Resposta Fredric BROWN Cerimoniosamente, Dwar Ev soldou com ouro a última conexão. Os olhos de uma dezena de câmeras de televisão o obsevaram, propagando para o universo inteiro uma dezena de imagens daquilo que fazia. Com um aceno para Dwar Reun, ele se ergueu e dirigiu-se para trás da chave cujo funcionamento faria o contato; o comutador que poria em conexão simultânea todos os monstruosos sistemas de computadores de cada um dos planêtas populados do universo - noventa e seis milhões ao todo - num circuito em que se comunicariam com o supercalculador, o prodígio cibernético que reuniria todo o conhecimento de tôdas as galáxias. Dwar Reyn fêz uma breve introdução aos trilhões de telespectadores e após uma breve pausa, disse: -Dwar Ev … Agora! Dwar Ev acionou a chave. Houve um zumbido profundo, o desencadeamento da fôrça de noventa e seis bilhões de planêtas. Luzes piscarm até ganhar firmeza, no painel quilométrico. Dwar Ev recuou e aspirou profundamente. -A honra de fazer a prime...
O Ciberespaço _________________________________ Mas o que era o ciberespaço? De onde veio? O ciberespaço se infiltrou nos computadores do mundo como neblina saindo de um palco. O ciberespaço era uma realidade alternativa, era a vasta computação interconectada que era executada coletivamente em todos os momentos pelos computadores do planeta Terra. O ciberespaço era a rede de informação, mas mais do que a rede, o ciberespaço era uma visão compartilhada da rede como espaço físico. A ilusão de poder entrar diretamente no ciberespaço tornou-se ainda mais convincente pelas excelentes lentes eletrônicas do capacete. As lentes eram pedaços de vidro óptico com curiosos pedaços de plástico colados. Os pedaços eram materiais flácidos dopados com rodopsina que agiam como monitores de cores infinitamente ajustáveis, mudando como os cromatóforos de uma lula. O vídeo das lentes era dobrado nas laterais, criando visão periférica e sensação imersiva a partir das imagens anamórficas e irregulares criad...
A FICÇÃO CIENTÍFICA NO BRASIL Um planeta quase desabitado Por Fausto Cunha REVISTAS E EDITORAS Em 1965, quando estive nos Estados Unidos, assinei contrato com Frederik Pohl para lançar no Brasil uma revista de ficção científica, aproveitando o material de Galaxy, de If e do Magazine of Fantasy and Science Fiction. Não encontrei editora interessada na joint venture. Mais tarde, a Cruzeiro partiria para a edição nacional do Magazine, adotando o título de Galáxia 2000. A revista durou poucos números, não sei se mais de três. Quando a Globo assumiu o mesmo encargo, preferiu manter o título original, só eliminando o Fantasy. Saíram mais de 20 números do Magazine de Ficção Científica, com uma venda média de 6.000 exemplares, que a editora considerou insatisfatória, razão por que extinguiu a publicação. Em seu lugar, tem saído, sob a égide da Revista do Globo, uma Antologia de Ficção Científica, no mesmo formato, mesma composição em duas colunas, mas com maior número de páginas. Basica...
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