terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Michael Moorcock Galeia de Capas

Moorcock, Michael (1939– ) 

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Michael Moorcock has had enough careers in the world of publishing for several people. He is one of the most respected fantasy novelists, creator of Elric of Melnibone and the Eternal Champion under various other guises, and has written mainstream novels and spy thrillers. In science fiction, he has written everything from space opera and pastiches of Edgar Rice BURROUGHS to finely crafted and serious work, including Hugo and Nebula Award winners. He edited New Worlds Magazine for several years and was one of the major figures in the British New Wave movement, which helped provide a forum for the experimental work of J. G. BALLARD, Langdon Jones, Thomas DISCH, and other writers of that period. His JERRY CORNELIUS SERIES is the best-known example of the innovative and nontraditional writing styles associated with the New Wave movement; that series, to which Moorcock continues to add, is virtually the only remnant of the New Wave’s nonrealistic and self-conscious styling that has remained in print.

Don D'Ammassa, Encyclopedia of Science Fiction, 2002.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

TERRASSOL — Lançamento em Londrina 17-12-14

Convite


   Convido a todos os que estiverem na cidade de Londrina-PR no dia 17, uma quarta-feira de dezembro as 20:30, para o lançamento do meu primeiro livro de contos de ficção científica Terrassol.  

   A coletânea de contos TERRASSOL é diversão garantida para todos os públicos, não apenas para os apreciadores de ficção científica. Mas, como em toda obra maior desse gênero, não deixa de instigar sérios questionamentos sobre os caminhos da ciência, o progresso materialista e o futuro da sociedade e do indivíduo. Montada no formato de um longo dossiê alienígena com o que restou das lendas, das crônicas, dos documentos oficiais e dos escritos poéticos da única espécie dita inteligente de Terrassol. 
Os contos são narrados com bom humor e com precisão científica em quanto às leis e as teorias vigentes, ampliando com isso o seu escopo, pois a obra passa a ter também um caráter didático e de divulgação científica. 
   Nestes vinte e cinco contos de Terrassol, estão presentes diversas ciências: a realidade virtual, a ecologia, a psicologia, a engenharia genética, a clonagem, neurologia, a nanotecnologia, a botânica, além de outras abordagens como a mitologia, a ufologia ou a psicanálise Jungiana. Todas relacionadas de um modo ou de outro, no sentido de procurar mostrar uma realidade mais ampla que essa nossa visão da vida cotidiana trivial e limitada, pois ao deslocar o leitor para essa escala planetária e levá-lo adiante tanto no tempo como no espaço, está se cumprindo o objetivo principal de todo escritor de ficção científica, que é causar esse distanciamento no leitor, juntamente com essa emoção cósmica de se pensar, não mais como indivíduo atarefado e ausente das questões científicas e planetárias, mas como um verdadeiro ser humano, terráqueo e participante dos demais planetas do universo, tenhamos ou não conhecimento da sua existência.
   A ilustração sempre foi um recurso editorial para despertar o interesse do leitor, especialmente na ficção científica, a qual, devido às suas possibilidades ilimitadas de concepção de outros mundos ou de futuros inimagináveis, com o uso da gravura se projeta no leitor um pouco do clima mental necessário para que ele “viaje” na história. Dessa forma, no livro TERRASSOL se agregam dois valores artísticos: o literário e o de ilustração. Com isso fazemos uma homenagem ao gênero publicando-o em um formato mais próximo do original o que também o deixa mais acessível aos jovens leitores de hoje. As ilustrações do livro trazem assinatura do arte educador, músico e desenhista Marcelo Galvan
   A Atrito Arte publica, pela primeira vez, um livro de ficção científica. E não poderia ter feito melhor escolha, afinal, a literatura londrinense não estaria completa sem ele.

Christine Vianna — Editora

Confira o mapa aqui: https://goo.gl/maps/NpJ2l

Galeria de Capas — Isaac Asimov

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Isaac Asimov (em russo: Исаак Юдович Озимов; transl.: Isaak Yudavich Azimov; Petrovichi, ca. 2 de janeiro de 1920 — Nova Iorque, 6 de abril de 1992), foi um escritor e bioquímico americano, nascido na Rússia, autor de obras de ficção científica e divulgação científica.

Asimov é considerado um dos mestres da Ficção Científica e, junto com Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke, foi considerado um dos "três grandes" da ficção científica. A obra mais famosa de Asimov é asérie da Fundação, também conhecida como Trilogia da Fundação, que faz parte da série do Império Galáctico e que logo combinou com sua outra grande série dos Robots. Também escreveu obras de mistério e fantasia, assim como uma grande quantidade de não-ficção. No total, escreveu ou editou mais de 500 volumes, aproximadamente 90 000 cartas ou postais, e tem obras em cada categoria importante do sistema de classificação bibliográfica de Dewey, exceto em filosofia.

A maioria de seus livros mais populares sobre ciência, explicam conceitos científicos de uma forma histórica, voltando no tempo o mais longe possível, quando a ciência em questão estava nos primeiros estágios. Ele providencia, muitas vezes, datas de nascimento e falecimento dos cientistas que menciona, também etimologias e guias de pronunciação para termos técnicos. Alguns exemplos incluem, "Guide to Science", os três volumes de "Understanding Physics" e a "Chronology of Science and Discovery", e trabalhos sobre Astronomia, Matemática, a Bíblia, escritos de William Shakespeare e Química.

Asimov foi membro e vice-presidente por muito tempo da Mensa, ainda que com falta: ele os descrevia como "intelectualmente combalidos". Exercia, com mais frequência e assiduidade, a presidência da American Humanist Association (Associação Humanista Americana).

Em 1981, um asteroide recebeu seu nome em sua homenagem, o 5020 Asimov. O robô humanóide "ASIMO" da Honda, também pode ser considerada uma homenagem indireta a Asimov, pois o nome do robô significa, em inglês, Advanced Step in Innovative Mobility, além de também significar, em japonês, "também com pernas" (ashi mo), em um trocadilho linguístico em relação à propriedade inovadora de movimentação deste robô. [Wikipedia]



sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Neandertal — Poema de Marijane Allen

Reconstrução de um grupo Neandertal
Johannes Krause, Neandertal group by Atelier Daynes, Paris, France. In: Museum of the Krapina Neanderthals, Krapina, Croatia.

NEANDERTAL

Marijane Allen

"Vejam que exemplar intrigante..."
Ao vê-lo, eu me pergunto o que aconteceu quando
os seus profetas não encontraram nenhum futuro previsível.

Eu me pergunto o que ele viu quando o esquecimento
o atingiu como os ventos gelados. Quê inferno
levou-o às cavernas de Dussel
para ali morrer, possuído de uma fome insaciável?

Que fome de amanhã poderia ter aquela raça
caminhando para a morte em uma estrada de aberrações?

Mancando desajeitadamente para a extinção
porque o Criador esqueceu algum detalhe
desconhecido para nós. "Intrigante exemplar..."

Raça sem futuro, me pergunto o que ela viu.

In Apeman, Spaceman. Ed. Leon E. Stover, Harry Harrison. Penguim Books, 1979.

Tradução: Herman Schmitz

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Herman Schmitz convida para o lançamento de TERRASSOL


ATRITO ARTE orgulhosamente convida para o lançamento
de TERRASSOL de HERMAN SCHMITZ
17 de dezembro de 2014, 20h30
Na Vila Cultural Cemitério de Automóveis
Rua João Pessoa, 103-A

A coletânea de contos TERRASSOL é diversão garantida para todos os públicos, não apenas para os apreciadores de ficção científica. Mas, como em toda obra maior desse gênero, não deixa de instigar sérios questionamentos sobre os caminhos da ciência, o progresso materialista e o futuro da sociedade e do indivíduo. Montada no formato de um longo dossiê alienígena com o que restou das lendas, das crônicas, dos documentos oficiais e dos escritos poéticos da única espécie dita inteligente de Terrassol.
Os contos são narrados com bom humor e com precisão científica em quanto às leis e as teorias vigentes, ampliando com isso o seu escopo, pois a obra passa a ter também um caráter didático e de divulgação científica.

Nestes vinte e cinco contos de Terrassol, estão presentes diversas ciências, começando pela realidade virtual, a ecologia, a biologia, a sociologia, a psicologia, a engenharia genética, a clonagem, a meteorologia, a física, a antropologia, a neurologia, a nanotecnologia, a botânica, além de outras abordagens como a mitologia, a ufologia ou a psicanálise Jungiana. Todas relacionadas de um modo ou de outro, no sentido de procurar mostrar uma realidade mais ampla que essa nossa visão da vida cotidiana trivial e limitada, pois ao deslocar o leitor para essa escala planetária e levá-lo adiante tanto no tempo como no espaço, está se cumprindo o objetivo principal de todo escritor de ficção científica, que é causar esse distanciamento no leitor, juntamente com essa emoção cósmica de se pensar, não mais como indivíduo atarefado e ausente das questões científicas e planetárias, mas como um verdadeiro ser humano, terráqueo e participante dos demais planetas do universo, tenhamos ou não conhecimento da sua existência.

A ilustração sempre foi um recurso editorial para despertar o interesse do leitor, especialmente na ficção científica, a qual, devido às suas possibilidades ilimitadas de concepção de outros mundos ou de futuros inimagináveis, com o uso da gravura se projeta no leitor um pouco do clima mental necessário para que ele “viaje” na história. Dessa forma, no livro TERRASSOL se agregam dois valores artísticos: o literário e o de ilustração. Com isso fazemos uma homenagem ao gênero publicando-o em um formato mais próximo do original o que também o deixa mais acessível aos jovens leitores de hoje. As ilustrações do livro trazem assinatura do arte educador, músico e desenhista Marcelo Galvan
A Atrito Arte publica, pela primeira vez, um livro de ficção científica. E não poderia ter feito melhor escolha, afinal, a literatura londrinense não estaria completa sem ele.

HERMAN SCHMITZ
Natural de Curitiba, vive em Londrina desde 1991. Iniciou a sua carreira artística atuando, dirigindo e escrevendo para teatro. É músico diletante e montou a banda de música e poesia Radicais Livres para divulgar sua produção literária. Trabalhou em busca do dinheiro vil por muitos anos fazendo suporte técnico em informática. Escreve poemas e contos desde muito jovem, entretanto o seu primeiro livro, Os Maracujás, só foi publicado de forma independente em 2007. Mantém o blog de ficção científica literária <marcianoscomonocinema.blog-spot.com.br>.Terrassol é o seu primeiro livro de contos.

LANÇAMENTO
17 de dezembro de 2014, 20h30
Onde: Vila Cultural Cemitério de Automóveis
Rua João Pessoa, 103-A, Londrina
Valor do livro: R$20,00

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Tubo digestivo abajo y al cosmos con mantra, tantra, y lluvia de estrellas - Robert Sheckley (Cuento)

Tubo digestivo abajo y al cosmos con mantra, tantra, y lluvia de estrellas

Robert Sheckley



Según nos dicen, la experimentación con drogas psicodélicas ha abierto todo un nuevo campo de exploración al hombre: el universo interior, es decir el que existe en su propia mente. Pero es bien sabido que los mensajes facilitados al cerebro por los sentidos bajo los efectos de estas drogas van deformados... aunque, ¿quién sabe si esas sensaciones deformadas no serán la realidad, que no perciben los sentidos en su estado normal?
-¿Pero tendré realmente alucinaciones? -preguntó Gregory.

-Como ya te he dicho, te lo garantizo -le contestó Blake-. Ya deberías estar empezando. Gregory miró a su alrededor. La habitación era desconsoladora y tediosamente familiar: una estrecha cama azul, un armario de nogal, una mesa de mármol con base de hierro forjado, una lámpara de dos cabezas, una alfombra color rojo y un aparato de televisión marrón claro. El estaba sentado en un sillón tapizado. Frente a él, en un sofá de plástico blanco, se hallaba Blake, jugueteando con tres pastillas moteadas de colores y de forma irregular.

-Quiero decir -prosiguió Blake-, que hay todo tipo de ácido por ahí: pastillas, cápsulas rojas, la mayor parte de él mezclado con anfetaminas o con alguna otra cosa. Pero tú has tenido la gran fortuna de acabar de ingerir el cóctel especial de superácidos, especialmente tántrico y mántrico, de efectos instantáneos, preparado por el doctor Blake y conocido entre los camellos como Lluvia de Estrellas, y que contiene tales aditivos como el STP, el DMT y el THC, así como un pellizco de yague, una pizca de silocibina, un toque de oloiuqu y además el ingrediente especial del doctor Blake: extracto de bayas silvestres, el más nuevo y potente de los potenciadores alucinogénicos.

Gregory estaba mirando su mano derecha, abriéndola y cerrándola lentamente.

-El resultado -prosiguió Blake-, es la increíble, total e instantánea, así como multiesplendorosa explosión de ácidos del doctor Blake, garantizada para hacerte alucinar al menos un cuarto de hora, o te devolveré tu dinero y colgaré mis hábitos como el mejor químico underground que jamás haya existido en el West Village.

-Tú sí que suenas como si estuvieras alucinado -dijo Gregory.

-En lo más mínimo -protestó Blake- Simplemente, estoy alto en speed, simples y anticuadas anfetaminas, tales como tragan a kilos o se inyectan a litros los camioneros y los estudiantes universitarios. El speed no es más que un estimulante. Con su ayuda puedo hacer mi trabajo más deprisa y mejor. Y mi trabajo es crear mi propio y rápido imperio de las drogas entre Houston y la Calle Catorce, y luego desaparecer con rapidez, antes de que me queme los nervios o caigan sobre mí los agentes de narcóticos o la Mafia, para entonces largarme a Suiza en donde me dedicaré a volar en un espléndido sanatorio rodeado por mujeres alegres, nutridas cuentas de banco, coches rápidos y el respeto de los políticos locales.

Blake hizo una pausa por un instante y se frotó su labio superior.

-El speed lo que hace es dar un cierto sentido de grandilocuencia, con el acompañamiento de verborrea... pero no tengas miedo, mi recientemente encontrado amigo y estimado cliente, puesto que mis sentidos se hallan más o menos en orden y soy totalmente capaz de actuar como tu guía en el supervuelo jumbo en el que ahora te hallas embarcado.

-¿Cuánto tiempo ha pasado desde que tomé esa pastilla? -preguntó Gregory.

Blake miró a su reloj.

-Hace más de una hora.

-¿No debería estar actuando ya?

-Ya lo creo que debería. Indudablemente lo está. Debe de estar sucediendo algo.

Gregory miró a su alrededor. Vio el pozo tapizado de cristal, la luciérnaga que pulsaba, la mica apisonada, el grillo cautivo. Estaba en el lado del pozo más cercano a la cañería de escape. Al otro lado, sobre la musgosa piedra gris, se hallaba Blake, con sus cilios alborotados y su exodermis punteada, jugueteando con tres pastillas moteadas de colores y de forma irregular.

-¿Qué es lo que pasa? -preguntó Blake.

Gregory se rascó la dura membrana que tenía sobre su tórax. Sus cilios ondearon espasmódicamente en clara evidencia de su asombro, desencanto e incluso quizá, miedo. Tendió un palpo, lo contempló largo y duro, lo dobló por la mitad y lo volvió a tender.

Las antenas de Blake apuntaban rectas hacia arriba en un gesto de preocupación.

-¡Hey, muchacho, háblame! ¿Estás alucinando?

Gregory hizo un movimiento indeterminado con su cola.

-Empezó hace poco, cuando te pregunté si realmente tendría alguna alucinación. Ya estaba alucinando entonces pero no me daba cuenta, pues todo parecía muy natural, muy ordinario... Estaba sentado en un sillón, tú estabas en un sofá y ambos teníamos una piel blanda como... ¡como la de los mamíferos!

-El paso a la ilusión es, a menudo, imperceptible -dijo Blake-. Uno entra y sale de ellas. ¿Qué es lo que ves ahora?

Gregory enrolló su cola segmentada y relajó sus antenas. Miró a su alrededor. El pozo era desconsoladora y tediosamente familiar.

-Oh, ya he vuelto a la normalidad. ¿Crees que voy a tener más alucinaciones?

-Como ya te he dicho, te lo garantizo -dijo Blake, plegando cuidadosamente sus alas color rojo brillante y arrellanándose confortablemente en un rincón del nido.


FIN

Down the digestive tract and into the cosmos with mantra, tantra and specklebang, © 1971 by Robert Sheckley. Traducción de: ?, en nueva dimensión 60 (Los mejores cuentos cortos de la ciencia ficción mundial).

El elefante - Slawomir Mrozek (Cuento)

El elefante - Slawomir Mrozek



Slawomir Mrozek es un renombrado autor teatral, uno de los más conocidos fuera de las fronteras de su país, Polonia. Entre sus obras cabe destacar Tango y El policía, que han conocido un gran éxito mundial y han sido representadas también en los escenarios de nuestro país. Como narrador, Mrozek se apunta a la fantasía y al humor absurdo, siendo comparado en algunos aspectos al checo Kafka. En El elefante, que da título a uno de sus más conocidos volúmenes de cuentos, Mrozek critica, en clave de ácido humor, el acientifismo crónico de nuestros más sesudos estamentos científicos.


El director del Jardín Zoológico ha demostrado ser un advenedizo. Consideraba a sus animales simplemente como peldaños en la escalera de su propia carrera. Era indiferente a la importancia educativa de su establecimiento. En su Zoo la jirafa tenía un cuello corto, el tejón no tenía madriguera y los silbadores, habiendo perdido todo interés, silbaban rara vez y con cierta reluctancia. Estos fallos no deberían haber sido permitidos, especialmente dado que el Zoo era visitado a menudo por grupos de escolares.

El Zoo estaba situado en una ciudad provinciana, y le faltaban algunos de los animales más importantes, entre ellos el elefante. Tres mil conejos eran un pobre substituto para el noble gigante. Sin embargo, a medida que nuestro país se desarrollaba, iban siendo colmados los huecos en forma bien planificada. Con ocasión del aniversario de la liberación, el 22 de julio, se le notificó al Zoo que finalmente se le había asignado un elefante. Todo el personal, devoto de su trabajo, se alegró ante esta noticia, y por consiguiente fue muy grande la sorpresa cuando se enteraron de que el director había enviado una carta a Varsovia, renunciando a la asignación y presentando un plan para obtener un elefante por medios más económicos.

"Yo, y todo el personal", había escrito, "nos damos cuenta de la pesada carga que cae sobre los hombros de los mineros y los obreros metalúrgicos polacos a causa del elefante. Deseosos de reducir costos, sugiero que el elefante mencionado en su comunicado sea reemplazado por uno realizado por nosotros mismos. Podemos construir un elefante de goma, del tamaño correcto, llenarlo de aire y colocarlo tras una cerca. Será cuidadosamente pintado con el color correcto y hasta de cerca resultará indistinguible del verdadero animal. Es bien conocido que el elefante es un animal lento y pesado, y que ni corre ni salta. En el cartel de la cerca podemos indicar que este elefante en particular es especialmente lento y pesado. El dinero ahorrado de esta manera podrá ser dedicado a comprar un avión a reacción o a conservar algún monumento religioso.

"Le ruego humildemente que tenga en cuenta que tanto la idea como su ejecución son mi modesta contribución a la tarea y lucha comunes.

"Quedo, etc."

Este comunicado debió llegar a algún burócrata sin alma, que contemplaba sus tareas en una forma puramente mecánica, y que no examinó la trascendencia del asunto sino que, siguiendo únicamente las directrices acerca de la reducción de gastos, aceptó el plan del director. Al tener noticia de la aprobación del Ministerio, el director dio órdenes para que se confeccionara el elefante de goma.

Este iba a ser hinchado de aire por dos empleados que soplarían por extremos opuestos. Para mantener la operación en secreto, el trabajo se realizaría durante la noche, pues los habitantes de la ciudad, habiendo oído que iba a llegar un elefante al Zoo, estaban ansiosos por verlo. El director insistió en dar prisas, además, porque esperaba un premio, si su idea resultaba ser un éxito.

Los dos empleados se encerraron en un cobertizo que habitualmente albergaba un taller, y comenzaron a soplar. Tras dos horas de duros esfuerzos, descubrieron que la piel de goma apenas se había alzado unos centímetros sobre el suelo y que la masa no se parecía en lo más mínimo a un elefante. Transcurría la noche. En el exterior, las voces humanas se habían acallado y solo los gritos de los chacales cortaban el silencio. Exhaustos, los empleados dejaron de soplar y se aseguraron de que el aire que ya estaba en el interior del elefante no se escapase. Ya no eran jóvenes y no estaban acostumbrados a este tipo de trabajo.

-Si seguimos a este ritmo -dijo uno de ellos-, no acabaremos antes de la mañana y, ¿qué es lo que le voy a decir a mi señora? Nunca me creerá si le digo que he pasado la noche hinchando un elefante.

-Tienes razón -admitió el segundo empleado-. El hinchar un elefante no es un trabajo que se dé todos los días. Y todo porque nuestro director es un izquierdista.

Siguieron soplando, pero después de otra media hora se sintieron demasiado cansados como para continuar. El bulto en el suelo era mayor, pero aún seguía sin tener la forma de un elefante.

-Cada vez resulta más difícil -dijo el primer empleado.

-Sí, es un trabajo cuesta arriba -convino el segundo-. Descansemos un poco.

Mientras estaban descansando, uno de ellos se fijó en una tubería de gas rematada por una espita. ¿No podrían llenar el elefante con gas? Se lo sugirió a su compañero.

Decidieron intentarlo. Enchufaron el elefante a la cañería de gas, abrieron la espita y, para su alegría, vieron como a los pocos minutos se alzaba un animal de buen tamaño en el cobertizo. Parecía real: el enorme cuerpo, patas como columnas, grandes orejas y la inevitable trompa. Movido por su ambición, el director se había asegurado el tener en su Zoo un elefante verdaderamente grande.

-De primera clase -declaró el empleado que había tenido la idea de usar el gas-. Ahora ya podemos irnos a casa.

Por la mañana, el elefante fue trasladado a un lugar especial, muy céntrico, junto a la jaula de los monos. Colocado frente a una gran roca verdadera, parecía imponente y magnífico. Un gran cartel proclamaba: "Particularmente lento y pesado. Apenas si se mueve."

Entre los primeros visitantes de aquella mañana se hallaba un grupo de niños de la escuela local. El maestro que los tenía a su cargo planeaba darles una lección acerca del elefante. Detuvo al grupo frente al animal y comenzó:

-El elefante es un mamífero herbívoro. Por medio de su trompa arranca arbolillos y se come sus hojas.

Los niños estaban contemplando al elefante con embelesada admiración. Esperaban que arrancase un arbolillo, pero la bestia permanecía quieta tras la cerca.

-...el elefante es un descendiente directo del ya extinto mamut. Por consiguiente, no es sorprendente que sea el más grandes de los animales terrestres hoy vivos.

Los alumnos más conscientes estaban tomando notas.

-...solo la ballena es más pesada que el elefante, pero la ballena vive en el mar. Podemos decir, con toda seguridad, que en tierra firme el elefante reina supremo.

Una suave brisa movió las ramas de los árboles del Zoo.

-...el peso de un elefante adulto es de tres y media a cinco toneladas.

En aquel momento, el elefante se estremeció y se alzó en el aire. Por unos segundos flotó a poca altura sobre el suelo, pero una ráfaga de viento lo arrastró hacia arriba hasta que su gigantesca silueta quedó recortada contra el cielo. Durante un corto espacio de tiempo, la gente pudo ver desde abajo los cuatro círculos de sus patas, su abultada tripa y la trompa, pero pronto, impulsado por el viento, el elefante voló sobre la cerca y desapareció por encima de las copas de los árboles. Los asombrados monos se quedaron mirando al cielo desde el interior de su jaula.

Hallaron al elefante en el cercano jardín botánico. Había aterrizado sobre un cactus y había pinchado su piel de goma.

Los escolares que habían contemplado la escena en el Zoo pronto comenzaron a descuidar sus estudios y se convirtieron en gamberros. Se dice que beben licores y rompen ventanas. Y ya no creen en los elefantes.


Elefantti, ©1957 by Slon. Traducido por Sebastián Castro en La ciencia-ficción europea, relatos de ciencia ficción presentados por Domingo Santos, biblioteca básica de ciencia ficción 9, Ediciones Dronte, 1982.
Edición digital de Elfowar y Umbriel
Revisión de urijenny (odoniano@yahoo.com.ar)