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Obras-primas da Ficção científica por Orson Scott Card

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Obras-primas: as melhores de todos os tempos por Orson Scott Card — Compilar uma lista das melhores histórias de ficção científica do século XX é o mesmo que compilar uma lista das melhores histórias de ficção científica do milênio. Ou, aliás, das melhores de todos os tempos, porque toda a história da ficção científica como uma comunidade literária autoconsciente começou no século XX, quando Hugo Gernsback publicou a primeira revista dedicada à "ficção científica", um gênero de "histórias científicas como as escritas por H. G. Wells". H. G. Wells, Jules Verne e uma plêiade de escritores de aventura (como A. Merritt, H. Rider Haggard e outros que se tornaram escritores de ficção científica consagrados, como Edmond Hamilton) escreveram histórias que, da perspectiva atual, fazem claramente parte da tradição da ficção científica. Mas eles não consideravam suas histórias como pertencentes a um novo gênero literário. Nem acreditavam pertencer a uma comunidade literária di...

Fahrenheit 451° por Ray Bradbury (Prefácio)

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Cinco pulos curtos e depois um enorme salto por Ray Bradbury — Cinco pequenos fogos de artifício e então uma explosão. Esse é um bom resumo para a gênese de  Fahrenheit 451 . Cinco histórias curtas, escritas ao longo de um período de dois ou três anos, me levaram a investir nove dólares e cinquenta centavos para alugar uma máquina de escrever numa sala de escrita no porão de uma biblioteca para terminar o romance curto em apenas nove dias. Como assim? Primeiro, os pulinhos, os pequenos fogos de artifício: Em um conto chamado “Fogueira”, nunca vendido para uma revista, imaginei os longos pensamentos literários de um homem na noite antes de o mundo terminar. Escrevi múltiplas histórias assim cerca de quarenta e cinco anos atrás, não como previsões, mas como avisos que às vezes eram excessivamente martelados. Em “Fogueira”, meu herói criou listas com seus grandes amores. Parte foi descrito desta maneira: “O que mais perturbava William Peterson eram Shakespeare e Platão, além de Aristó...

Um Estranho numa Terra Estranha por Neil Gaiman (Prefácio)

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I NTRODUÇÃO A  U M ESTRANHO NUMA TERRA ESTRANHA por Neil Gaiman — Um estranho numa terra estranha  é considerado, e costuma ser descrito dessa forma, o arquétipo de um romance de ficção científica dos anos 1960. Afinal de contas, ele não foi de fato uma parte essencial da contracultura da época? Não contém filosofias e modos de vida que as pessoas tentaram incorporar no cotidiano? Não ajudou a criar a onda do pensamento e do amor livres? Bem, sim. Mas suas atitudes, e a época do texto, estão solidamente enraizadas nos anos 1950. Quando escreveu o  Estranho , Robert A. Heinlein era o mais importante autor dos “juvenis de FC”, livros de ficção científica voltados para jovens leitores, nos Estados Unidos (os marcianos e o planeta Marte de Estranho tiveram sua origem, na verdade, em um livro juvenil de 1949, chamado  O planeta vermelho ). Heinlein queria escrever um romance que fosse “adulto”, e que faria dele muito mais do que um autor de livros juvenis. Então decidiu m...

Personagens pitorescos — William F. Nolan

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A LOS MUCHOS PERSONAJES PINTORESCOS QUE NOS ACOMPAÑARON EN NUESTRA ADOLESCENCIA por  William F. Nolan — y estuvieron presentes mientras escribía este libro: Al doctor Frankenstein y Mickey Mouse A Jac, Dock y Reggie y el Templo de los Vampiros A Fu Manchú, John Silver «el Largo», Tom Mix y Buck Jones A la Iliada y la Odisea, a Superman y a la Avispa Verde A Jack Armstrog, al Muchacho Americano Cien por Cien y al Jorobado de Nuestra Señora de París A Gunga Din, King Kong y el Mago de Oz A Mr. Hyde y al Fantasma de la Opera Al Lobo del Mar, al capitán Nemo y a la Gran Ballena Blanca Al Murciélago y a Robín de los Bosques, a la Tierra Negra, Ted Sturgeon y las Orejas de Johnny el Oso A Rhett Butler y a Jiminy Cricket A Matthew Arnold, Robert Frost y el Hombre Desintegrado A nuestro Mundo Loco A Dante, el doctor Lao y Dick Tracy A Punch, al Mentiroso Inmortal y a las chicas vestidas de verano A la Máscara de Hierro A Marco Polo y a las Crónicas Marcianas A Bogie y al Halcón de Malta A...

O humano alienígena — Cixin Liu (trecho)

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  O humano alienígena  (trecho) por Cixin Liu —   Os olhos baços de Dongfang Yanxu se encheram de infinita tristeza. — Só sei que somos os primeiros seres humanos a ir para o espaço. — Como assim? — Esta é a primeira vez que a humanidade vai de verdade para o espaço. — Ah. Entendi. Antes, por mais longe que os seres humanos viajassem pelo espaço, ainda assim não passavam de uma espécie de pipa presa à Terra. Estavam ligados ao planeta por uma linha espiritual. Agora, essa linha foi cortada. — Isso mesmo. A linha foi cortada. A mudança essencial não é o fato de que a linha foi solta, e sim de que a mão desapareceu. A Terra está se encaminhando para o fim dos tempos. Na verdade, na nossa cabeça ela já morreu. Nossas cinco espaçonaves não estão conectadas a nenhum mundo. Não há nada à nossa volta além do abismo do espaço. — É mesmo. A humanidade nunca enfrentou um ambiente psicológico assim antes. — Exato. Neste ambiente, a própria base do espírito humano vai se transformar....

MICRO INVASÃO — Poesia Narrativa de Herman A. Schmitz

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MICRO INVASÃO Poesia narrativa de Herman A. Schmitz — Ainda é difícil para mim acreditar que a invasão começou no meu próprio quintal num domingo fim de tarde tranquilo por volta das cinco horas e que é pior foi de dentro de mim usaram o meu próprio corpo para localizarem a terra e a invadi-la Tudo começou quando Estava cortando as unhas do meu pé esquerdo e avistei na ponta do dedão a minha frente umas manchas esbranquiçadas que logo tomaram a forma de algo metálico de diminutas embarcações girando no espaço e saindo do dedo em formação alinhada ordenada de duas em duas o que era visivelmente artificial A princípio duvidei daquilo tudo minha mente ociosa se recusava a aceitar aquelas naves minúsculas como sendo algo mais que uma agradável ilusão de ótica provocada pelos raios oblíquos do sol Mas a insistência daquele voo de insetos sem nenhum zumbido me fez sair lentamente da minha letargia para dar um piparote ao acaso em uma das naves mais próximas Imediatamente recuei horrorizado p...

Ray Bradbury por Carlos Vogt (Prefácio)

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A nave da melancolia por Carlos Vogt — Ray Douglas Bradbury nasceu em 1920 em Waukegan, Illinois, nos Estados Unidos. Condensada em poucas palavras, essa informação, contudo, é fundamental para compreender alguns aspectos marcantes da obra desse escritor, mundialmente conhecido e tão ligado às lembranças de sua infância. Bradbury tem uma obra vastíssima que inclui contos, romances, peças de teatro, rádio, televisão, poesia, fábula, antologias, literatura infantil, obras de não-ficção e roteiros de filmes, entre os quais o de Moby Dick , baseado no romance de Hermann Melville. Dirigido por John Huston, com quem Bradbury teve um relacionamento difícil, o filme foi lançado em 1956 com o sucesso que a premiação do Oscar só viria reforçar. Por paradoxal que pareça, mesmo em seu romance mais conhecido, Farenhiet 451 , de 1953, que ele próprio aponta como sua única obra verdadeiramente de ficção científica, há em sua literatura uma marca indelével de melancólica saudade que subsume ...