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Mostrando postagens de 2015

A Sensação de Poder - Isaac Asimov (Conto Curto)

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"Em meu conto "A Sensação de Poder", publicado em 1957, lancei mão de computadores de bolso, cerca de dez anos antes de tais computadores se tornassem realidade. Cheguei mesmo a considerar a possibilidade de eles contribuírem para que as pessoas acabassem perdendo a capacidade de fazer operações aritméticas à maneira antiga." (Introdução - Isaac Asimov) A sensação de poder Quando o velho técnico foi chamado pelo chefe dos programadores para uma reunião, não imaginava que o seu passatempo, descoberto por acaso semanas antes, iria causar tanto rebuliço. Nessa reunião, estavam presentes o presidente e generais, e o técnico nunca havia visto tanta gente importante na vida. Sem muita conversa, o programador perguntou ao técnico, na frente de todos: — Quanto é nove vezes sete? —  Sessenta e três, – murmurou o técnico. Foi um espanto. Todos sacaram seus computadores de bolso e conferiram a resposta. Seria o velho técnico um ilusionista? Como aquele homem podia copiar o...

Galeria Henry Kuttner

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A Marteformação da Terra — Herman Schmitz (Conto Digital Grátis)

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Existe atualmente uma grande polêmica entre o livro em papel tradicional e o livro digital. Quando me refiro ao livro digital, não se trata do livro de papel que foi digitalizado, isto é, copiado como nos tempos do xerox, e sim de um livro publicado para o meio digital. Na verdade, esses e-books são somente alguns formatos de arquivos codificados de forma a poderem ser lidos em uma grande variedade de leitores, se adaptando, digamos assim, a cada classe de dispositivo de cada leitor, chamados e-readers. Aqui no Brasil nós temos o formato Kindle que é um formato proprietário da maior livraria digital do planeta a Amazon. Temos também o LEV da Livraria Saraiva licenciado pela Odissey Francesa, e o KOBO da empresa canadense do mesmo nome, distribuído aqui pela Livraria Cultura. Mas os livros digitais também podem ser lidos nos tablets e smartfones, bem como nos computadores, via instalação de um aplicativo ou a execução de um programa emulador universal. *** Bom, depois d...

O Pedestre — Conto de Ray Bradbury

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O Pedestre Ray Bradbury Penetrar naquela quietude que era a cidade às oito horas de uma nebulosa noite de novembro, pousar os pés naquela sólida calçada de concreto, pisar nas fendas de mato, e andar, de mãos nos bolsos, pelos silêncios, era o que o Sr. Leonard Mead mais gostava de fazer. Ficaria numa esquina de um cruzamento, olhando as calçadas enluaradas nas quatro direções, decidindo por onde ir, mas realmente, não faria diferença; estava sozinho, neste mundo de 2053, ou, como se estivesse só, e com uma decisão final tomada, um caminho escolhido, sairia andando, soltando rastros de ar congelado à sua frente, como a fumaça de um cigarro. Às vezes, andava durante horas, milhas, e voltava para casa só à meia-noite. E, no caminho, via casas, grandes e pequenas, com suas janelas escuras, e não era diferente de caminhar por um cemitério onde só o mais fraco luzir de um vagalume como que tremeluzia por detrás das janelas. Súbitos espectros acinzentados pareciam manifestar-se...

A Mente Alienígena — Philip K. Dick (Conto)

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A MENTE ALIENÍGENA Philip K. Dick Quieto, nas profundezas de sua câmara Theta, ouviu um som fraco e depois a sensivoz. – CINCO MINUTOS – De acordo – disse e se esforçou para sair do sono profundo. Tinha cinco minutos para ajustar o curso da nave, algo havia dado errado no sistema de autocontrole. Um erro seu? Não era provável, nunca cometia erros. Jason Bedford cometer erros? Jamais! Enquanto se dirigia cambaleante ao módulo de controle, viu que Norman, que havia sido enviado para divertí-lo, também estava acordado. O gato flutuava lentamente em circulos, dando pequenos golpes com as patas em uma lapiseira que alguem havia esquecido solta. Estranho, pensou Bedford. Achava que estaria inconsciente. Reviu as leituras do curso da nave. Impossível! Um quinto de parsec da direção de Sirio. Isso somaria uma semana na sua viagem. Com precisão reajustou os controles, depois enviou um sinal de alerta a Meknos III, seu destino. – Problemas? – Perguntou o operador meknosiano. A voz era se...

A Cidade no Mar — Edgar Allan Poe (Poema)

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A cidade no mar Edgar Allan Poe Olhai! a Morte edificou seu trono numa estranha cidade solitária por entre as sombras do longínquo oeste. Lá, os bons, os maus, os piores e os melhores, foram todos buscar repouso eterno. Seus monumentos, catedrais e torres (torres que o tempo rói e não vacilam!) em nada se parecem com os humanos. E em volta, pelos ventos olvidadas, olhando o firmamento, silenciosas e calmas, dormem águas melancólicas. Ah! luz nenhuma cai do céu sagrado sobre a cidade, em sua imensa noite. Mas um clarão que vem do oceano lívido invade os torreões, silentemente, e sobe, iluminando capitéis, pórticos régios, cúpulas e cimos, templos e babilônicas muralhas; sobe aos arcos escuros e esquecidos onde o granito se fecunda em flores; sobe aos templos magníficos, sem conta, onde os frios se enroscam e entretecem de vinhedos, violetas, sempre-vivas. Olhando o firmamento, silenciosas, calmas, dormem as águias melancólicas. Torreões e sombras tanto se confundem que é tudo como...

Big Father - HQ de Garcés (comic)

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— — — — — Fonte: Cimoc Especial nº10 - Nuevos Dioses, dez. 1990.

A Ilha dos Abençoados — Luciano de Samósata (Descrição)

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A 17th-century fictional portrait of Lucian of Samosata by the English painter William Faithorne. A ILHA DOS ABENÇOADOS Com cerca de 800 quilômetros de comprimento, no Oceano Atlântico. Terra de um povo que se veste de cor purpura com belas teias de aranha. Apesar de não terem corpo, conseguem mover-se e falar como os seres mortais. Tem a aparência de espíritos nus, cada um deles coberto por uma teia de aranha que lhes da forma ao corpo. A ilha e comprida e plana, governada por Radamantus, natural de Creta. A capital da ilha, também chamada Abençoada, foi construída em ouro com muralhas de esmeralda. Tem sete portas fabricadas a partir de uma unica peca de canela, e as estradas que atravessam a cidade são de marfim. Ha templos a todo o tipo de deuses, feitos de berilo e contendo altares elevados de ametista, usados para sacrifícios humanos: não...

Umbriel — Donald A. Wollheim (Cuento Corto)

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Umbriel Donald A. Wollheim Formulario de los archivos del Departamento de Navegación Interlunar del Gobierno de Oberon: En respuesta a las repetidas solicitudes de los ciudadanos con ansias espaciales respecto a por qué nuestras naves siempre evitan el segundo satélite del sistema de Urano, el documento siguiente es la evidencia. Se trata de un resumen del Informe de K´yaldiu, un pionero astronauta de varias generaciones atrás. "Mi nave se deslizó a través de la atmósfera de Umbriel sin grandes dificultades. Era mucho más espesa y cálida de lo que había experimentado con anterioridad. Después de aterrizar, mis instrumentos registraron una temperatura de 60 grados bajo cero Fahrenheit (valor terrestre). "Posé la nave sobre una superficie suave de césped verde (o así me pareció en mi primera ojeada por la helada escotilla). Después de desconectar los cohetes de propulsión, me dispuse a pisar tierra a fin de reclamar el territorio para Oberon..., siempre que no hubiera hab...

Galeria de capas Orson Scott Card

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Fotos no Goole+:  https://photos.google.com/u/0/album/AF1QipPC56EOpTYuJzLimEY8w2biHjuozc-ee3QFoCTk Orson Scott Card (24 de agosto de 1951, Richland, Washington), é um escritor de ficção científica e fantasia norte-americano. Foi o primeiro escritor a receber o prêmio Hugo e Nebula por dois anos consecutivos, graças aos seus romances da série Ender, O Jogo do Exterminador e Orador dos Mortos. Card é também conhecido pela novelização do filme "O Segredo do Abismo", de James Cameron. Orson morou no Brasil por dois anos quando era missionário voluntário da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. [wikipedia]

El Científico Y El Monstruo — Miniconto de Gahan Wilson

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El Científico Y El Monstruo  Gahan Wilson   Un científico emprendió la difícil tarea de construir y dar vida a una nueva clase de ser humano superior. Imaginaba que su creación sería un ejemplo para el resto de los hombres, a quienes enseñaría el camino hacia una vida mejor, de progresos y, posiblemente, de paz sobre la Tierra. Desafortunadamente, a pesar de tener las mejores intenciones, el científico erró seriamente en uno o dos puntos cruciales y economizó tal vez demasiado en los materiales. El decepcionante resultado sólo puede ser descrito como un monstruo. El científico, que se había escondido cuando el monstruo comenzaba a despertar, espiaba consternado, mirando cómo la criatura se tambaleaba explorando el laboratorio. La cosa era horrible, y el científico se sentía terriblemente culpable por haberla construido. «¿Qué derecho tenía yo para jugar a ser Dios y traer a esta pobre y retorcida criatura a una existencia de sufrimiento?», se preguntaba. A través d...

James Blish Biblioteca

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Livros: 2018, Rumo Ao Infinito - James Blish.epub 250 seculos apos__ - James Blish.mobi 250 seculos apos__ - James Blish.epub James Blish - Grupo Galactico (cuentos).pdf James Blish - Sementes Estelares.pdf James Blish 250 Seculos Apos.pdf Tension superficial - James Blish.epub Un caso de conciencia - Blish, James.epub Link:  http://minhateca.com.br/Herman.Schmitz/Marcianos.Cinema/Autores/James+Blish

Galeria de Capas James Blish

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Galeria de capas no Goole+:  https://photos.google.com/u/0/album/AF1QipOX-ZlGAruYQEFt6bWBYhLaA1_0GkK9fMAHCsMs Blish, James (1921–1975) James Blish has long been acknowledged as one of the major writers in science fiction, his stature almost rivaling that of Robert A. HEINLEIN, Isaac ASIMOV, and Arthur C. CLARKE. He was noted for his critical essays as well as his fiction, as an editor, and unfortunately, toward the end of his career, for his novelizations of the original Star Trek series. Although he was an American citizen, he relocated to England in 1969 and remained there until his death a few years later. Blish had a wide variety of interests, including metaphysics and music, that are sometimes mirrored in his fiction, and he edited the newsletter of the James Branch Cabell Society. His career as a writer extended over nearly 40 years and includes several acknowledged genre classics.

O Escritor de Ficção Científica descrito por sua esposa (Fredric Brown)

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O Escritor de Ficção Científica descrito por sua esposa por Elizabeth Brown Apresentação à coletânea Paradoxo Perdido   de Fredric Brown Fred detestava escrever. Mas gostava muito de ter escrito. Era capaz de entregar-se a toda espécie de atividade só para retardar o momento em que finalmente tinha de sentar-se à máquina: espanava a mesa, tocava flauta, lia um pouco, tornava a tocar. Ou, se residíamos numa cidade em que não houvesse carteiro, iria pessoalmente ao Correio buscar a correspondência, e, de caminho, convidava alguém para uma partida — às vezes duas ou três — de xadrez ou cartas. Quando finalmente voltava para casa, decidia já ser tarde demais para dar início ao trabalho. Após dias dessa prática, sua consciência acabava por doer. Era então que se entregava efetivamente ao trabalho, produzindo algumas linhas, ou mesmo páginas inteiras. Fosse como fosse, os livros aí estão escritos. Não era autor prolífico. Em média, enchia três páginas por dia. Às ve...

John Wyndham — Galeria de Capas

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Galeria de fotos de capas de John Wyndham no Google+  https://plus.google.com/u/0/photos/103998711237758699926/albums/6133130200771557569 Wyndham, John (1903–1969) John Wyndham Lucas Parkes Beynon Harris wrote under various combinations of his names, although almost everything after 1945 was as John Wyndham. He began writing science fiction in the 1930s, mostly traditional space adventures and tales of superscience. The Secret People (1935) is a mildly interesting lost race novel. Efforts to irrigate the Sahara cause trouble when they stir up the residents of a subterranean race that has been hiding from the surface world for thousands of years. Stowaway to Mars (1935, also published as Planet Plane and as The Space Machine) is a routine story of the political and commercial rivalries involved in the race to be the first to reach the planet Mars. The story is primarily of interest because Wyndham included a female character who was not relegated to the category of helpless ...

À Nossa Frente, o Wub — Philip K. Dick (Conto Completo)

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À Nossa Frente, o Wub, por Philip K. Dick (Tradução de João da Silva) "O negligente wub poderia bem ter dito: muitos homens falam como filósofos e vivem como tolos." Haviam quase terminado com a carga. Lá fora restava o Optus, seus braços cruzados, a cara fechada. O capitão Franco desceu descontraído a plataforma de carga, sorrindo. “Qual o problema?” ele disse. “Vocês estão sendo pagos por isso tudo.” O Optus não disse nada. Virou-se, juntando sua capa. O capitão pisou na beirada dela. “Só um minuto. Não vá ainda. Eu não terminei.” “Oh?” o Optus se virou, com dignidade. “Estou voltando à aldeia.” Ele olhou para os animais e pássaros sendo empurrados para a plataforma de carga, para dentro da espaçonave. “Preciso organizar novas caçadas.” Franco acendeu um cigarro. “Por que não? Vocês podem ir lá no sertão e caçar isso tudo de novo. Mas quando nós estivermos a meio caminho entre marte e a terra –“ Sem dizem uma palavra, o Optus se foi. Franco se juntou ao trip...