Postagens

Mostrando postagens com o rótulo POESIAS

MICRO INVASÃO — Poesia Narrativa de Herman A. Schmitz

Imagem
MICRO INVASÃO Poesia narrativa de Herman A. Schmitz — Ainda é difícil para mim acreditar que a invasão começou no meu próprio quintal num domingo fim de tarde tranquilo por volta das cinco horas e que é pior foi de dentro de mim usaram o meu próprio corpo para localizarem a terra e a invadi-la Tudo começou quando Estava cortando as unhas do meu pé esquerdo e avistei na ponta do dedão a minha frente umas manchas esbranquiçadas que logo tomaram a forma de algo metálico de diminutas embarcações girando no espaço e saindo do dedo em formação alinhada ordenada de duas em duas o que era visivelmente artificial A princípio duvidei daquilo tudo minha mente ociosa se recusava a aceitar aquelas naves minúsculas como sendo algo mais que uma agradável ilusão de ótica provocada pelos raios oblíquos do sol Mas a insistência daquele voo de insetos sem nenhum zumbido me fez sair lentamente da minha letargia para dar um piparote ao acaso em uma das naves mais próximas Imediatamente recuei horrorizado p...

O Homem e Deus — Jean Cap – Poema de Ficção científica

Imagem
O Homem e Deus Jean Cap Deus havia dito: «Ganarás o teu pão com o suor da tua testa». O homem não quis. Inventou a roda para evitar as fadigas da caminhada. Inventou a máquina para que ela executasse o trabalho em seu lugar. Inventou o robô para que o servisse em toda circunstância. Inventou o cérebro eletrônico para que pensasse por ele. E, no entanto, o homem trabalha sempre. Deus havia dito: «Não matarás o teu próximo». O homem não quis. Inventou a flecha para poder matar de longe. Inventou a pólvora para poder matar ainda de mais longe. Inventou a bomba para poder matar em massa. Inventou a desintegração do átomo para poder matar mais rápido. E, no entanto, sempre há homens. Deus havia dito: «Amem-se uns aos outros». O homem não quis. Inventou o crime para se livrar de um estorvo. Inventou o carrasco para se livrar de um assassino. Inventou a revolução para se livrar de um tirano. Inventou a guerra para se livrar de um povo. E, no entanto, o homem ama o amor. Deus havia dito: «Resp...

Peter Porter - Atenção, por favor - Poema apocalíptico

Imagem
Atenção, por favor: A Polar Alert Line acaba de nos avisar de que um ataque com foguetes nucleares de pelo menos mil megatons foi lançado pelo inimigo diretamente contra nossas principais cidades. Este anúncio levará dois minutos e quinze para terminar, você, portanto, tem outros oito minutos e quinze para cumprir as formalidades de abrigo publicado no Código Civil Defesa – seção Ataque Atômico. Uma Missa especialmente abreviada será transmitido no final deste anúncio; Serviços protestantes e judaicos começarão simultaneamente. Selecione seu comprimento de onda imediatamente de acordo com as instruções do Código de Defesa. Não carregue seus animais de estimação (incluindo pássaros) dentro de seu abrigo: eles consumiriam ar fresco. Deixe os velhos e inválidos, eles não podem fazer nada por eles. Lembre-se de virar o interruptor para 'fechado' quando todos estiverem dentro do abrigo. Instale a antena de radiação, inicie o barômetro Geiger. Desligue sua televisão agora. Desligue s...

Todo o que acontece — Douglas Adams (poema)

Imagem
 

Where Robot Mice and Robot Men Run Round In Robot Towns – Ray Bradbury #Poems

Imagem
 Where Robot Mice and Robot Men Run Round In Robot Towns – Ray Bradbury #Poems One of Ray Bradbury's classic poetry collections, available in ebook for the first time. Ray Bradbury writes of childhood, Melville, and God as well as space launchings and other-world things in this second collection of his poems.

A Cidade no Mar — Edgar Allan Poe (Poema)

Imagem
A cidade no mar Edgar Allan Poe Olhai! a Morte edificou seu trono numa estranha cidade solitária por entre as sombras do longínquo oeste. Lá, os bons, os maus, os piores e os melhores, foram todos buscar repouso eterno. Seus monumentos, catedrais e torres (torres que o tempo rói e não vacilam!) em nada se parecem com os humanos. E em volta, pelos ventos olvidadas, olhando o firmamento, silenciosas e calmas, dormem águas melancólicas. Ah! luz nenhuma cai do céu sagrado sobre a cidade, em sua imensa noite. Mas um clarão que vem do oceano lívido invade os torreões, silentemente, e sobe, iluminando capitéis, pórticos régios, cúpulas e cimos, templos e babilônicas muralhas; sobe aos arcos escuros e esquecidos onde o granito se fecunda em flores; sobe aos templos magníficos, sem conta, onde os frios se enroscam e entretecem de vinhedos, violetas, sempre-vivas. Olhando o firmamento, silenciosas, calmas, dormem as águias melancólicas. Torreões e sombras tanto se confundem que é tudo como...

O Tocador de Atabaque — Eduardo Alves da Costa (poema)

Imagem
O TOCADOR DE ATABAQUE de Eduardo Alves da Costa   Querem o meu verso   de nariz para o ar,   equilibrando a esfera,   enquanto alguém bate com a varinha   para me por no compasso.  Pedem-me que não seja violento   e me mantenha equilibrado   entre a forma e o fundo,  porque a platéia não deve sofrer   emoções fortes.   Mas eu, nascido num tempo de sussurros,   tenho a voz contundente   e por mais que me esforce   não sirvo para cantar no coro.   Sei apenas tocar meu atabaque.  Assim, que me perdoem   os amantes dos saraus  e os arquitetos de labirintos,   que as senhoras se protejam com o xale   e os corações delicados   se encostem à parede   para fugir às correntes de ar.   Bato no atabaque até estourar os tímpanos fracos   e chamo num grito de gozo   as almas bravias  para dançarmos juntos   mordidos pela mentira do...

Luiz Bras - Estou vendo o futuro. Consegue ver também?

Imagem
Estou vendo o futuro. Consegue ver também? Vejo, com os olhos de Aldous Huxley, uma sociedade em que os valores morais e religiosos são bem diferentes dos nossos. Nesse mundo organizado em castas, o conceito de família não existe. Engravidar é algo obsceno e impensável. Ter uma crença religiosa é um ato de ignorância e desrespeito aos outros. Vejo cidadãos condicionados biológica e psicologicamente a viver em harmonia, respeitando todas as leis sociais. Vejo, com os olhos de George Orwell, uma sociedade em que o Estado é onipotente, onisciente e onipresente. Vejo uma força opressora capaz de alterar a História e o idioma, controlar a mente das pessoas e travar uma guerra sem fim, com o objetivo de manter sua estrutura inalterada. Vejo nas residências, nas repartições públicas e nos restaurantes uma tela através da qual o Estado vigia cada cidadão. Vejo, com os olhos de William Gibson, uma sociedade altamente tecnológica e multifacetada, em que o mundo real e o virtual se mistu...

David Sandner - NOS MISTUREM, NOS SACUDAM (poema)

Imagem
NOS MISTUREM, NOS SACUDAM Você e eu fomos feitos (como artefatos de vidro ou cerâmica) de duas células, formados em tubos de ensaio com água (acrescentar temperos e assar até dourar) até nos tornarmos você e eu. Quero que esses fabricantes nos tomem de novo, e, querida; que eles nos misturem e sacudam, — que transplantem uma parte de mim para o coração de você (já está feito, já está feito) — que nos fatiem, nos emendem, nos rasguem, nos colem, nos moldem de novo em você e eu. Para que em mim haja pedaços de você e em você, pedaços de mim. Assim, nada jamais poderá nos separar. David Sandner (Tradução de Ronaldo Sérgio de Biasi)

Kurt Karl Doberer - O Planeta das Sete Cores (Poesia)

Imagem
O Planeta das Sete Cores Kurt Karl Doberer Na tormenta de Júpiter as cores do arco íris… Gritos de ondas hertzianas no turbilhão da vida. Cores fascinantes da vida, cores espantosas da morte no caleidoscópio das sínteses prebióticas: vermelho pra os azobenzenos, azuis para os azulenos, amarelo para o enxofre, o mais cristalino dos precipícios de Júpiter. Vida que não contém vida, inteligência composta de eternas tempestades. Bestas de metal de hidrogênio num mar de amoníaco e metano, pântano onde se revolve a salamandra de Júpiter, o planeta do arco íris. In Ruf der Sterne "Chamado das Estrelas", 1968.