quarta-feira, 8 de abril de 2015

A Alimentação no Futuro


Pensando no Futuro da Alimentação


É um tempo, onde os biscoitos pré-assados, em segundos, saem do micro forno, quentes, caramelizados e prontinhos para comer e exalando o aroma do forno da vovó.

A carne do futuro será o charque. Um cubo mais ou menos marmorizado e avermelhado. Alguns ricos, esnobes, comerão somente aves pastoreadas, vindas de rebanhos artesanais de galináceos com uma dieta seletiva de orgânicos.

Teremos os bares de comida, onde se pagará para se estar em torno de uma grande mesa de comida, na boa companhia de desconhecidos, como na 'távola redonda'.

Todas as comidas terão uma pitadinha de DIM (diidolimetano) esse fitonutriente naturalmente presente somente no brócolis, na couve-flor e na couve-de-bruxelas, que estimula a produção de enzimas que controlam a produção das enzimas que controlam a produção do estrogênio, o que reduzirá as TPMs, as menopausas e uma série de cânceres, além de baixar o nível do mau-estrogênio, notoriamente responsável por inúmeros danos ao ser humano.

Finalmente será instituída a cozinha do relógio biológico, que garantirá o retorno ao naturalismo interior. Você só comerá quando realmente estiver com fome.

Teremos embalagens comestíveis como sobremesa. A cara indústria do chocolate do futuro fará 'papéis chocolates' das mais diversas gramaturas, para embalar as marmitas e os sandubas do futuro.

Comeremos com sentimento. A boa refeição é uma combustão de elementos chaves de uma experiência. Comeremos com ambiente, espírito, nariz, olhos e ouvidos. A comida será uma transcendência a níveis mais elevados da degustação.

O abraço forte do gelo líquido transitável conterá o risco de contaminação por bactérias e teremos a pasteurização perfeita.

Nós poderemos comprar os nosso legumes diretamente da fazenda pela internet. Basta assinar uma cota no cyberfarm mas próximo.

Muitos restaurantes importantes vão sair às ruas. Concorrendo com as feiras livres, haverão comboios de restaurantes-vagões soltos pela cidade. De acordo com as promoções na internet, a empresa vai atrás e o morador pode ir almoçar tranquilamente no espanhol as quatro da tarde. Serão as ofertas do dia...

Teremos o congelamento molecular das frutas e dos legumes. A ameixa cai do pé de suculenta e madura, passa o raio criogelante, e ela pode circular o mundo, e descriogenar-se na mesa do almirante, que suspeitou de alguma fictícia irregularidade e para encerrar, comeu a suculenta ameixa em um mero aplicar de um raio reversor.

Frutas, esta será a carne do futuro. Altas combinações de 'planchados' de fruta ferverão nas grelhas dos poucos jardins e praias do futuro. A cozinha portuguesa, chinesa e tailandesa, se unem à francesa, grega e vietnamita. As frutas e os legumes imperam.

O arroz dominará incontinente. Arroz com ovos picados e presunto no café da manhã. Em pó! No almoço, arroz com frutos do mar e algas. No mercado tem na cumbuca, mas tem também em pó.

Inspirado no verbete 'alimentação' do Dicionário do Futuro de Faith Popcorn e Adam Hanft. Editora Campus, 2002. 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Cuidado con el Perro — Gahan Wilson

Cuidado con el Perro

Gahan Wilson






Hubo una vez un vendedor de enciclopedias que no hizo caso de un cartel que decía:

«CUIDADO CON EL PERRO»

y fue hasta el porche de una bonita casa para tocar el timbre. La puerta de la casa se abrió, y el vendedor fue recibido inmediatamente por un hombre de baja estatura y afable expresión en el rostro, quien le condujo directamente a la sala y sin mediar palabras, le sirvió el té con galletas.

Algo sorprendido, el vendedor describió los múltiples méritos de la enciclopedia y enumeró las muchas ventajas que obtendría automáticamente la persona que tuviera la suerte de poseer todos los tomos. El hombre de baja estatura, que llevaba un batín largo, zapatillas y guantes, siguió sin pronunciar una sola palabra, pero escuchó con evidente y halagador interés. Al final, asintió firmemente con la cabeza, entregó al vendedor un cheque firmado por la cantidad íntegra, y se quedó, sin más trámites, con todos los tomos de la enciclopedia.

El vendedor se marchó muy contento, sonriendo al cartel de:


«CUIDADO CON EL PERRO»

y pensando que había sido muy inteligente al ignorarlo.

El hombre de baja estatura y rostro bondadoso contempló al vendedor hasta que le perdió de vista. Entonces se despojó de su rostro bondadoso, que, en realidad, era una máscara, del largo batín, las zapatillas y los guantes. Acto seguido se dirigió a la cocina y sorbió con la lengua un reconfortante tazón de leche, porque, naturalmente, no era más que un perro disfrazado, y con toda seguridad, su cheque no serviría de nada.



Moraleja: Cuidado con el verdadero perro.


***

Gahan Wilson es uno de los mejores cartoonists del mundo. Su especialidad es el humor fantástico, sobre todo una peculiar forma de humor negro tendente a ironizar, a menudo con una gran fuerza crítica, los mitos terroríficos.

Beware of the dog, © 1964 by Mercury Press Inc.. Traducido por P. Giralt e I. Roger en Ciencia Ficción Selección 7, Libro Amigo 235, Editorial Bruguera S.A., primera edición en Mayo de 1973.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Descrições de catástrofe em 'A Ameaça do Fundo do Mar' de John Wyndham





Wyndham foi sem dúvida inspirado por Wells no seu segundo romance, A Ameaça do Fundo do Mar (Kraken Wakes no original e Vivos: 20% em Portugal), outra obra pós-apocalíptica em que a Terra é invadida por extraterrestres, tal como em A Guerra dos Mundos. Neste caso, trata-se de uma invasão à escala mundial que começa a partir do mar, com os invasores a usarem os oceanos, mudanças climáticas e subida do nível do mar como armas. Seguimos a história pelos relatos de um casal de jornalistas britânicos que seguem os acontecimentos desde o início e são testemunhas de como os governos a nível mundial são incapazes de lidar com os acontecimentos com os quais são confrontados.


(...)

Muita gente notou o verão frio e enevoado da Inglaterra naquele ano, porém era mais com um sentimento de resignação do que de surpresa.

Na verdade, a consciência mundial pouca importância deu ao aumento do nevoeiro em diversas partes do mundo até os russos mencionarem o fenômeno. Uma nota de Moscou informava a existência de uma área de denso nevoeiro, tendo o seu centro no meridiano de 130’ leste de Greenwich, em torno do paralelo 85.

Os cientistas soviéticos, depois de amplas pesquisas, declaravam que jamais aquele fenômeno ocorrera antes. Não era possível também compreender como as condições climáticas reinantes naquela área podiam gerar o fenômeno e muito menos fazer com que se mantivesse praticamente inalterado durante três meses, desde que fora observado pela primeira vez. O Governo soviético, acrescentava a nota, por diversas vezes ressaltara que as atividades dos mercenários capitalistas provocadores de guerras no Ártico podiam constituir uma ameaça à paz mundial.

quinta-feira, 26 de março de 2015

A ficção científica e o futuro

A ficção científica descreve o futuro não no sentido de fazer adivinhações, entenda o porquê.




A ficção científica e o futuro




Quando ouvimos falar de ficção científica o primeiro que normalmente ocorre é se pensar em algo que acontecerá no futuro.

É inegável que a maioria das histórias de FC são ambientadas no futuro, e a técnica mais comum é a da extrapolação científica de determinados processos atuais. Por exemplo, extrapolando a ideia dos carros com a dos aviões pode-se facilmente imaginar um futuro com carros voadores. Extrapolações com a medicina pode levar a um futuro onde as pessoas seriam quase imortais. Todas as atividades humanas são passíveis dessas predições augurais do futuro, entretanto isso não é ficção científica, mesmo que no início do gênero tenha sido bastante utilizadas essas descrições das “maravilhas do futuro”, hoje a FC já não pretende mais adivinhar o futuro, nem mesmo antecipar um estado da humanidade no sentido mais restrito, mas sim, especular sobre o que poderia acontecer se ocorrerem determinadas condições.

Assim que a característica principal da FC não reside na ambientação futurista, mas no seu caráter especulativo a partir da nossa realidade e das suas possibilidades implícitas.

Desta forma, coexistem os diversos subgêneros da FC que não descrevem o futuro, especialmente a Fantasia com suas histórias ocorridas num passado hipotético e mitológico. Também histórias como ‘A Guerra do Fogo’ de J.-H. Rosny Ainé, narrando um acontecimento entre os grupos humanos anteriores ao uso da linguagem padronizada, é pura ficção científica.

Outra forma de extrapolação histórica é com a Idade Média, de onde há muitos exemplos de uma espécie de futurismo-feudal, um claro retorno dos mitos medievais em um futuro distante. A novela mais emblemática desta situação é ‘Um Canto para Leibowitz’ de Walter Miller Jr., com a história pós-atômica da instituição de um neo-obscurantismo monacal devido ao banimento da ciência e dos cientistas, culpados da hecatombe nuclear que arrasou a terra e trouxe monstruosas mutações, que agora vagam na ignorância supersticiosa, entre as poucas terras não contaminadas do planeta.

Felizmente, a ficção científica não é somente ir em direção ao futuro, tanto que a maior parte das máquinas do tempo mais criativas já inventadas são as que levam os indivíduos ao passado, veja-se a máquina feita de feixes de táquions para ser portadora de mensagens ao passado na novela ‘Timescape’ de Gregory Benford, ou no estilo da série “Patrulha do Tempo” criada por Poul Anderson, ou nos contos de Fritz Leiber agrupados em ‘The Big Time’ todos voltados para a ideia de ir ao passado para corrigir imperfeições da nossa própria época. Veja-se também o subgênero Steampunk, com histórias em um passado meio alternativo, envolvendo técnicas científicas anacrônicas, como a existência de robôs movidos a vapor, por exemplo. (Steam significa vapor em inglês).

Portanto, a ficção científica não pretende adivinhar o futuro, e quando o faz (pois muitas vezes suas extrapolações são realizadas) não é como um fim, mas sim como um meio. Pois a finalidade básica da FC é ampliar a nossa perspectiva temporal para oferecer-nos uma visão mais distanciada e mais livre da nossa realidade em suas contradições intrínsecas.

Bibliografia citada:

J. –H. Rosny Ainé. A guerra do fogo. 1911.

Walter Miller Jr.. Um cântico para Leibowitz. 1960.

Gregory Benford. Timescape. 1980.

Poul Anderson. Guardians of time. 1960.

Fritz Leiber. The big time. 1958.

Paul Di Filippo. Steampunk Trilogy. 1995.


por Herman Schmitz, escritor e divulgador de Ficção Científica.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Y enseñar locamente — Lloyd Biggle, Jr. Um conto para professores.

Um conto sobre a educação à distância no futuro. Embora um pouco simplista no formato é bem interessante por tratar de um tema bastante atual no momento em que proliferam as universidades virtuais.







Y Enseñar Locamente

Lloyd Biggle, Jr.



La señorita Mildred Boltz juntó ambas manos y exclamó:

—¡Qué escuela más encantadora!

Esplendía deliciosamente bajo el brillante sol de la mañana como oasis en delicado blanco y azul, como una gema entre las indescriptibles torres y cúpulas de aquel complejo metropolitano.

Pero pronto modificó su opinión. La forma del edificio era cuadrada, utilitaria y fea. Sólo su color era hermoso.

El conductor del taxi aéreo murmuraba para sí porque había tomado una ruta equivocada perdiendo su turno. Se volvió rápidamente preguntando:

—¿Cómo dice?

—La escuela —contestó la señorita Boltz—. Tiene un color encantador.


Un Mensaje de Caridad — William E. Lee. Uma história de amor e telepatia atemporal

Paradoxo temporal, telepatia e perseguição ao portadores de paranormalidade são os três ingredientes deste conto: uma terna historia de amor impossível entre dois adolescentes separados pela mais inexorável das distâncias — O Tempo!






Un Mensaje de Caridad
William E. Lee





Aquel verano del año 1700 fue el más caluroso que recordaban los más viejos habitantes. Como el año iniciaba una nueva centuria, algunos aseguraban que marcaría la pauta del siglo, y que durante cien años Bay Colony sería un lugar tan tórrido como la propia India.

Hubo gran cantidad de enfermedades en Annes Towne, y muchas personas murieron antes que el tiempo cambiara a últimos de septiembre. En su mayor parte fueron personas de edad avanzada las que sucumbieron, pero también estaban enfermos algunos jóvenes, entre ellos Caridad Payne.

Caridad había cumplido once años en la primavera y aún conservaba la figura y pensamientos de una niña, pero era alta y fuerte y estaba muy tostada por el sol de Nueva Inglaterra, ya que pasaba muchas horas ayudando a su padre en los campos y tratando de poner un poco de orden en el huerto y en el patio de la casa.

Durante las semanas que permaneció en casa, y aun cierto tiempo después, le atacó la fiebre, y entonces Thomas Carter y su buena esposa Beulah, como buenos vecinos, llegaron a la casa para echar una mano, ya que la madre de Caridad había muerto al dar a luz y Obie Payne no podía hacer solo todas las cosas.

Caridad se hallaba tendida sobre un colchón relleno de paja, que su padre, ansioso de hacer todo cuanto podía por ella, y no pudiendo hacer otra cosa que musitar constantes y fervientes oraciones, cambiaba casi diariamente con paja fresca, o al menos tan a menudo como se lo permitía Beulah.

A unas millas más abajo de Harmon Brook había un famoso estanque de castores donde en el invierno la gente de Annes Towne cortaba hielo, que luego almacenaba bajo capas de corteza de árboles y astillas.

Se había gastado mucho a principios del verano y quedaba poco hielo, pero todas aquellas familias que tenían enfermos en casa recurrían a él para alivio de los pacientes.

Así, Caridad tuvo sus trozos de hielo, que colocaba sobre su frente envueltos en una tela de lana cuando más alta era la fiebre.

Luana - Gilbert Thomas. Conto de Humor e Arte na FC. (en Español)

Os enganos, as taras e as frustrações de toda uma classe social, são objetos de uma implacável sátira nesta magnífica narrativa, uma obra prima do humor e da análise psicológica.






Luana
Gilbert Thomas





Después de una jornada de micetología –mi especialidad–, suelo dedicarme a la pintura o la escultura. Debo aclarar que he terminado con las mujeres, debido a lo mucho que me han hecho sufrir en la vida. El arte, pobre remedo de la existencia, no siempre resulta un buen substituto, pero no tengo más remedio que conformarme.

Así, pues, comencé por pintar acuarelas que representaban rudimentarios vegetales. Nada tan hermoso como un liquen primaveral que se extiende por la superficie áspera de una roca, y que introduciéndose en sus grietas la desmenuza hasta transformarla en arena. Los hongos que destrozan el Partenón reduciéndolo a fragmentos de mármol, nunca dejaron de maravillarme con su poder. Así es como la belleza se convierte en polvo.

Tras la pérdida de mi primera esposa, resolví dedicarme a la escultura moderna. Antes había logrado captar la hermosura del Monascus purpureas en unos lienzos, y los que pinté de otras especies –a las que protegía de la corrupción mediante infusiones de ácido desoxirribonucleico (DNA), sin el cual la vida no puede existir– fueron adquiridos por el Museo de Arte Moderno de Nueva York.

Pero yo anhelaba realizar algo grande. Y esto a pesar de que mi primera esposa no había sido nada corpulenta, como tampoco lo fuera mi segunda mujer. Eran, por el contrario, mujercitas suaves y apetecibles como la fina «colmenilla», hongo que resulta delicioso cuando se fríe con manteca, o se agrega a la sopa.