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Mostrando postagens com o rótulo Isaac Asimov

Contos rápidos — Ao preço do Papiro – Isaac Asimov

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AO PREÇO DO PAPIRO Por Isaac Asimov — Meu irmão começou a ditar em seu melhor estilo oratório, aquele que mantém tribos inteiras penduradas em cada palavra sua. — No princípio, — disse ele, — exatamente há quinze bilhões e duzentos milhões de anos, houve uma grande explosão e o Universo… Mas eu havia parado de escrever. — Quinze bilhões de anos atrás? — exclamei, incrédulo. — Bem, sim. Você sabe que estou inspirado. — Não duvido da sua inspiração. (É melhor não duvidar. Ele é três anos mais novo que eu, mas eu jamais tentaria duvidar da inspiração dele. Nem ninguém mais, porque a coisa ia ficar bem acalorada.) — Mas você pretende contar a história da Criação ao longo de um período de quinze bilhões de anos? — Tem que ser, — respondeu meu irmão. — Foi o tempo que levou. Está tudo lá, — disse ele, batendo na testa, — e vem da mais alta autoridade. Então, larguei minha caneta stylus . — Você sabe quanto custa o papiro?, — perguntei a ele. — Como assim? (Ele pode estar in...

O Canon dos Prefácios em Ficção científica — Azazel por Isaac Asimov

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Introdução Em 1980, Eric Potter me pediu para escrever mensalmente um conto de mistério para uma revista da qual ele era o editor. Concordei, porque não consigo dizer não a pessoas simpáticas (todos os editores que conheço são pessoas simpáticas).   O primeiro conto que escrevi foi uma espécie de mistério-fantasia, estrelado por um pequeno demônio de dois centímetros de altura. Intitulei-o “Ajuste de Contas”. Eric Potter aceitou-o e publicou-o. No conto havia um personagem chamado Griswold, que era o narrador, e três outros homens (incluindo um personagem que era eu mesmo, embora isto não fosse declarado explicitamente, e que contava a história para os leitores), que eram sua audiência. Os quatro costumavam se encontrar toda semana no Clube Union. Eu pretendia escrever uma série de contos a respeito desses encontros no Clube Union.   Quando, porém, escrevi uma segunda história com o mesmo pequeno demônio de “Ajuste de Contas” (o novo conto se chamava “Uma Noite de ...

O Canon dos Prefácios em Ficção científica — Sonhos de Robô por Isaac Asimov

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  Sonhos de Robô por Isaac Asimov INTRODUÇÃO   A ficção científica nos proporciona alguns tipos muito peculiares de satisfação pessoal. Quando se tenta descrever o possível desenvolvimento futuro da tecnologia, pode-se acabar chegando muito perto da verdade. Se você vive bastante tempo depois de escrever uma determinada história, pode acabar tendo o prazer de verificar que suas previsões eram razoavelmente exatas e ver-se saudado como uma espécie de profeta.   Isto me aconteceu no que diz respeito aos meus contos sobre robôs, dos quais "Verso de Luz" (incluído neste livro) é um exemplo.   Comecei a escrever histórias sobre robôs em 1939, quando tinha apenas dezenove anos. Desde o início os visualizei como máquinas cuidadosamente construídas por engenheiros e providas de mecanismos internos de segurança que denominei "As Três Leis da Robótica". (Desse modo eu me tornei a primeira pessoa a utilizar a palavra "robótica" num texto impresso; isso ocor...

Capas de Livros de Isaac Asimov (em português)

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Segunda Fundação — Isaac Asimov – Prólogos Imortais da Ficção Científica

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Segunda Fundação Isaac Asimov PRÓLOGO O Primeiro Império Galáctico durara dezenas de milhares de anos. Incluíra todos os planetas da Galáxia num regime centralizado, algumas vezes tirânico, outras vezes benevolente, mas sempre ordenado. Os seres humanos já haviam esquecido que pudesse haver qualquer outra forma de existência. Todos, menos Hari Seldon. Hari Seldon fora o último grande cientista do Primeiro Império. Fora ele que levara a ciência da psicohistória ao seu integral desenvolvimento. A psicohistória era a quintessência da sociologia, era a ciência do comportamento humano reduzida a equações matemáticas. O ser humano individual é imprevisível, porém as reações das multidões humanas, descobriu Seldon, podem ser tratadas estatisticamente. Quanto maior a multidão, tanto maior a precisão que pode conseguir-se. E a grandeza das massas humanas com que Seldon trabalhava era nada menos do que a população da Galáxia que, no seu tempo, se contava por quintilhões. Foi Seldon, pois, quem p...

Fundação e Império — Isaac Asimov – Prólogos Imortais da Ficção Científica

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Fundação e Império Isaac Asimov PRÓLOGO A Decadência do Império Galáctico. Era um Império colossal, alargando-se por milhões de mundos que iam de extremo a extremo da poderosa espiral dupla que formava a Via-láctea. Esteve em declínio durante séculos antes de um homem se tornar realmente ciente dessa decadência. Este homem foi Hari Seldon, o homem que representou a única fagulha de esforço criador no meio da pressão da decadência. Criou e elevou a um alto grau de perfeição a ciência da psicohistória. A psicohistória trabalha considerando não o homem, mas o homem-massa. Era a ciência da multidão, multidão considerada no seu total de bilhões. Podia prever as reações com uma precisão que uma ciência menor só poderia resolver e prever com o mesmo rigor do ressalto de uma bola de bilhar. A reação de um homem não podia ser prevista utilizando a matemática, a reação de um bilhão é algo diferente. Hari Seldon delineou as tendências sociais e econômicas da época, estendeu para frente as curvas ...

Nêmesis — Isaac Asimov – Prólogos Imortais da Ficção Científica

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Nêmesis Isaac Asimov Prólogo Estava ali sentado, sozinho. Do lado de fora estavam as estrelas, e uma estrela em particular, com seu pequeno sistema planetário. Podia vê-la com os olhos da mente, mais nitidamente que a veria na realidade se se desse ao trabalho de tornar a janela transparente. Uma estrela pequena, avermelhada, da cor do sangue e da destruição e com um nome apropriado. Nêmesis! Nêmesis, a deusa da vingança divina. Pensou novamente na história que ouvira na infância: uma lenda, um mito, uma fábula a respeito de um dilúvio universal que dizimara a humanidade pecadora, deixando apenas uma família para começar tudo de novo. Desta vez, não ia haver nenhum dilúvio. Apenas Nêmesis. A degeneração da humanidade tinha acontecido de novo e a vinda de Nêmesis era um castigo apropriado. Não seria um dilúvio. Nada tão simples quanto um dilúvio. Mesmo que houvesse sobreviventes... para onde iriam? Por que não sentia nenhuma tristeza? A humanidade não podia continuar daquele jeito. Esta...

Isaac Asimov - Algumas capas em português

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Cronologia da Série Fundação de Isaac Asimov

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A "Trilogia da Fundação" de Isaac Asimov, ganhadora de um Prêmio Hugo especial de Melhor Série de Ficção Científica de Todos os Tempos, provavelmente é a "trilogia" de ficção científica mais duradoura e conceituada já escrita. Uma trilogia apenas por asserção e histórico de publicação, ela é composta de cinco contos e quatro novelas publicadas em série entre 1942 e 1950, que foram republicadas como uma trilogia no início da década de 1950. Desde sua publicação inicial, Asimov estendeu a trilogia - com a adição de quatro romances publicados entre 1982 e 1993 - para uma série de sete volumes; ao fazer isso, ele também integrou essa série expandida da Fundação em um grande projeto de quinze livros inter-relacionados e sete contos adicionais que contêm dezesseis histórias de robôs, os quatro romances de robôs de Asimov e os três romances do Império também de Asimov. 

Jim Burns - Dors Venabili - personagem de Isaac Asimov

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  *** Dors Venabili é um personagem de ficção científica na série "Foundation" de Isaac Asimov. Ela é uma robô androide altamente avançada, projetada para proteger a personagem principal da série, Hari Seldon. Dors é descrita como uma mulher bonita e inteligente, com habilidades físicas e mentais superiores às dos humanos normais. Ela é um dos personagens mais importantes da série e desempenha um papel crucial na proteção de Seldon e no sucesso do plano de Seldon para salvar a humanidade da queda do Império Galáctico.

… Para Onde Vamos? Isaac Asimov - Introdução

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Antologia organizada por Issac Asimov Introdução De há muito considero a ficção científica como um instrumento em potencial, inspirador e útil, para o ensino. Para esta antologia, portanto, selecionei dezessete histórias que, penso eu, podem inspirar curiosidade e podem conduzir o estudante dentro dos esquemas de indagação de seu interesse particular, que mais o entusiasmem, que podem até mesmo determinar a futura diretriz da sua carreira. Isto não quer dizer, entretanto, que todas as histórias são cientificamente corretas, embora, naturalmente, algumas sejam realmente acuradas pelos padrões do nosso tempo. Afinal de contas a história de ficção científica não pode ser (exceto por inspiradora conjectura) mais acurada do que torna possível o conhecimento científico dos nossos tempos. Uma história escrita em 1925 somente por acidente pode ser acurada, em parte, com referência a Plutão, o nono planeta; a situação é similar quanto a histórias, sobre a bomba atômica, escritas em 1935...

Trasplante obligatorio — La biología en la ciencia ficción

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Contra-portada: "Cuando la ciencia ficción penetra en la biología puede inducirnos a grandes especulaciones en el estudio de la vida. Con esta antología de relatos seleccionados por Isaac Asimov y sus colaboradores Martin H. Greenberg y Charles G. Waugh, tenemos ocasión de conocer la importancia de esta ciencia para los grandes maestros de la ciencia ficción. En este volumen se presentan doce relatos cuyo denominador común es la biología, tratando diferentes aspectos de la evolución, la biología celular, la genética, la fisiología, la reproducción o la ecología. En «Ruido atronador», Ray Bradbury nos sitúa en el año 2500, transportándonos al pasado en un peligroso safari a la Tierra. Poul Anderson, en «Los hijos del mañana», narra una historia de mutaciones genéticas y sus consecuencias después de una guerra atómica. En «Trasplante obligatorio», cuento que da título a esta antología, Robert Silverberg nos remite a una época y un lugar en el que los jóvenes se ven obligados ...

¿Qué es el método científico? — Isaac Asimov

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¿Qué es el método científico? Evidentemente, el método científico es el método que utilizan los científicos para hacer descubrimientos científicos. Pero esta definición no parece muy útil. ¿Podemos dar más detalles? Pues bien, cabría dar la siguiente versión ideal de dicho método: Detectar la existencia de un problema, como puede ser, por ejemplo, la cuestión de por qué los objetos se mueven como lo hacen, acelerando en ciertas condiciones y decelerando en otras. Separar luego y desechar los aspectos no esenciales del problema. El olor de un objeto, por ejemplo, no juega ningún papel en su movimiento. Reunir todos los datos posibles que incidan en el problema. En los tiempos antiguos y medievales equivalía simplemente a la observación sagaz de la naturaleza, tal como existía. A principios de los tiempos modernos empezó a entreverse la posibilidad de ayudar a la naturaleza en ese sentido. Cabía planear deliberadamente una situación en la cual los objetos se comportaran de...

A Sensação de Poder - Isaac Asimov (Conto Curto)

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"Em meu conto "A Sensação de Poder", publicado em 1957, lancei mão de computadores de bolso, cerca de dez anos antes de tais computadores se tornassem realidade. Cheguei mesmo a considerar a possibilidade de eles contribuírem para que as pessoas acabassem perdendo a capacidade de fazer operações aritméticas à maneira antiga." (Introdução - Isaac Asimov) A sensação de poder Quando o velho técnico foi chamado pelo chefe dos programadores para uma reunião, não imaginava que o seu passatempo, descoberto por acaso semanas antes, iria causar tanto rebuliço. Nessa reunião, estavam presentes o presidente e generais, e o técnico nunca havia visto tanta gente importante na vida. Sem muita conversa, o programador perguntou ao técnico, na frente de todos: — Quanto é nove vezes sete? —  Sessenta e três, – murmurou o técnico. Foi um espanto. Todos sacaram seus computadores de bolso e conferiram a resposta. Seria o velho técnico um ilusionista? Como aquele homem podia copiar o...