Penso, logo existo
Criação ______________ Nada. Vazio. Sem luz, sem som, sem peso. Nada. Nada para ver, ouvir ou sentir. Sem forma, irreal... Nada. O Universo era negro, morto, desaparecido. O mundo havia acabado. Sem estrelas, sem cor, sem vida. A noite havia vencido e a luz desapareceu para sempre. A morte a havia conquistado. O grande relógio da criação parou. O grande gradiente de energia se achatou até se fundir com a linha zero. Frio e quente... não há mais palavras para isso. Não há movimento. Algum. O infinito é uma igualdade obscura. Aqui e ali... os termos não fazem sentido. O vazio preenche tudo; tudo não era nada. Uma consciência solitária na noite eterna, confusa, cambaleante, cheia de terror. Um ser vivo em morte infinita. Uma coisa consciente onde a consciência era inútil. Uma mente pensante, quando a hora de pensar passou. Horn gritou. Silenciosamente. Imóvel. Era uma coisa mental aterrorizante sem extensão física, aprisionada dentro da barreira estreita ou intransponível da mente. E...