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Mostrando postagens com o rótulo Fredric Brown

O Canon dos Prefácios em Ficção científica — Fredric Brown por sua esposa

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  APRESENTAÇÃO   Fred detestava escrever. Mas gostava muito de ter escrito. Era capaz de entregar-se a toda espécie de atividade só para retardar o momento em que finalmente tinha de sentar-se à máquina: espanava a mesa, tocava flauta, lia um pouco, tornava a tocar. Ou, se residíamos numa cidade em que não houvesse carteiro, iria pessoalmente ao Correio buscar a correspondência, e, de caminho, convidava alguém para uma partida — às vezes duas ou três — de xadrez ou cartas. Quando finalmente voltava para casa, decidia já ser tarde demais para dar início ao trabalho. Após dias dessa prática, sua consciência acabava por doer. Era então que se entregava efetivamente ao trabalho, produzindo algumas linhas, ou mesmo páginas inteiras. Fosse como fosse, os livros aí estão escritos. Não era autor prolífico. Em média, enchia três páginas por dia. Às vezes, quando o livro parecesse escrever-se por si, sua produção diária subia para seis ou sete laudas; o que entretanto era raro. ...

A Frota Vingadora — Fredric Brown – Conto completo

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A FROTA VINGADORA Fredric Brown   Eles vieram da escuridão impenetrável do espaço e de uma distância inimaginável, convergiram para Vênus e o destruíram. Cada um dos dois milhões de seres daquele planeta, todos colonos da Terra, morreram em questão de minutos, e toda a flora e fauna de Vênus morreu com eles. Tamanho era o poder de suas armas, que até mesmo a própria atmosfera do planeta tão repentinamente condenado queimou e evaporou. Vênus estava despreparada e indefesa, e o ataque foi tão inesperado e seus resultados tão rápidos e devastadores, que não houve tempo para disparar um único tiro defensivo. Então, os atacantes se voltaram para o próximo planeta seguindo a ordem do Sol: a Terra. Mas o mesmo não aconteceu. A Terra estava pronta; claro que não nos poucos minutos que decorreram desde a chegada dos invasores ao sistema solar, mas porque naquela altura, o ano de graça de 2820, a Terra estava em guerra com a sua colónia marciana, que tinha crescido até metade do ta...

Marcianos, voltem pra casa! - Fredric Brown — Prólogos Imortais da FC

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Marcianos, voltem pra casa! Fredric Brown Prólogo O fato de o povo da Terra não estar preparado para enfrentar a chegada dos marcianos foi culpa exclusiva deles. Deveriam ter prestado maior atenção ao alerta colocado pelos acontecimentos do século anterior e, especialmente, pelas décadas anteriores. De certa forma, pode-se considerar que tal alerta datava de muito tempo, pois desde que estabeleceu a opção de que a Terra não era o centro do Universo, mas apenas mais um entre os vários planetas que giravam em torno do Sol, que os homens especularam se os outros planetas também não seriam habitados. No entanto, tais especulações sempre permaneceram num nível puramente filosófico, como ocorre com as especulações sobre o sexo dos anjos ou se foi o ovo ou a galinha primeiro. Podemos dizer que o alerta começou realmente com Schiaparelli e Lowell, particularmente este último. Schiaparelli foi o astrônomo italiano que descobriu os canais de Marte, mas nunca afirmou que fossem construções artifi...

Un Hombre Distinguido — Fredric Brown (cuento)

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UN HOMBRE DISTINGUIDO Fredric Brown Se llamaba Hanley, Al Hanley, y al mirarle nadie hubiera pensado que iba a ser tan importante. Y de haber conocido la historia de su vida hasta el momento en que llegaron los Darianos, nadie hubiera sospechado lo agradecido que iban a estar una vez leído este relato a Al Hanley. En aquel momento daba la casualidad de que Hanley estaba borracho. Y no es que el hecho fuera anormal: llevaba una larga temporada borracho, y se proponía continuar en aquel estado, a pesar de que se había convertido en una empresa difícil. Se había quedado sin dinero, y sin amigos que pudieran prestárselo. Había agotado también su lista de conocidos. Se encontraba en la penosa condición de tener que andar varias millas para visitar a alguien a quien conocía muy superficialmente y tratar de obtener un préstamo de un dólar... o de veinticinco centavos. La larga caminata desvanecería los efectos del último trago. Bueno, no del todo, de modo que se hallaba en el estado de ...

O Escritor de Ficção Científica descrito por sua esposa (Fredric Brown)

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O Escritor de Ficção Científica descrito por sua esposa por Elizabeth Brown Apresentação à coletânea Paradoxo Perdido   de Fredric Brown Fred detestava escrever. Mas gostava muito de ter escrito. Era capaz de entregar-se a toda espécie de atividade só para retardar o momento em que finalmente tinha de sentar-se à máquina: espanava a mesa, tocava flauta, lia um pouco, tornava a tocar. Ou, se residíamos numa cidade em que não houvesse carteiro, iria pessoalmente ao Correio buscar a correspondência, e, de caminho, convidava alguém para uma partida — às vezes duas ou três — de xadrez ou cartas. Quando finalmente voltava para casa, decidia já ser tarde demais para dar início ao trabalho. Após dias dessa prática, sua consciência acabava por doer. Era então que se entregava efetivamente ao trabalho, produzindo algumas linhas, ou mesmo páginas inteiras. Fosse como fosse, os livros aí estão escritos. Não era autor prolífico. Em média, enchia três páginas por dia. Às ve...

Fredric Brown - Sentinela (Conto)

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SENTINELA Fredric Brown   Estava molhado, enlameado; tinha fome e tinha frio e estava a cinquenta mil anos luz de casa. O sol distante quase não iluminava e a gravidade, que era o dobro daquela a que estava acostumado, dificultava cada movimento. Mesmo após dezenas de milhares de anos a guerra não havia mudado. Para os pilotos do espaço era fácil, com suas brilhantes astronaves e suas superarmas. Mas quando as naves aterrissavam, era o soldado a pé, a infantaria, que tinha de apoderar-se do terreno, palmo a palmo e custasse o sangue que custasse. Isso é precisamente o que acontecia naquele maldito planeta de uma estrela da qual não havia ouvido falar até por os pés nele. E, agora, era terreno sagrado porque o inimigo também estava ali. O inimigo, a única outra raça inteligente da Galáxia, raça cruel de monstros abomináveis e hediondas criaturas repulsivas. O primeiro contato foi perto do centro da Galáxia, após a lenta e dificultosa colonização de uns doze mil planetas; foi u...

Fredric Brown - O Solipsista (Conto)

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O solipsista Fredric Brown Walter B. Jehovah tinha sido solipsista toda a sua vida. Não vou justificar o seu nome, pois este era realmente o seu nome. Um solipsista, no caso de o leitor não conhecer a palavra, é alguém que acredita que ele próprio é a única coisa que realmente existe, que as outras pessoas e o universo em geral só existem na sua imaginação, e que se ele deixasse de os imaginar estes também deixariam de existir. Um dia, Walter B. Jehovah começou a ser solipsista praticante. No espaço de uma semana, a sua mulher fugiu com outro homem, perdeu o seu emprego de expedidor e partiu uma perna quando afugentava um gato preto para impedir que este se atravessasse no seu caminho. Enquanto estava de cama no hospital, decidiu acabar com tudo. Olhou pela janela, contemplou as estrelas, desejou que elas deixassem de existir e elas desapareceram. Depois, desejou que todas as outras pessoas deixassem de existir e o hospital ficou estranhamente silencioso, apesar de ser um hospit...

Fredric Brown - A Primeira Máquina do Tempo (Conto)

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A Primeira Máquina do Tempo Fredric Brown   "Senhores: a primeira Máquina do Tempo", apresentou, orgulhosamente, o professor Johnson a seus dois colegas. "De fato, trata-se de um modelo experimental em escala reduzida. Ele operará apenas com objetos pesando cerca de um quilo e para distâncias em direção ao passado e ao futuro de vinte minutos ou menos. Mas funciona". O modelo em escala reduzida se parecia com uma balança, daquelas usadas em agências de correio - exceto por dois interruptores na parte debaixo da plataforma. O professor Johnson segurou um pequeno cubo de metal. "Nosso objeto experimental", disse, "é um cubo de metal pesando mais ou menos meio quilo. Primeiro, vou mandá-lo cinco minutos na direção do futuro". Ele inclinou-se para frente e regulou um dos botões da máquina do tempo. "Observem os seus relógios", disse. Eles olharam os seus relógios. O professor Johnson colocou cuidadosamente o cubo na plataforma da máquina....

Fredric Brown - Resposta (Conto)

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Resposta Fredric BROWN Cerimoniosamente, Dwar Ev soldou com ouro a última conexão. Os olhos de uma dezena de câmeras de televisão o obsevaram, propagando para o universo inteiro uma dezena de imagens daquilo que fazia. Com um aceno para Dwar Reun, ele se ergueu e dirigiu-se para trás da chave cujo funcionamento faria o contato; o comutador que poria em conexão simultânea todos os monstruosos sistemas de computadores de cada um dos planêtas populados do universo - noventa e seis milhões ao todo - num circuito em que se comunicariam com o supercalculador, o prodígio cibernético que reuniria todo o conhecimento de tôdas as galáxias. Dwar Reyn fêz uma breve introdução aos trilhões de telespectadores e após uma breve pausa, disse: -Dwar Ev … Agora! Dwar Ev acionou a chave. Houve um zumbido profundo, o desencadeamento da fôrça de noventa e seis bilhões de planêtas. Luzes piscarm até ganhar firmeza, no painel quilométrico. Dwar Ev recuou e aspirou profundamente. -A honra de fazer a prime...