Galeria no Google+: https://plus.google.com/u/0/photos/103998711237758699926/albums/6049701599786325153
Carolyn Janice Cherry (n. 11 de Setembro de 1942, St. Louis, MO), conhecida pelo pseudónimo C. J. Cherryh, é uma autora estado-unidense de ficção científica e fantasia. Já escreveu mais de 60 livros desde meados da década de 1970, entre os quais as novelas vencedoras do Prémio Hugo Downbelow Station (1981) e Cyteen (1988), ambas situadas no seu universo Alliance-Union. É irmã do artista de fantasia e ficção científica David A. Cherry.
A escritora foi honrada com um asteróide com o seu nome, 77185 Cherryh. (wikipedia).
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Filmografia de Ficção Científica — The Thing from Another World (O Monstro do Ártico) - 1951
The Thing from Another World (O Monstro do Ártico) - 1951
Outro filme de forte cunho militar, dirigido por Christian Nyby e Howard Hawks (não creditado), leva o perigo do desconhecido para os confins do Ártico, onde uma equipe mista de cientistas e militares encontra um disco voador e uma criatura alienígena congelada nas geleiras. A nave explode na tentativa de retira-la dali, mas a criatura é encaminhada para a pesquisa e se descobre que é uma espécie vegetal que se alimenta de sangue humano. Obviamente a criatura escapa e fica perambulando pela base e sorvendo o precioso sangue militar americano, até ser eliminada como convém a essa espécie de vampiro vegetal.
Um filme considerado por muitos o melhor da época, eu não chegaria a tanto, mas é um bom filme, principalmente por ter sido roteirizado por Charles Lederer, Ben Hecht e o grande realizador do cinema americano Howard Hawks, à partir do conto longo de John W. Campbell "Who Goes There?" publicado na revista Astouding Science Fiction de 1938, com o pseudônimo de Don A. Sturt. Não se deve esquecer que John W. Campbel foi um importante editor de FC, que lançou toda uma geração de bons escritores como Robert Heinlein e Isaac Asimov.
Encontrei essa interessante comparação entre o filme e a história original, no prefácio da tradução espanhola do conto ¿Quién hay ahí?, que transcrevo a seguir:
"La idea original para El enigma de otro mundo apareció en el número de agosto de 1938 de la revista Astounding Stones. El prolífico director de esa revista, John W. Campbell, Jr., escribió esta impresionante historia con el seudónimo de Don A. Stuart (por su esposa, Donna Stuart), y se convirtió en un éxito inmediato.
Mas de una docena de años más tarde, al principio de la era nuclear, el notable director-productor Howard Hawks realizó su propio tratamiento para la versión cinematográfica de esta historia clásica de invasión alienígena Las dos versiones son tan distintas que una comparación directa es totalmente imposible, y sería difícil decidir cual de las dos es más excitante.
En la novela, la tensión gira en torno a la habilidad de la Cosa de cambiar de forma y asumir la identidad de los humanos, tras eliminar convenientemente a los originales. Así, destruir al monstruo se convierte en algo más bien secundario ante la necesidad de identificarlo.La idea del "camaleón alienígena" fue aparentemente desechada por el guionista Charles Laderer, que prefirió en vez de ello instilar en la criatura cinematográfica la terrible habilidad de reproducirse a sí misma a un ritmo sorprendentemente acelerado.
En el primer borrador del guión, el monstruo se parecía mucho a la descripción original de Campbell de un giboso antropoide con tres ojos, pelo azul parecido al caucho y tentáculos afilados cómo navajas. Sin embargo, en posteriores reescrituras, la apariencia de la Cosa fue definitivamente cambiada a la de un gigantesco y calvo humanoide parecido a Frankenstein. Puede que eso no hiciera mucho por mejorar la historia, pero hizo maravillas con la carrera del futuro Sheriff Dillon, James Arness…, que por aquel entonces fue elegido entre cientos de aspirantes para interpretar el poco usual papel de invasor del espacio.
El alto actor de metro noventa de estatura fue tan solo el primero de una serie que reflejó la multitud de “Cosas” que podían invadirnos durante el boom de películas de ciencia ficción de los años 50. ¿Quién está ahí? y el film que inspiró desplegaron un número incontable de otras criaturas en películas con títulos tan espeluznantes como El hombre del planeta X, Invasores de Marte y Vino del espacio exterior.
Pero espectadores y críticos están de acuerdo en que ninguno de esos ensayos posteriores igualó la fuerza combinada de la novela base de John Campbell y la compulsiva versión cinematográfica de Howard Hawks."
Mas de una docena de años más tarde, al principio de la era nuclear, el notable director-productor Howard Hawks realizó su propio tratamiento para la versión cinematográfica de esta historia clásica de invasión alienígena Las dos versiones son tan distintas que una comparación directa es totalmente imposible, y sería difícil decidir cual de las dos es más excitante.
En la novela, la tensión gira en torno a la habilidad de la Cosa de cambiar de forma y asumir la identidad de los humanos, tras eliminar convenientemente a los originales. Así, destruir al monstruo se convierte en algo más bien secundario ante la necesidad de identificarlo.La idea del "camaleón alienígena" fue aparentemente desechada por el guionista Charles Laderer, que prefirió en vez de ello instilar en la criatura cinematográfica la terrible habilidad de reproducirse a sí misma a un ritmo sorprendentemente acelerado.
En el primer borrador del guión, el monstruo se parecía mucho a la descripción original de Campbell de un giboso antropoide con tres ojos, pelo azul parecido al caucho y tentáculos afilados cómo navajas. Sin embargo, en posteriores reescrituras, la apariencia de la Cosa fue definitivamente cambiada a la de un gigantesco y calvo humanoide parecido a Frankenstein. Puede que eso no hiciera mucho por mejorar la historia, pero hizo maravillas con la carrera del futuro Sheriff Dillon, James Arness…, que por aquel entonces fue elegido entre cientos de aspirantes para interpretar el poco usual papel de invasor del espacio.
El alto actor de metro noventa de estatura fue tan solo el primero de una serie que reflejó la multitud de “Cosas” que podían invadirnos durante el boom de películas de ciencia ficción de los años 50. ¿Quién está ahí? y el film que inspiró desplegaron un número incontable de otras criaturas en películas con títulos tan espeluznantes como El hombre del planeta X, Invasores de Marte y Vino del espacio exterior.
Pero espectadores y críticos están de acuerdo en que ninguno de esos ensayos posteriores igualó la fuerza combinada de la novela base de John Campbell y la compulsiva versión cinematográfica de Howard Hawks."
Para ler o conto na íntegra (em espanhol) é só baixar por este link: http://minhateca.com.br/Herman.Schmitz/Marcianos.Cinema/Temas/Referencias/_Quien+Hay+Ahi_+-+Campbell_+John+W_,69826046.epub
Marcadores:
Filmes,
Howard Hawks,
John W. Campbell
domingo, 17 de agosto de 2014
Harlan Ellison Galeria de Capas
No Google+: https://plus.google.com/u/0/photos/103998711237758699926/albums/6048584940499516049
No Pinterest: http://www.pinterest.com/hermanschmitz/harlan-ellison-cover-books/
Harlan Jay Ellison (27 de maio de 1934) é um escritor norte-americano de ficção científica e horror. Embora seja considerado um dos mais importantes em ambos os gêneros, ele não possui nenhum livro traduzido no Brasil.
Seus trabalhos publicados giram em torno de mais de 1.700 contos, novelas, roteiros, roteiros de quadrinhos, roteiros utilizados na produção de peças de TV, ensaios e críticas que abrangem literatura, cinema, televisão e mídia impressa. Ele foi editor e antologista para antologias da Dangerous Visions duas vezes, uma em 1967 e a outra em 1972. Ellison já ganhou inúmeros prêmios, incluindo várias Hugos, nebulosas e Edgars.
Harlan é mais conhecido como escritor de quadrinhos e televisão, ele já escreveu roteiros para a Marvel e episódios de Jornada nas Estrelas (série original) e Babylon 5. Para Jornada ele criou aquele que é considerado um dos melhores dos episódios da série, “The City on the Edge of Forever” - A Cidade a Beira da Eternidade. E o escritor quase foi o responsável pelo roteiro da versão cinematográfica de Star Trek, mas conflitos com os produtores o tiraram do projeto (Stephen King escreve sobre o que possivelmente ocorreu em seu livro Dança Macabra, acessível no Google Books.
Ellison foi o criador da saga de Jarella (imperatriz do Reino Subatômico de K'ai) para a revista O Incrível Hulk.
Stephen King, em seu livro Dança Macabra, cita a coletânea de contos Strange Wine com uma das dez melhores, ao lado de O Bebê De Rosemay e Os Mortos-Vivos (Ghost History, de Peter Straub). Na seção dedicada a ele King resume alguns dos contos da coletânea. Croatoan lida com as lendas urbanas dos esgotos da cidade de New York; From A to Z, in the Chocolate Alphabet é uma espécie de glossário, em que cada termo é um micro-conto fantasioso e aterrorizante (King cita e Pessoas Do Elevador e Hamadriade). Trechos do livro estão disponíveis no Google Books.
wikipedia
No Pinterest: http://www.pinterest.com/hermanschmitz/harlan-ellison-cover-books/
Harlan Jay Ellison (27 de maio de 1934) é um escritor norte-americano de ficção científica e horror. Embora seja considerado um dos mais importantes em ambos os gêneros, ele não possui nenhum livro traduzido no Brasil.
Seus trabalhos publicados giram em torno de mais de 1.700 contos, novelas, roteiros, roteiros de quadrinhos, roteiros utilizados na produção de peças de TV, ensaios e críticas que abrangem literatura, cinema, televisão e mídia impressa. Ele foi editor e antologista para antologias da Dangerous Visions duas vezes, uma em 1967 e a outra em 1972. Ellison já ganhou inúmeros prêmios, incluindo várias Hugos, nebulosas e Edgars.
Harlan é mais conhecido como escritor de quadrinhos e televisão, ele já escreveu roteiros para a Marvel e episódios de Jornada nas Estrelas (série original) e Babylon 5. Para Jornada ele criou aquele que é considerado um dos melhores dos episódios da série, “The City on the Edge of Forever” - A Cidade a Beira da Eternidade. E o escritor quase foi o responsável pelo roteiro da versão cinematográfica de Star Trek, mas conflitos com os produtores o tiraram do projeto (Stephen King escreve sobre o que possivelmente ocorreu em seu livro Dança Macabra, acessível no Google Books.
Ellison foi o criador da saga de Jarella (imperatriz do Reino Subatômico de K'ai) para a revista O Incrível Hulk.
Stephen King, em seu livro Dança Macabra, cita a coletânea de contos Strange Wine com uma das dez melhores, ao lado de O Bebê De Rosemay e Os Mortos-Vivos (Ghost History, de Peter Straub). Na seção dedicada a ele King resume alguns dos contos da coletânea. Croatoan lida com as lendas urbanas dos esgotos da cidade de New York; From A to Z, in the Chocolate Alphabet é uma espécie de glossário, em que cada termo é um micro-conto fantasioso e aterrorizante (King cita e Pessoas Do Elevador e Hamadriade). Trechos do livro estão disponíveis no Google Books.
wikipedia
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Voltaire — Excessiva Pequenez (Trecho do Micrômegas)
![]() |
| Aerografia de Frank Paul |
O saturniano replicou a todas essas razões. E a questão jamais terminaria se, por felicidade, Micrômegas no calor da discussão, não tivesse rompido o seu colar de diamantes. Estes caíram ao chão. Eram lindas pedras de tamanho variado, tendo as mais volumosas quatrocentas libras de peso, e as menores cinqüenta. O anão apanhou algumas; ao aproximá-las dos olhos, viu que, da maneira como estavam lapidadas, constituíam excelentes microscópios. Tomou, pois, um pequeno microscópio de cento e sessenta pés de diâmetro que aplicou à pupila; e Micrômegas escolheu um de dois mil e quinhentos pés. Eram excelentes; mas no princípio. nada perceberam com o seu auxílio: era preciso adaptarem-se. Afinal o habitante de Saturno viu qualquer coisa quase imperceptível que se movia à superfície do mar Báltico: era uma baleia. Pegou-a habilmente com o dedo mínimo e, colocando-a sobre a unha do polegar, mostrou-a a Micrômegas, que se pôs a rir da excessiva pequenez dos habitantes do nosso globo.
¥
Voltaire, Micrômegas, 1752.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Galeria Frank Herbert
Algumas belas capas dos livros de Frank Herbert no Google+: https://plus.google.com/u/0/photos/103998711237758699926/albums/6044471717375158609
Frank Patrick Herbert (Tacoma, Washington, 8 de outubro de 1920 — Madison, Wisconsin, 11 de fevereiro de 1986) foi um escritor de ficção científica e jornalista americano de grande sucesso comercial e de crítica. Ele é mais conhecido pela obra Duna, e os cinco livros subseqüentes da série. A saga de Duna trata de temas como sobrevivência humana, evolução, ecologia, e a interação entre religião, política e poder. Arthur C. Clarke escreve que Duna foi "uma obra única de ficção... Não conheço nada comparável a ela exceto O Senhor dos Anéis." Dune foi condecorado com o prêmio Nebula em 1965 e dividiu o prêmio Hugo em 1966. (Wikipedia)
Frank Patrick Herbert (Tacoma, Washington, 8 de outubro de 1920 — Madison, Wisconsin, 11 de fevereiro de 1986) foi um escritor de ficção científica e jornalista americano de grande sucesso comercial e de crítica. Ele é mais conhecido pela obra Duna, e os cinco livros subseqüentes da série. A saga de Duna trata de temas como sobrevivência humana, evolução, ecologia, e a interação entre religião, política e poder. Arthur C. Clarke escreve que Duna foi "uma obra única de ficção... Não conheço nada comparável a ela exceto O Senhor dos Anéis." Dune foi condecorado com o prêmio Nebula em 1965 e dividiu o prêmio Hugo em 1966. (Wikipedia)
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Filmografia de Ficção Científica — 1950
O Cinema de ficção científica nos anos 50
Nos anos 40 o cinema de ficção científica perdeu o fôlego inicial e se perdeu em pouquíssimas produções de rotina, no entanto, a próxima década haveria se ser a mais fecunda no gênero de toda a história do cinema americano.
Alguns fatores contribuíram para isso, entre eles estão a guerra da Coreia, as conturbadas tensões internacionais, como o início da guerra fria, da black list, dos espiões, das experiências nucleares, da bomba de hidrogênio nas mão dos russos... E neste cenário, começou no cinema americano o ciclo dos filme patrióticos, filmes anti-comunistas e militaristas, se aproveitando justamente desse medo de um holocausto nuclear ou de uma invasão comunista na América, como favoráveis à criação de histórias de ficção científica, levando assim os produtores de Hollywood a investirem bastante neste gênero.
Este filme é um divisor de á
guas no gênero, pois é a primeira tentativa de se fazer uma história realista de uma viagem espacial, expondo problemas práticos da vida no espaço, como a falta de gravidade, a preciosidade do oxigênio, o uso de roupas adequadas, a dificuldade em se fazer consertos no espaço e outros fatores científicos ignorados pelos filmes de ficção cientifica anteriores.
O roteiro foi uma adaptação dos livros Rocket Ship Galileo de Robert A. Heinlein, lançado em 1947, e também do seu outro romance O Homem que Vendeu a Lua, escrito em 1949 mas lançado somente em 1951. Robert Heinlein se envolveu tanto neste projeto que chegou a ser consultor técnico do filme, e para aproveitar o lançamento do filme, publicou com as suas anotações feitas para o roteiro, o conto longo (novelette) Destination Moon na revista Short Stories Magazine, o qual, às vezes, é confundido como a origem do filme.
É uma obra de autor, que segue a ideia Heinleniana das viagens espaciais não serem uma conquista de nenhum governo em particular, mas serem um consórcio econômico, envolvendo empresários, cientistas e empresas de propaganda, e todas vendem e financiam as viagens espaciais como as empresas de aviação fazem hoje em dia. É uma ideia que ainda não aconteceu, mas já existe um certo encaminhamento neste sentido.
O mais interessante nesse filme hoje, é poder assistir o estilo Heinlein de pensar, o seu alter ego, ali em em ação, na nossa frente e sempre com o senso do Big Business, pois afinal, se trata de uma viagem à lua. O filme tem uma espécie de sotaque Heinlein o tempo inteiro, e também marca o início dessa colaboração de autores contemporâneos com os estúdios de Hollywood.
O roteiro foi uma adaptação dos livros Rocket Ship Galileo de Robert A. Heinlein, lançado em 1947, e também do seu outro romance O Homem que Vendeu a Lua, escrito em 1949 mas lançado somente em 1951. Robert Heinlein se envolveu tanto neste projeto que chegou a ser consultor técnico do filme, e para aproveitar o lançamento do filme, publicou com as suas anotações feitas para o roteiro, o conto longo (novelette) Destination Moon na revista Short Stories Magazine, o qual, às vezes, é confundido como a origem do filme.
É uma obra de autor, que segue a ideia Heinleniana das viagens espaciais não serem uma conquista de nenhum governo em particular, mas serem um consórcio econômico, envolvendo empresários, cientistas e empresas de propaganda, e todas vendem e financiam as viagens espaciais como as empresas de aviação fazem hoje em dia. É uma ideia que ainda não aconteceu, mas já existe um certo encaminhamento neste sentido.
O mais interessante nesse filme hoje, é poder assistir o estilo Heinlein de pensar, o seu alter ego, ali em em ação, na nossa frente e sempre com o senso do Big Business, pois afinal, se trata de uma viagem à lua. O filme tem uma espécie de sotaque Heinlein o tempo inteiro, e também marca o início dessa colaboração de autores contemporâneos com os estúdios de Hollywood.
![]() |
| "Destination Moon" |
E como curiosidade, insere um desenho animado do Pica Pau (aos 12 minutos) para explicar os efeitos da gravidade a um grupo de empresários.
Marcadores:
Filmes,
Robert A. Heinlein
Richard Matheson Galeria de Capas
Richard Burton Matheson, mais conhecido como Richard Matheson (Allendale, 20 de fevereiro de 1926 - Los Angeles, 23 de junho de 2013) foi um reconhecido escritor, contista e roteirista norte-americano, naturalizado norueguês. Suas obras foram principalmente dos gêneros fantasia, terror e ficção científica.
Assinar:
Postagens (Atom)











