sábado, 14 de dezembro de 2013

Robert Sheckley - A Montanha sem Nome (reconto)


Criando um novo gênero de divulgação literária: o RECONTO.

O Reconto é uma maneira rápida de contar uma história lida, usando somente a lembrança e narrando somente o essencial da história e ainda, de modo pessoal.

É diferente da Resenha, pois essa deve referenciar o original nos detalhes, nos nomes dos lugares e dos personagens, e além disso,  normalmente, deve citar referências sobre o autor e algo do contexto em que foi escrita a obra.

No RECONTO não!

Mas nem todas as obras servem para o Reconto.

É completamente inviável Recontar contos de autores como
Katherine Mansfield ou James Joyce; nestes autores, quase não há trama no sentido usado pelos roteiristas de cinema, neles o importante são as figuras literárias utilizadas, a escolha das palavras, o encadeamento delas, o subtexto, os aspectos existenciais e outros fatores que contribuem que uma obra tenha esse status de "literária".

Na Ficção Científica, com raras exceções os autores são "literários", e recordo agora somente de Stanislaw Lem e Walter M. Miller, Jr. como possíveis candidatos à este status...

Talvez o fato de uma boa parte dos autores de ficção científica ganharem a vida realmente como cientistas ou como divulgadores científicos, existe uma certa "linha dura" na literatura de FC, mas em contrapartida, temos o excesso de imaginação, repleto de criaturas e tantos mundos alienígenas, com histórias interessantes e curiosas.

Portanto, resolvi fazer esses recontos de algumas coisas que eu leio e gosto, mas não tenho paciência e nem tempo para traduzir.



***

Fica com vocês agora meu primeiro RECONTO, do conto "A Montanha sem Nome" (The Mountain Without a Name) do livro "Cidadão no Espaço" (Citizen in Space), 1955, de Robert Sheckley.  


Os terráqueos aterrissam em planeta muito parecido com a Terra. Finalmente, a indústria espacial se regozija. Uma grande frente de prospecção se instala no planeta.

Há um pequeno inconveniente, mas trata-se de uma raça primitiva, equivalente ao nosso Neanderthal, construiremos uma bela reserva e o problema estará resolvido.

Imediatamente a equipe começa a desentranhar o planeta, os nativos indignados ameaçam invocar os Deuses Ancestrais que preservam o planeta.

Obviamente que os nossos técnicos e exploradores não fizeram caso e curiosamente, começaram os problemas.

As equipes de apoio na Terra bradavam indignadas para apressar a missão, afinal já haviam treinado centenas de
colonos para Nova Terra.

As máquinas apresentam defeitos estranhos, os trabalhadores acusam os tambores incessantes como causadores de alucinações.

Os nativos fazem um novo alerta: todo o seu povo sofrerá as consequências... É melhor parar agora...

Uma nova transmissão da Terra ordena medidas drásticas: ou os nativos colaboram ou serão exterminados.

O ataque é ordenado, mas um fogo púrpura surge no horizonte e os nativos, que dançavam em círculos, esfumaçam nesse fogo.

O Capitão, orgulhoso, contata a Terra para contar a novidade, e ouve então uma série de relatos de catástrofes cada vez maiores, até o chiado encobrir quase tudo, e resta uma última mensagem:  abortem a missão, voltem...

Mas voltar para onde, pensa agora o Capitão.

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