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Mostrando postagens de 2013

Damon Knight - O Auge da Bosta de Vaca (Conto)

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O Auge da Bosta de Vaca Conto de Damon Knight O carro grande e reluzente freou com um zumbido de turbinas, levantado uma nuvem de pó. O cartaz sobre a venda, na beira da estrada, dizia: Cestos. Curiosidades. Um pouco mais adiante, outro cartaz, sobre uma construção rústica com fachada de vidro, anunciava. Cafeteria de Crawford. Prove Nossas Tortas. Atrás deste lugar havia um pasto, com uma granja e um pequeno silo a certa distância da estrada. Os dois extraterrestres olharam tranquilamente os cartazes. Ambos tinham a pele lisa e avermelhada, e os pequenos olhos amarelos. Vestiam roupas cinza de tweed. Seus corpos tinham forma quase humana, porém não deixavam ver o queixo, que cobriam com um lenço alaranjado. Martha Crawford apressou-se em sair de casa para atender o posto dos cestos, secando as mãos no avental. Logo atrás apareceu Llewellyn Crawford, seu marido, mastigando pipocas. — Senhor, Senhora? — perguntou nervosamente Martha. Com um olhar ela pediu ajuda a Llewellyn, que colo...

Damon Knight - Galeria de Capas

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Galeria de imagens aqui:  https://plus.google.com/photos/103998711237758699926/albums/5961729596719451281 No Pinterest:  http://www.pinterest.com/hermanschmitz/damon-knight-cover-art-gallery/ DAMON KNIGHT nasceu no Estado de Oregon, nos Estados Unidos, em 1922. Mudou-se para Nova Iorque em 1940. Imediatamente tornou-se membro da Futurian Society, um grupo informal de escritores da década de quarenta, entre os quais se destacam alguns nomes importantes da ficção científica: Isaac Asimov, James Blish, Virgínia Kidd, C. M. Kornbluth, Robert A. W. Lowndes, Judith Merril, Frederik Pohl, Larry Shaw, Richard Wilson e Donald A. Wollheim. Até a chegada de Damon Knight ao mundo da ficção científica, o gênero não tinha ainda sido criticado como uma forma de literatura tão válida quanto qualquer outra. Haviam apenas menções nas revistas especializadas e eventualmente nos jornais de maior circulação. Damon Knight introduziu a crítica nas revistas especializadas e, pela seriedade dos s...

Damon Knight - O Outro Pé (PDF ou ePUB)

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O OUTRO PÉ - Damon Knight MARTIN NAUMCHICK, repórter do Paris-Soir, estava parado do lado de fora da espaçosa jaula que abrigava Fritz, o recém ad-quirido bípede do Planeta Brecht, quando o mundo deu uma sacudidela... No momento seguinte, já não estava mais do lado de fora da jaula, olhando para dentro, mas dentro, olhando para fora. Não era mais Martin Naumchick. Era Fritz, o bípede, um alienígena estranho, vindo de um mundo distante. Ao mesmo tempo, Fritz, que vivera a maior parte da sua vida no Jardim Zoológico de Hamburgo, também sentiu a sacudidela. E encontrou-se fora da sua jaula... olhando para o agitado bípede no interior, que estava esmurrando a parede de vidro com ambos os punhos . . . O mundo de Fritz ficava a dezoito anos-luz de distância da Terra. O animal era ágil, tinha três dedos em cada mão e uma cabeça que era um misto de humana, de felina e de ave. Fritz era tímido e obediente, feliz de passar sua vida numa jaula, até que surgiu o inesperado. O inesperado que ...

Bruce Sterling - Galeria de Capas

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Link para o álbum: https://plus.google.com/photos/103998711237758699926/albums/5960671644035890337 No Pinterest:  http://www.pinterest.com/hermanschmitz/bruce-sterling-gallery/ Michael Bruce Sterling (14 de abril de 1954, Brownsville, Texas) é um escritor estadunidense de ficção científica, mais conhecido por seus romances e sua obra seminal na antologia Mirrorshades, a qual definiu o gênero cyberpunk. Em 2003 ele foi designado professor da European Graduate School onde leciona cursos de verão intensivos sobre media e design. Em 2005, tornou-se o "visionário residente" do Art Center College of Design em Pasadena, Califórnia.

Bruce Sterling - Prefácio à Antologia Mirrorshades (Cyberpunk)

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PRÓLOGO PARA A ANTOLOGIA CYBERPUNK MIRRORSHADES DE BRUCE STERLING Este libro es un escaparate con algunos de los escritores que han llegado a ser importantes en esta década. Su alianza con la cultura de los años ochenta les ha marcado como grupo, como nueva corriente de la ciencia ficción. Esta corriente pronto fue reconocida como tal, y se le dieron numerosas etiquetas: Ciencia Ficción Dura Radical, Tecnologistas Fuera de la Lev, la Ola de los Ochenta, los Neurománticos y el Grupo Mirrorshades. Pero de todas estas etiquetas, pegadas y despegadas durante los ochenta, sólo una ha permanecido: ciberpunk. No hay casi ningún escritor al que le gusten las etiquetas, y en especial la de ciberpunk, dada su peculiar resonancia. Las etiquetas literarias conllevan un extraña manera de ofender por partida doble: a los que la reciben porque se sienten encasillados, y a los que no la reciben, porque han sido olvidados. Y, de alguna forma, las etiquetas colectivas nunca encajan del todo con e...

William Gibson - Galeria de Capas

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Coleção de capas: https://plus.google.com/photos/103998711237758699926/albums/5959980562478335793 William Ford Gibson (nascido em 17 de março de 1948) é um escritor norte-americano e canadense que tem sido chamado de "profeta noir" do cyberpunk, subgênero da ficção científica. Gibson cunhou o termo "ciberespaço", em seu conto Burning Chrome e posteriormente popularizou o conceito em seu romance de estréia, Neuromancer, de 1984. Prevendo o ciberespaço, Gibson criou uma iconografia para a era da informação antes da onipresença da internet na década de 1990. Também é creditado a ele a previsão do surgimento da "televisão de realidade" e de estabelecer as bases conceituais para o rápido crescimento de ambientes virtuais como jogos e internet. Tendo mudado de residência com frequência com sua família quando criança, Gibson se tornou um tímido adolescente e desajeitado, que gostava de ler ficção científica. Depois de passar sua adolescência em uma escola ...

Robert Sheckley - O Prêmio do Perigo (Conto)

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O PRÊMIO DO PERIGO Conto de Robert Sheckley Raeder ergueu cautelosamente a cabeça acima do peitoril da janela. Viu a escada de incêndio, que descia para um beco estreito. Havia no beco um carrinho de criança estragado e três latas de lixo. Enquanto olhava, um braço vestido de preto esgueirou-se por trás da lata de lixo mais afastada, empunhando um objeto brilhante. Raeder abaixou-se, rapidamente. Uma bala estilhaçou a janela e foi penetrar no teto, lançando sobre ele fragmentos de reboco. Não podia contar com o beco. Estava vigiado, assim como a porta. Estendeu-se de comprido sobre o linóleo lascado, espiando o buraco da bala no teto e escutando os ruídos que vinham da porta. Era um homem alto, de olhos injetados e barba de dois dias. Suor e cansaço haviam traçado linhas em seu rosto . O medo alterara seus traços, enrijecendo músculos e destacando o latejar dos nervos. O resultado fora surpreendente: agora, seu rosto ganhara caráter, assumira uma nova forma, pela expectativa da mo...

Jack Vance — Galeria de Capas

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JACK VANCE - Galeria de Capas Link: https://plus.google.com/u/0/photos/103998711237758699926/albums/5957683154168783697 John Holbrook Vance (San Francisco, Califórnia, 28 de agosto de 1916-26 de Maio de 2013) foi um escritor de ficção científica e fantasia estadunidense, embora o próprio Vance tenha por diversas vezes se manifestado contra esses rótulos. A maior parte do seu trabalho foi publicado sob o nome Jack Vance. Vance publicou 11 histórias de mistério como John Holbrook Vance e 3 como Ellery Queen. Utilizou ainda outros pseudônimos, tais como Alan Wade, Peter Held, John van See, Jay Kavanse. Entre suas premiações estão o Hugo Award (1963, por The Dragon Masters e em 1967 por The Last Castle); um Nebula Award em 1966, também por The Last Castle; o Jupiter Award em 1975; o World Fantasy Award em 1984 pelo conjunto da obra e em 1990 por Lyonesse: Madouc; um Edgar Award (o equivalente do Nebula para histórias de mistério) pelo melhor romance de mistério de 1961 por The Ma...

Robert Sheckley - A Montanha sem Nome (reconto)

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Criando um novo gênero de divulgação literária: o RECONTO. O Reconto é uma maneira rápida de contar uma história lida, usando somente a lembrança e narrando somente o essencial da história e ainda, de modo pessoal. É diferente da Resenha, pois essa deve referenciar o original nos detalhes, nos nomes dos lugares e dos personagens, e além disso,  normalmente, deve citar referências sobre o autor e algo do contexto em que foi escrita a obra. No RECONTO não! Mas nem todas as obras servem para o Reconto. É completamente inviável Recontar contos de autores como Katherine Mansfield ou James Joyce; nestes autores, quase não há trama no sentido usado pelos roteiristas de cinema, neles o importante são as figuras literárias utilizadas, a escolha das palavras, o encadeamento delas, o subtexto, os aspectos existenciais e outros fatores que contribuem que uma obra tenha esse status de "literária". Na Ficção Científica, com raras exceções os autores são "literários", e re...

Robert Sheckley - Galeria de Capas

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Há, o link, aqui: https://plus.google.com/photos/103998711237758699926/albums/5956337547036379569 Robert Scheckley nació en Nueva York, en 1928. Falleció el 9.10.2005.   El escritor fue hospitalizado en Ucrania mientras asistía a un congreso, consiguiendo regresar a los Estados Unidos gracias al dinero que aportaron aficionados de todo el mundo, donde pareció recuperar su salud.   Sheckley siempre se caracterizó por ser uno de los más destacados humoristas de la ciencia ficción mundial y por ser un prolífico escritor de relatos. Publicó su primer relato de ciencia ficción en 1951. Se convirtió rápidamente en uno de los puntales y más fieles representantes del estilo de la revista Galaxy. Su primer gran Impacto lo obtuvo con el cuento La séptima victoria (1953), más tarde llevado al cine y novelizado bajo el título de La décima víctima. En ese relato entran en juego sus mejores virtudes: la llaneza del estilo, la limpidez de la estructura, la economía de medios para...

Clifford D. Simak - Projeto Papa (resenha)

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Clifford D. Simak - Projeto Papa. Projecto Papa (no original Project Pope), é um romance de ficção científica escrito por Clifford D. Simak, publicado pela Colecção Argonauta com os números 311 e 312. Sinopse As vidas de Thomas Decker, um garimpeiro misterioso, Jason Tennyson, um médico fugitivo, e Jill Roberts, uma intrépida jornalista, cruzam-se casualmente em Fim do Nada, um planeta perdido na Periferia da Galáxia, habitado por alguns poucos humanos e robôs. Os robôs criaram uma organização que denominam "Vaticano" (Vaticano-17, para ser mais exato), em cuja estrutura as máquinas são monges, cardeais e há até mesmo um papa-computador, tido como infalível. Mas o culto da velha religião cristã da Terra, como os protagonistas logo irão descobrir, é apenas a fachada para um empreendimento muito maior. Temas Os robôs criados por Clifford D. Simak estão entre alguns dos mais interessantes de toda a ficção científica. Sendo criações humanas, eles refletem anseios de seus cri...

Pablo Campana - Simak e a Cidade

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Clifford D. Simak, o qual já foi chamado de o profeta do "Retorno à Terra", divide o mundo, no fim da sua CITY (Cidade), entre três espécies completamente incomunicáveis entre si e que, sucessoras do homem, ao qual já consideram como um ser imaginário, conservam, deformadas, as qualidades daquele: os cães encarnam o elemento emocional, a poesia e a religião; as formigas, o espírito de organização e o gregarismo. Os "robôs" simbolizam a vontade de domínio sobre a natureza: são os únicos que ainda constroem astronaves e máquinas, e aguardam a volta do homem para porem-se a seu serviço. Pablo Campana, O Sentido da Ficção Científica, 1966.

Clifford D. Simak - Coleção de Capas

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Link aqui: https://plus.google.com/u/0/photos/103998711237758699926/albums/5953906645017186129 Clifford D. Simak é um ótimo exemplo de um escritor que sempre valorizou o aspecto visual das suas obras, tanto nos livros quanto em revistas. Parte dessa, digamos assim, sorte em encontrar bons ilustradores ou bons capistas, é que as suas histórias são extremamente descritas na melhor tradição do gênero, ao ponto de Robert A. Heinlein chegar a recomendar as suas obras como a "verdadeira" ficção científica. Nas suas obras viajamos pelo tempo, encontramo-nos com fenômenos paranormais, com conflitos religiosos no futuro distante, robôs, tele-cinética, senso de humor e velocidade na narrativa. (Lembro que li "Boneca do Destino" em uma tarde, e não é uma novela curta, mas depois que se começa não se para mais...) Bom, fiz aqui uma sequencia de fotos com algum material gráfico relacionado com o autor, afinal, um bom livro deve começar já por uma boa capa.

Clifford D. Simak - Ciudad (citação)

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CITY ÉSTAS SON LAS HISTORIAS que cuentan los perros, cuando las llamas arden vivamente y el viento sopla del norte. Entonces la familia se agrupa junto al hogar, y los cachorros escuchan en silencio, y cuando el cuento ha acabado hacen muchas preguntas. - ¡Qué es un hombre! -¿Qué es una ciudad? - ¡Qué es una guerra! No hay respuesta exacta para esas preguntas. Hay suposiciones y teorías y conjeturas, pero no hay respuestas. Clifford D. Simak

H. Schmitz - Conhecedores do Universo (Viagem)

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O cristal extraordinário dos conhecedores do universo. Neste pequeno cúbito que se vê, está alojada toda a sabedoria milenar dos mundos que integram os braços centrais da galáxia, a via láctea. Reconheço no olhar do grande Dork, as forças perigosas para onde ele sobriamente acena com um lance de dados, e arremessa o cúbito do saber ainda pulsante de energia. Ao fundo, a cidadela flutuante de Kronheme, onde zela-se todo o conjunto dos dados relacionados aos planetas principais que orbitam os mundos de Forzia, na primeira espiral. Esta é somente a descrição de um cenário mental incompleto, pensado agora, mas que pode ser usado para qualquer obra, é só você mesmo continuar... Cenário mental: Marcianos Como no Cinema Ilustração: Philippe Caza - O Olho do Dragão

Domingo Santos - Contatos com Alienígenas

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Contatos com Alienígenas No presente estado de nosso conhecimento do cosmos, muito poucas pessoas duvidam da possibilidade de outros mundos habitados. Embora as sondas espaciais lançadas até hoje dentro do nosso sistema solar tenham matado os velhos sonhos utópicos de encontrar criaturas inteligentes em Marte e Vênus, nossos vizinhos mais próximos, o universo é imensurável. Estima-se que na nossa galáxia existem centenas de bilhões de estrelas, e o número de outras galáxias é incontável, já que novas estão sendo constantemente descobertas, sem ainda ter atingido o fundo, a pele do nosso universo. Tem sido demonstrado que muitas das estrelas em nossa galáxia têm planetas em órbita em torno delas. Sabendo que a vida se instala mesmo onde se tem a menor possibilidade de se desenvolver, e aplicando a lei das médias, é fácil deduzir que devem ser centenas, milhares, milhões talvez, de planetas com vida no universo, e vida talvez inteligente... E você se pergunta: como é que se há tanta vid...

Moebius - O Jogo dos Deuses (HQ)

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Scan da Revista TOTEM especial Moebius.

Robert Silverberg - A Ficção Científica e as Previsões do Futuro

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PRÓLOGO de Robert Silverberg para a antologia de contos de Brian W. Aldiss: GALAXIAS COMO GRANOS DE ARENA. He aquí un libro ingenioso de brillantes relatos que narran acontecimientos que suceden dentro de miles o millones de años. Pero no encontraremos en estas páginas una guía literal del futuro de la humanidad. Lo que se ofrece aquí es un refinado entretenimiento, una suerte de poesía visionaria, sueños sorprendentes que adquieren sustancia por medio del arte. ¿Es un mapa fiable de los mundos del mañana? No, en absoluto, nada de eso. Es imposible crear esos mapas. "El Tiempo -como un elemento que puede ser sólido, líquido o gaseoso- tiene tres estados", escribe Brian Aldiss en la presentación de este libro. "En el presente es un flujo inasible. En el futuro es una bruma turbia. En el pasado es una sustancia sólida y vidriosa; entonces lo llamamos historia. Entonces no puede mostrarnos nada salvo nuestro rostro solemne" Exactamente. El presente es un mister...

Brian W. Aldiss - Sobre a Ficção Científica

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Introdução de Brian W. Aldiss para a sua coletânea de contos: Space, Time and Nathaniel. Con frecuencia la introducción es la mejor parte de un libro, aunque no quiero garantizar que tal suceda en el presente caso. La lectura de introducciones constituye una ocupación por derecho propio; es extraño que nadie haya escrito sobre ella, analizándola e interpretándola «a la luz de los conocimientos actuales». Las introducciones sirven a muchos fines; pueden ser casi tan íntimas como un cenador en un jardín campestre, extenderse en alabanzas de la habilidad mecanográfica femenina, volcarse en agradecimiento a serviciales bibliotecarios, o por el alquiler de sillas de cubierta. O pueden ser también un atisbo más serio entre bastidores, una discusión de fuentes documentales, o un monólogo sobre los métodos empleados. Y, teniendo en cuenta que existen tantas variedades de introducciones como de libros, pueden ser cualquier otra cosa. Esta, por ejemplo, es cualquier otra cosa. Algunos de l...