Resposta Fredric BROWN Cerimoniosamente, Dwar Ev soldou com ouro a última conexão. Os olhos de uma dezena de câmeras de televisão o obsevaram, propagando para o universo inteiro uma dezena de imagens daquilo que fazia. Com um aceno para Dwar Reun, ele se ergueu e dirigiu-se para trás da chave cujo funcionamento faria o contato; o comutador que poria em conexão simultânea todos os monstruosos sistemas de computadores de cada um dos planêtas populados do universo - noventa e seis milhões ao todo - num circuito em que se comunicariam com o supercalculador, o prodígio cibernético que reuniria todo o conhecimento de tôdas as galáxias. Dwar Reyn fêz uma breve introdução aos trilhões de telespectadores e após uma breve pausa, disse: -Dwar Ev … Agora! Dwar Ev acionou a chave. Houve um zumbido profundo, o desencadeamento da fôrça de noventa e seis bilhões de planêtas. Luzes piscarm até ganhar firmeza, no painel quilométrico. Dwar Ev recuou e aspirou profundamente. -A honra de fazer a prime...
O Ciberespaço _________________________________ Mas o que era o ciberespaço? De onde veio? O ciberespaço se infiltrou nos computadores do mundo como neblina saindo de um palco. O ciberespaço era uma realidade alternativa, era a vasta computação interconectada que era executada coletivamente em todos os momentos pelos computadores do planeta Terra. O ciberespaço era a rede de informação, mas mais do que a rede, o ciberespaço era uma visão compartilhada da rede como espaço físico. A ilusão de poder entrar diretamente no ciberespaço tornou-se ainda mais convincente pelas excelentes lentes eletrônicas do capacete. As lentes eram pedaços de vidro óptico com curiosos pedaços de plástico colados. Os pedaços eram materiais flácidos dopados com rodopsina que agiam como monitores de cores infinitamente ajustáveis, mudando como os cromatóforos de uma lula. O vídeo das lentes era dobrado nas laterais, criando visão periférica e sensação imersiva a partir das imagens anamórficas e irregulares criad...
Algo em troca de nada Por Robert Sheckley — Mas será que era uma voz que ele tinha ouvido? Ele não tinha muita certeza. Um instante depois, Joe Collins juntou as peças do quebra-cabeça. Estava deitado na cama, tão cansado que nem se importava em sujar os lençóis com as botas. Observou a rede de rachaduras no telhado amarelo e enlameado, por onde a água escorria lenta e melancolicamente. Deve ter acontecido naquele instante. Collins notou um brilho metálico ao lado da cama e sentou-se. Havia uma máquina no chão; ela não estava lá um momento antes. Naquele primeiro momento de surpresa, Collins pensou ter ouvido uma voz muito distante dizendo: “Pronto! Esse serve!” Quanto à voz, ele não tinha certeza absoluta. Mas a máquina estava lá, sem dúvida. Ajoelhou-se para examiná-la; media aproximadamente um metro quadrado e emitia um zumbido suave. A superfície cinza fosca era perfeitamente lisa, exceto por um botão vermelho em um canto e uma placa de latão no centro. A placa dizia: USUÁRIO C...
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