunner ...

Harry Harrison - ¡Hagan sitio! ¡Hagan sitio! (Resenha)

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HARRY HARRISON ¡Hagan sitio! ¡Hagan sitio! La ciencia ficción, más que establecer nuevas tendencias, sigue fácilmente la moda. Extrae ideas de las ciencias, de la sociología popular y de los suplementos dominicales de los periódicos, las recrea y las exagera hasta convertirlas en imágenes de pesadilla del Futuro. Los años cincuenta fueron la gran década de los relatos sobre bombas nucleares, y prácticamente todas las novelas de ciencia ficción se referían a las consecuencias de una guerra nuclear, mientras que en la década del sesenta el tema principal fue la explosión demográfica y la contaminación. A mediados de esa década la idea de que la población mundial se duplicaría en el año 2000 se transformó en un lugar común y esa idea sembró el terror en muchos corazones. ¡Hagan sitio! ¡Hagan sitio! (Make Room! Make Room!) es una de las manifestaciones clásicas de ese terror (otra es Todos sobre Zanzíbar, de John Brunner, a la que me referiré más adelante). Harrison agrega a su nove...