DOMINÓS C. M. Kornbluth Dinheiro! - gritou-lhe sua mulher. - Você está se matando, Will. Arranque-se a esse mercado e vamos para algum lugar onde possamos viver como seres humanos. . . Ele bateu a porta do apartamento sobre as censuras dela e fez um esgar, de pé, sobre o corredor atapetado, sentindo a pungência de uma úlcera atravessar-lhe o corpo. A porta do elevador abriu-se, e o ascensorista disse, sorridente: - Bom dia, Sr. Born. O dia está lindo, hoje. - Muito me alegro, Sam - falou W. J. Born, azedamente. - Acabo de ter um lindo, um muito lindo pequeno almoço. Sam não soube como deveria receber aquilo, e resolveu a questão com um sorriso amarelo. - Que tal está o mercado Sr. Born? - sugeriu ele, quando o elevador parou no primeiro andar. - Meu primo disse-me que eu deixasse a Divertimento Lunar, ele está estudando para piloto, mas o Jornal diz que as ações dela vão subir. W. J. Born rosnou: - Se eu soubesse, não lhe diria. Você não tem nada a fazer no mercado. Nada, se pensa qu...