SENTINELA Fredric Brown Estava molhado, enlameado; tinha fome e tinha frio e estava a cinquenta mil anos luz de casa. O sol distante quase não iluminava e a gravidade, que era o dobro daquela a que estava acostumado, dificultava cada movimento. Mesmo após dezenas de milhares de anos a guerra não havia mudado. Para os pilotos do espaço era fácil, com suas brilhantes astronaves e suas superarmas. Mas quando as naves aterrissavam, era o soldado a pé, a infantaria, que tinha de apoderar-se do terreno, palmo a palmo e custasse o sangue que custasse. Isso é precisamente o que acontecia naquele maldito planeta de uma estrela da qual não havia ouvido falar até por os pés nele. E, agora, era terreno sagrado porque o inimigo também estava ali. O inimigo, a única outra raça inteligente da Galáxia, raça cruel de monstros abomináveis e hediondas criaturas repulsivas. O primeiro contato foi perto do centro da Galáxia, após a lenta e dificultosa colonização de uns doze mil planetas; foi u...
Resposta Fredric BROWN Cerimoniosamente, Dwar Ev soldou com ouro a última conexão. Os olhos de uma dezena de câmeras de televisão o obsevaram, propagando para o universo inteiro uma dezena de imagens daquilo que fazia. Com um aceno para Dwar Reun, ele se ergueu e dirigiu-se para trás da chave cujo funcionamento faria o contato; o comutador que poria em conexão simultânea todos os monstruosos sistemas de computadores de cada um dos planêtas populados do universo - noventa e seis milhões ao todo - num circuito em que se comunicariam com o supercalculador, o prodígio cibernético que reuniria todo o conhecimento de tôdas as galáxias. Dwar Reyn fêz uma breve introdução aos trilhões de telespectadores e após uma breve pausa, disse: -Dwar Ev … Agora! Dwar Ev acionou a chave. Houve um zumbido profundo, o desencadeamento da fôrça de noventa e seis bilhões de planêtas. Luzes piscarm até ganhar firmeza, no painel quilométrico. Dwar Ev recuou e aspirou profundamente. -A honra de fazer a prime...
Dando uma segunda chance aos humanos no Sistema Solar __________________________________________________ "As pessoas costumavam falar sobre terraformação", disse Jason. Lembra-se de todos aqueles romances especulativos que você costumava ler? "Continuo lendo", Jase. "Mais poder para você. Como você tentaria terraformar Marte? Liberar uma quantidade suficiente de gases de efeito estufa na atmosfera para aquecê-la. Liberando água congelada. Semeando o planeta com organismos simples. Mas mesmo nas suposições mais otimistas, isso levaria..." Ele sorriu para mim. "Você está brincando comigo," eu disse a ele. "Não. O sorriso desapareceu. Deixe pra lá. Não, é nada sério." "Mas por onde você começaria a...?" "Começaríamos com uma série de lançamentos coordenados com carregamentos de bactérias geneticamente modificadas. Propulsores de íons simples e uma viagem lenta a Marte. Impactos controlados, principalmente, que organismos uni...
Os Androides _____________________ Os primeiros modelos pareciam armaduras medievais leves. Então, o processo de humanização foi gradualmente aperfeiçoado. Novas técnicas tornaram possível resolver o problema do peso; consequentemente, os pés ficaram esbeltos e humanos em forma. O desenvolvimento da micro-atômica, uma usina de energia atômica em miniatura, permitiu que a fonte de energia fosse contida em uma cápsula de chumbo ligeiramente maior que um coração humano. Mãos mecânicas foram modeladas no estilo humano. A cabeça foi humanizada e separada do busto por meio de um pescoço. E finalmente, os contornos parecidos com carne foram cobertos com couro sintético, o cabelo natural foi aplicado por meio de uma tampa de plástico e um rosto foi criado com olhos artificiais, orelhas, nariz e boca. E lábios capazes de sorrir. O produto final não tinha mais nenhuma semelhança com seus ancestrais de uma tonelada e meia. Ele era um robô humanizado em todos os aspectos. Um androide… Por causa de...
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