Resposta Fredric BROWN Cerimoniosamente, Dwar Ev soldou com ouro a última conexão. Os olhos de uma dezena de câmeras de televisão o obsevaram, propagando para o universo inteiro uma dezena de imagens daquilo que fazia. Com um aceno para Dwar Reun, ele se ergueu e dirigiu-se para trás da chave cujo funcionamento faria o contato; o comutador que poria em conexão simultânea todos os monstruosos sistemas de computadores de cada um dos planêtas populados do universo - noventa e seis milhões ao todo - num circuito em que se comunicariam com o supercalculador, o prodígio cibernético que reuniria todo o conhecimento de tôdas as galáxias. Dwar Reyn fêz uma breve introdução aos trilhões de telespectadores e após uma breve pausa, disse: -Dwar Ev … Agora! Dwar Ev acionou a chave. Houve um zumbido profundo, o desencadeamento da fôrça de noventa e seis bilhões de planêtas. Luzes piscarm até ganhar firmeza, no painel quilométrico. Dwar Ev recuou e aspirou profundamente. -A honra de fazer a prime...
O Ciberespaço _________________________________ Mas o que era o ciberespaço? De onde veio? O ciberespaço se infiltrou nos computadores do mundo como neblina saindo de um palco. O ciberespaço era uma realidade alternativa, era a vasta computação interconectada que era executada coletivamente em todos os momentos pelos computadores do planeta Terra. O ciberespaço era a rede de informação, mas mais do que a rede, o ciberespaço era uma visão compartilhada da rede como espaço físico. A ilusão de poder entrar diretamente no ciberespaço tornou-se ainda mais convincente pelas excelentes lentes eletrônicas do capacete. As lentes eram pedaços de vidro óptico com curiosos pedaços de plástico colados. Os pedaços eram materiais flácidos dopados com rodopsina que agiam como monitores de cores infinitamente ajustáveis, mudando como os cromatóforos de uma lula. O vídeo das lentes era dobrado nas laterais, criando visão periférica e sensação imersiva a partir das imagens anamórficas e irregulares criad...
Isaac Asimov Magazine Saudosa coleção publicada no Brasil dos anos 1990 a 1992 pela editora record, com autorização da praticamente milenar Asimo's Science Fiction dos Estados Unidos. Aqui no Brasil, entretanto, só alcançou os parcos 25 números que são raramente encontrados hoje em dia. Falta de leitores? Crise econômica dos anos 1990? Mudanças na linha editorial da Record? Talvez um pouco de cada coisa, mas o fato é, que o desinteresse do público brasileiro pelo gênero é notório e já vem de uma outra empreitada, desta vez pela editora Globo, que publicou somente 20 números do Magazine de Ficção Científica entre maio de 1970 e novembro de 1971. Estes poucos números entretanto, serviram para lançar uma série de novos autores da ficção científica brasileira, conhecidos hoje como a Geração IAM, destacando-se Roberto de Sousa Causo, Roberto Schima, Gerson Lodi-Ribeiro, Jose Carlos Neves e Cid Fernandez, que graças ao prêmio Jeronymo Monteiro foram incentivados e lidos nacionalme...
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