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| Sleeping Beauty Twenty-First Century. Ciruelo Cabral. |
sábado, 17 de novembro de 2018
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
The Annunciate. David Bowers. #Scifi #ImaginaryWorld #CyberFantasy
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terça-feira, 13 de novembro de 2018
Rescued from Paradise. David Mattingly. #Scifi
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Cover for Starship Titanic Videogame. Oscar Chichoni. #Scifi #Raypunk
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sábado, 10 de novembro de 2018
Our Friends from Frolix. Jim Burns (Art cover, Philip K. Dick novel) #Scifi
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sexta-feira, 9 de novembro de 2018
The Illustred Man. Tony Roberts, 1975 #Scifi #RayBradbury
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quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Time Travel Mishap. Julie Bell. #Scifi #TimeTravel
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The High Frontier. Angus Mckie. #Scifi #HardwareArt
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quarta-feira, 7 de novembro de 2018
He Tore out his Heart. Ciruelo Cabral. #Scifi #Atompunk
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terça-feira, 6 de novembro de 2018
Griffins Egg. Bob Eggleton. #Scifi #Apocalyptic
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The Hidden City. Ciruelo Cabral. #Scifi #CyberFantasy
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segunda-feira, 5 de novembro de 2018
Burning Chrome. Chris Moore. #Scifi #Cyberpunk
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Luis Royo. New Skin #Scifi #Cyberpunk #LuisRoyo
terça-feira, 12 de junho de 2018
Alucinogenia. Cuento de Dean R. Koentz #CienciaFicción
Alucinogenia
Dean R. Koentz
La persecución de los mutantes por parte del orden establecido es un tema ya clásico en la SF, una de cuyas primeras y más conocidas muestras es la célebre novela Slan, de A. E. van Vogt.
Psychedelic Children une al viejo tema del mutante dotado de poderes paranormales uno de rabiosa actualidad: el de las drogas alucinógenas y sus discutidos efectos sobre el organismo y la psique.
El resultado es una narración poética y sorprendente.
* * *
La vista que se observaba desde la ventana era magnífica. Había estado nevando toda la noche y el campo quedó completamente cubierto; las nubes se entreabrían de vez en cuando permitiendo ver la luna, que iluminaba el blanco manto. Tras la vieja encina, se extendía la carretera, que semejaba un tajo negro sobre la blanqueada tierra. Indudablemente, los calefactores de la carretera se habían estropeado de nuevo, ya que algunas capas de hielo iban avanzando desde el margen. Anticuadas palas quitanieves trataban de despejarla.
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Robert A. Heinlein. Algumas capas #CoverArt #SF
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| Robert A. Heinlein. Citizen of the Galaxy |
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| Robert A. Heinlein. Der Rote Planet |
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| Robert A. Heinlein. Les Enfants de Mathusalem |
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| Robert A. Heinlein. Methuselah's Children |
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| Robert A. Heinlein. O Planeta Vermelho |
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quarta-feira, 14 de março de 2018
Capas de Orson Scott Card
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| El Cuerpo de la Casa - Orson Scott Card |
![]() |
| El Juego de Ender - Orson Scott Card |
![]() |
| Le Cycle d'Ender 3 - Xénocide - Orson Scott Card |
![]() |
| Treason - Orson Scott Card |
![]() |
| O mundo do Exterminador - Orson Scott Card |
![]() |
| Le Voleur de Portes - Les Mages de Westil - Orson Scott Card |
terça-feira, 26 de setembro de 2017
Abismo do Tempo - Roberto Schima (Conto curto)
ABISMO DO
TEMPO
Roberto Schima
No
alto da montanha, naquele planeta, a jovem esperou pelo seu retorno, conforme
ele prometera que faria. Ela observara a nave dele partir, segurando o choro
até o último instante, sem se dar conta de que, antes disso, havia muito que as
lágrimas rolavam. Não tardara para o veículo transformar-se em mais uma
estrela, até confundir-se no céu com aquelas constelações estranhas, ainda sem
nome - se é que os poucos que tinham ficado iriam dar-se a esse trabalho.
E
ela esperou.
Esperou.
E
esperou.
E
o tempo passou.
E
a noite continuou estrelada, porém, silenciosa.
E,
um dia, deu-se conta de que as lágrimas, enfim, tinham secado.
As
memórias, às vezes, podiam ser como escritas na areia da praia. Dependendo da
maré, apagar-se-iam para sempre. Aconteceu isso com ela. Gradualmente, a idade,
o tempo, a moléstia, foram roubando-lhe,grama a grama, punhados cada vez maior
de suas recordações.
E
chegou o dia em que se esqueceu da nave.
E
chegou o dia em que se esqueceu da saudade.
E
chegou o dia em que se esqueceu de seu próprio nome.
E,
enfim, chegou o dia em que se esqueceu de esquecer.
O
destino poderia ser piedoso quando queria.
Ninguém
soube que nome colocar na lápide da velha, todavia, por obra do acaso, da
providência divina ou por uma estranha coincidência, enterraram-na no sopé
daquela montanha onde, um dia, olhos tristonhos e esperançosos tentaram
alcançar e tocar as estrelas.
E
o tempo passou.
E
a poeira cresceu.
E
nada do céu desceu.
E
a pequena comunidade naquele mundo que não era o seu definhou. Uns diriam que
fora a fome; outros, a doença; outros, as desavenças. Diriam, se tivesse
sobrado alguém para contar a história.
Então,
enfim, numa noite como tantas outras noites, uma esteira de chamas riscou o
tecido negro do espaço.
A
nave - aquela nave! - pousou.
E
o homem, ainda jovem, apressado, saltou.
Procurou,
procurou e procurou.
Chegou
a tropeçar nos restos do que fora uma lápide sem nome.
Carcomida.
Corroída.
Esquecida.
Viu
as ruínas e o que elas diziam acima delas.
Para
ele, a partida tinha sido praticamente ontem, uma semana a bem dizer.
Para
ele.
Todavia...
O abismo do tempo abriu diante de si.
Impactante.
Indiferente.
Implacável.
Irreversível.
E
foi a vez dele chorar para as estrelas.
Sem
encontrar consolo.
Sem
esperar um retorno.
Sem
descobrir respostas na noite sem fim.
Sem
rever um rosto amado a esperá-lo no céu.
Não.
Sem
espera.
E
sem esperança.
E
o jovem de corpo, porém, agora, velho de espírito. Arrastou seus pés pela
poeira daquele mundo tão longínquo do seu. Um planeta que, a princípio
encerrara inúmeras promessas. Era bom. Bom demais.. Tantas promessas não
cumpridas, como suas próprias promessas agora levadas pelo vento, no tempo, ao
relento.
E
descobriu como o vazio do espaço, as incríveis distâncias entre os astros,
poderiam existir dentro de si.
O
espaço.
O
vazio.
E
nenhum ganho futuro que aquele mundo pudesse reservar para ele e sua tripulação
iriam preencher o abismo da perda.
Deixou-se
ficar na poeira, entre rochedos e uma rala vegetação, a pouco metros de uma
sepultura esquecida.
Sem
glória.
Sem
história.
Sem
memória.
quinta-feira, 15 de junho de 2017
Ilustrações de Roberto Schima #FicçãoCientífica
ROBERTO SCHIMA
Ilustrações em P&B
***
Roberto Schima, escritor e ilustrador de ficção científica, muito ativo nos anos 1990, ficou bastante conhecido por vencer o concurso literário Jerônimo Monteiro, promovido pela revista Isaac Asimov Magazine em 1991. Publicou a coletânea LIMBOGRAPHIA com os seus contos e ilustrações.
domingo, 11 de junho de 2017
La Batalla - Cuento de Robert Sheckley (Ilust. Oscar Holguin)
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| Ilustración de Oscar Holguin |
LA BATALLA
Robert Sheckley
Al entrar en el cuarto de comando, el teniente general Fetterer ladró:
—¡Descanso!
Sus tres generales, obedientes, aflojaron los miembros.
—No tenemos mucho tiempo —dijo Fetterer, mirando su reloj—. Repasaremos nuevamente los planes de batalla.
Se dirigió a la pared y desplegó un gigantesco mapa del desierto de Sahara.
—Según nuestra mejor información teológica, Satanás presentará sus fuerzas en estas coordenadas. Indicó el lugar con el índice romo.
—A la vanguardia vendrán los diablos, los demonios, los súcubos, los íncubos y el resto de esa clase. Baal comandará en flanco derecho; Buer el izquierdo. Su Majestad Satánica estará en el centro.
—Bastante medieval —murmuró el general Dell. El ayudante del teniente general Fetterer entró, radiante de felicidad al pensar en el Advenimiento.
—Señor —dijo—, el sacerdote está otra vez aquí.
—¡Atención, soldado! —dijo Fetterer, severo—. Todavía nos queda una batalla por ganar.
—Sí, señor —repuso el ayudante, poniéndose rígido y perdiendo parte de su alegría.
—Conque el sacerdote ¿en?.
El teniente general Fetterer se frotó los dedos, pensativo. Desde el Advenimiento, desde que se supo la proximidad de la última Batalla, los religiosos del mundo se habían convertido en una verdadera molestia. Habían abandonado sus querellas, cosa muy provechosa, pero ahora trataban de intervenir en los asuntos militares.
—Dígale que se marche —dijo al ayudante—. Ya sabe que estamos planeando el Armagedón.
—Sí, señor —respondió el ayudante.
Saludó con bríos, giró sobre sus talones y se marchó.
—Continuemos —dijo Fetterer—. Tras la primera línea de defensa vendrán los pecadores resucitados. Los interceptores robóticos de Dell les saldrán al encuentro.
El general Dell sonrió sombríamente.
—Hecho el contacto, el cuerpo de tanques automáticos de MacFee avanzará hacia el centro, apoyado por la infantería robótica del general Ongin. Dell comandará el ataque con bombas H de la retaguardia, que deberá ser compacta. Yo lanzaré la caballería mecánica, aquí y aquí.
Volvió a entrar el ayudante y se puso en posición firme.
—Señor —dijo—, el sacerdote se niega a marcharse. Dice que debe hablar con usted.
Fetterer vaciló antes de decir que no. Recordó que era la Ultima Batalla y que los religiosos tenían indudable conexión con ella. Decidió, por lo tanto, conceder al hombre unos cinco minutos.
—Hágalo pasar —ordenó.
El sacerdote vestía de civil, para demostrar que no representaba a ninguna religión en particular. Parecía cansado, pero decidido.
—Teniente general —dijo—, represento a todos los religiosos del mundo, curas, rabinos, ministros, mullahs, etcétera. Le rogamos que nos permita luchar en la batalla del Señor.
El teniente general Fetterer tamborileó nerviosamente los dedos contra el costado. No quería enemistarse con estos hombres. Aun él, el teniente general, podía necesitar una palabra de bondad cuando todo estuviera dicho y hecho.
—Trate de comprender mi situación —dijo, entristecido—. Soy general y debo librar una batalla.
—Pero es la Ultima Batalla —dijo el sacerdote—. Debería ser la batalla de la humanidad.
—Lo es —respondió Fetterer —y la libramos sus representantes, los militares.
El sacerdote no pareció convencido. Fetterer insistió:
—Ustedes no querrán perderla, ¿verdad, y que gane Satanás?
—Claro que no —murmuró el sacerdote.
—En ese caso, no podemos correr el menor riesgo. Todos los gobiernos se han declarado de acuerdo, ¿no es así? ¡Oh!, sería muy bello librar la batalla de Armagedón con toda la humanidad. Simbólico, se podría decir. Pero ¿podríamos estar seguros de la victoria?
El cura trató de decir algo, pero Fetterer prosiguió en seguida:
¿Cómo calcular el poder de las fuerzas satánicas? En términos militares, hemos de emplearnos a fondo. Y eso significa utilizar los escuadrones automáticos, los interceptores y los tanques robóticos y las bombas H.
—Pero eso no está bien —dijo el sacerdote, con expresión desdichada. ¿No hay lugar en su plan para el hombre?
Fetterer caviló un instante, pero el pedido era imposible de satisfacer. El plan de la batalla estaba completamente desarrollado; era hermoso, irresistible. Introducir el burdo elemento humano sólo significaría desequilibrio. Ninguna carne viviente podría soportar el poder ígneo que lo envolvería todo. Cualquier ser humano que se hallara en un radio de ciento cincuenta kilómetros no viviría lo bastante para ver al enemigo.
—Temo que no —respondió Fetterer.
—Algunos piensan —dijo el religioso, severamente—, que ha sido un error poner esto en manos de los militares.
—Lo siento —dijo el teniente general, lleno de vivacidad. Pero eso es cháchara derrotista. Si a usted no le importa… Señaló la puerta. A desgana, el sacerdote se marchó.
—Estos civiles —murmuró Fetterer—. Bueno, señores, ¿están listas sus tropas?
—Estamos listos para luchar por El —dijo el general MacFee, entusiasta—. Puedo responder por cada autómata mis órdenes. El metal reluce, los relés han sido cambiados y sus tanques de energía están completamente llenos. ¡Señor, arden por luchar!
El general Ongin se liberó de su ensimismamiento.
—¡Las tropas de tierra están listas, señor!
—Las fuerzas aéreas están listas —agregó el general Dell.
—Excelente —repuso Fetterer—. Los demás arreglos también han sido terminados.
Toda la población del mundo lo verá por televisión. Nadie, rico o pobre, se perderá el espectáculo de la Ultima Batalla.
—Y después de la batalla… —empezó el general Ongin.
Se interrumpió, mirando a Fetterer. Este arrugó el ceño. No sabía qué iba a ocurrir después de la Batalla. Esa parte quedaba en manos de los religiosos, según cabía presumir.
—Supongo que habrá una presentación, o algo así —dijo vagamente.
—¿Es decir, nos presentarán a… El? —preguntó el general Dell.
—No lo sé —dijo Fetterer—, pero así lo creo. Después de todo…, quiero decir…
Ustedes saben lo que quiero decir.
—¿Y qué ropa llevaremos? —preguntó el general MacFee, súbitamente presa del pánico —¿Qué se pone uno en un caso así?
—¿Qué usan los ángeles? —preguntó Fetterer a Ongin.
—No lo sé.
—¿Túnicas, tal vez? —sugirió Dell.
—No —dijo severamente Fetterer—. Llevaremos los uniformes de gala, sin condecoraciones.
Los otros asintieron. Parecía adecuado. Y el momento llegó.
Las legiones del Infierno avanzaron por el desierto, esplendorosas en su despliegue marcial. Sonaron los clarines infernales, batieron sordamente los tambores y el enorme ejército fantasmal se adelantó.
En una cegadora nube de arena, los tanques automáticos del general MacFee se lanzaron contra los enemigos satánicos. Inmediatamente, los bombarderos automáticos de Dell chirriaron en lo alto, lanzando sus bombas en la horda apretada de malditos.
Fetterer cargó valientemente con su caballería automática.
La infantería automática de Ongin avanzó en la confusión y el metal hizo lo que estaba a a su alcance.
Las hordas malditas desbordaron la delantera, apartando tanques y robots. Los mecanismos automáticos perecían, defendiendo bravamente cada parcela de arena. Los ángeles caídos, bajo la dirección de Marchocias, arrancaban del cielo los bombarderos de Dell, levantando ciclones con sus alas de grifo.
La delgada y maltrecha fila de robots se mantenía firme, frente a presencias gigantescas que los aplastaban y esparcían, llenando de terror el corazón de los televidentes de todo el mundo. Como hombres, como héroes, los robots trataban de poner en retirada a las fuerzas del mal.
Astaroth gritó una orden y Behemoth avanzó pesadamente. Baal, seguido por una falange de demonios, se lanzó a la carga contra el desmoronado flanco izquierdo del teniente general Fetterer. Chirridos de metal, aullidos de los electrones bajo la agonía del impacto.
El teniente general Fetterer sudaba y se estremecía a mil quinientos kilómetros de la línea de fuego. Empero, severamente, sin pausa, seguía conduciendo el oprimir de botones y el bajar de palancas.
Sus soberbios batallones no lo desilusionaron. Los robots, mortalmente heridos, se alzaron sobre los pies para seguir luchando. Destrozados, tumbados, aplastados por los aullantes enemigos, lograron defender la línea. Entonces, el veterano Quinto Cuerpo se lanzó al contraataque, perforando la delantera del adversario.
A mil quinientos kilómetros de la línea de fuego, los generales condujeron el operativo de limpieza.
—La batalla está ganada —susurró el teniente general Fetterer, volviendo la espalda a las pantallas de televisión—. Los felicito, caballeros.
Los generales sonrieron, agotados.
Pero algo ocurría en las pantallas.
—¿No es ése… no es…? —empezó el general MacFee, pero no pudo seguir hablando.
Porque la Presencia estaba ya sobre el campo de batalla, caminando entre los montones de metal retorcido y quebrado.
Los generales guardaron silencio.
La Presencia tocó a uno de los maltrechos robots.
Por sobre el desierto humeante, los robots empezaron a moverse. El metal retorcido, desgarrado o fundido se enderezó y los hombres mecánicos se irguieron sobre los pies.
—MacFee —susurró el teniente general—, pruebe sus controles, trate de que los robots se arrodillen, o algo así.
El teniente general hizo el intento, pero los controles no obedecían.
Los cuerpos de aquellos hombres mecánicos empezaron a alzarse en el aire.
Circundados por los ángeles del Señor, los tanques, los bombarderos, los soldados robóticos se elevaban más y más alto.
—¡Los está salvando! —gritó histéricamente Ongin —¡Está salvando a los robots!
—¡Es un error! —dijo Fetterer—. Pronto. Envíen un mensajero que… ¡No! Iremos en persona.
A toda prisa se preparó una nave, a toda prisa se dirigieron al campo de batalla.
Demasiado tarde: el Armagedón había terminado. Ya no estaban los robots y el Señor había partido con sus huestes.
El teniente general hizo el intento, pero los controles no obedecían.
Los cuerpos de aquellos hombres mecánicos empezaron a alzarse en el aire.
Circundados por los ángeles del Señor, los tanques, los bombarderos, los soldados robóticos se elevaban más y más alto.
—¡Los está salvando! —gritó histéricamente Ongin —¡Está salvando a los robots!
—¡Es un error! —dijo Fetterer—. Pronto. Envíen un mensajero que… ¡No! Iremos en persona.
A toda prisa se preparó una nave, a toda prisa se dirigieron al campo de batalla.
Demasiado tarde: el Armagedón había terminado. Ya no estaban los robots y el Señor había partido con sus huestes.
***
Título original: "The Battle"
Publicado en pulp: If 1954
Libro: Citizen in space © Robert Sheckley, 1955.
Traducción: Norma B. de López y Edith ZilliT
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Ilustrações,
Oscar Holguín,
Robert Sheckley
sábado, 6 de maio de 2017
Monstros na Borda do Universo - Roberto Schima #Conto #FC
MONSTROS NA BORDA DO UNIVERSO
Roberto Schima
O estagiário de Astronomia caiu para trás, resvalando no assento da cadeira giratória e esborrachando-se no piso do observatório. Teria doído, não estivesse ele na superfície lunar, onde a gravidade era de menos de dois décimos daquela na Terra.
- Eu vi... - balbuciou. - Eu vi...
Nada mais se movia, exceto a cadeira a girar e girar.
Era para ser um trote, somente um trote pregado pelos mais velhos, coisa comum em toda parte, até na Lua. Mas nem todos teriam sido trancados na sala do observatório ao lado do telescópio energético.
Sim, o telescópio energético.
Era a última palavra em telescópio espacial e seria colocado a funcionar na semana que vem, deixando seus concorrentes estrangeiros para trás. Seus preparativos haviam tomado o tempo de dezenas de técnicos, de engenheiros e toda sorte de especialistas. O telescópio energético propriamente, a bem da verdade, estava bem longe dali, nos confins do sistema solar após cobrir anos de viagem. O que o estagiário - Hideki era o seu nome - tinha diante de si era o receptor de sinal vindo algures nas entranhas geladas do espaço.
O jovem oriental não pretendera infringir regras. Fora criado dentro das disciplinas de respeito e de obediência que sempre caracterizaram seu povo. Todavia, seu povo estava longe demais dali - excluindo-se a turma no observatório. Encontrava-se na esfera azulada pendurada no céu, cuja visão não era permitida ao rapaz; não por causa das muitas regras, mas devido a perspectiva: a base inteira estava situada no lado oculto da Lua. Deixaram-no trancado ali na sala após as comemorações. Todos festejaram. Todos beberam saquê e vodka um pouco além da conta. Ele não. Detestava saquê, vodka, tequila, pinga, como de resto, qualquer bebida fermentada. Como "punição", passaria o período convencionado para a "noite" trancado no aposento.
Trancado na penumbra, rodeado de aparelhos. A última palavra em tecnologia.
O que mais poderia fazer para passar o tempo?
Havia séculos perdera a paciência de jogar paciência no computador. Não estava com o espírito para ouvir música, assistir a um filme ou um documentário, enviar mensagens para a Terra - sempre com o enjoado crivo atento da censura sobre sua cabeça.
E o receptor do telescópio energético estava ali.
Sentira-se magoado. A raiva fervera seu sangue.
Tivera medo, naturalmente, entretanto, presenciara os procedimentos teóricos tantas vezes que acabara por decorá-los.
E, na escuridão surreal do observatório, através da tela do aparelho, recebendo os sinais do satélite na borda do sistema solar, Hideki vira mais longe do que qualquer ser humano pudesse ter enxergado ao longo de milhões de anos de existência da espécie.
Nos confins do espaço, detectara bolsões invisíveis de matéria. Tão inacreditavelmente compactos e massivos que produziam estranhas aberrações cromáticas em todo trajeto que os separava nos bilhões de anos-luz até o jovem aprendiz.
O que seriam? Por estarem tão distantes no espaço e, proporcionalmente, no tempo, deveriam margear a própria origem do Universo. Pensou na enormidade de tempo, na existência, no infinito, nos inumeráveis corpos no espaço, no que haveria por descobrir.
A mágoa e a raiva diluíram-se rapidamente.
Foi quando deparou-se com galáxias próximas - vistas com uma nitidez nunca anteriormente presenciada. Distinguiu estrelas indivualmente e detalhes nos braços nebulosos. E, diante daquele centro de luz, em seu amadorismo, concluiu:
- Eu vi...
Os mais velhos ririam se soubesse. E eles nunca poderiam saber que fizera uso não autorizado do aparelho. Afinal, o que entendia Hideki de astrofísica?
- Eu vi...
Havia um "monstro" no interior de cada galáxia. E esse monstro devorava tudo ao seu redor. Percebera os jatos de energia. A luz agonizante de miríade de sóis sendo devorados por aquela boca escancarada de um negror impossível. Eventualmente, concluira, nada mais restaria além da imensidade de seu corpo ameaçador e invisível.
"Nas galáxias espirais como a Via-Láctea, as estrelas não giram simplesmente ao redor de seu centro como sempre quiseram fazer crer os astrônomos, como se fossem os planetas de nosso sistema solar ao redor do Sol", pensara. "Não. O trajeto não era uma elipse como no caso dos planetas, mas uma espiral."
- Espiral!
"Obviamente, rapaz!", responderiam todos, diante das centenas de imagens conhecidas de galáxias de todos os tipos, cores e formatos. Porém, então, por que não divulgavam o óbvio?
Espiral... Semelhante a espiral formada pelos furacões, tornados ou pela água a escoar pelo ralo.
Espiral.
Essa extrapolação, por mais simplória que fosse, aliada a teoria de que todas as galáxias - ou a maioria - possuíam um buraco negro colossal em seu interior levara Hideki a conclusão de que tudo em uma galáxia - estrelas, planetas, poeira interestelar, nebulosas, buracos negros - estaria, na verdade, sendo arrastado, sugado, tragado por esse vórtice até o mergulhar medonho para o interior do buraco negro gigantesco - ou "monstro" - que habitava o centro da Via-Láctea.
Não importava quanto tempo levasse, o fim seria inevitável, fossem humanos, fossem quaisquer outras formas de vida existentes nos bilhões de mundos na galáxia.
Qual seria o final dessa história? Depois de tragar tudo o que houvesse ao seu redor daqui a milhões ou bilhões de anos, sobraria tão somente esse monstro imenso, essa garganta inconcebível, faminta e invisível, como uma fera de tocaia atrás da moite, como uma armadilha mimetizada na escuridão do espaço.
- Eu vi... o fim.
O fim, enquanto espécie, seria inevitável, como o era a vida individual de qualquer um.
Não haveria futuro.
E, sem futuro, qual seria o porquê do presente?
Hideki chegara a sorrir consigo e de si ao relembrar um antiquíssimo filme. Woody Alley, sim, Woody Allen, esse era o nome do diretor-ator desse filme, onde a personagem, ainda criança, entrara em depressão ao saber que o Universo estava se expandindo...
Isso levara o aturdido estagiário a uma outra extrapolação: o universo estava se expandindo desde o Big Bang. As galáxias mais antigas estavam a bilhões de anos-luz. Não seria então possível imaginar que, mais além ainda, nas - digamos assim - "bordas" do Universo, não estariam as galáxias primordiais, ou melhor, aquilo que restara dessas galáxias após consumirem tudo a sua volta: os inacreditáveis monstros invisíveis, capazes de devorar e distorcer todo o espaço ao seu redor? E não poderiam ser esses monstros a propalada e procurada "matéria escura" da qual os cientistas especulavam havia gerações?
A cabeça de Hideki rodopiava.
O fim.
A galáxia.
A matéria escura.
Monstros e monstros.
Monstros na borda do Universo.
Na manhã seguinte - de acordo com a convenção vigente no observatório lunar -, o cientista entrou na sala e observou seu aprendiz em um colchonete num canto entre as paredes. Pigarreou.
- Hideki!
O garoto abriu os olhos com dificuldade. Tivera um sono conturbado. Apoiou-se num dos cotovelos.
- Prof. Hiroshi...
- Não me diga nada. Sei que armaram essa travessura com você. Está bem?
Atrás do cientistas, Hideki avistou rostos sorridentes. Seus algozes.
- Tudo bem, professor.
- Então, apresse-se, precisamos realizar mais testes com os aparelhos antes da inauguração.
- O astro-observatório! - disse alguém às costas do cientista.
Ele virou-se, carrancudo.
- Eu prefiro o termo telescópio energético.
- Sim, senhor, Prof. Hiroshi. Desculpe-me.
E o cientista:
- Então, Hideki. Levante-se! Ânimo, rapaz! Vamos iniciar.
Hideki esboçou um sorriso.
"'Iniciar'? Iniciar o quê? Eu vi tudo. Eu sei de tudo. Não é o início. É o fim."
Do lado de fora, a aridez da paisagem lunar e o céu permanentemente escuro.
Hideki praguejou, desejando observar a Terra e voltar a ver as paisagens de seu longínquo país.
***
(c) 2017 Roberto Schima
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