segunda-feira, 19 de maio de 2014

Ray Bradbury — Nós Os Marcianos

Nós os Marcianos


"O pai disse: 

— Sua mãe e eu vamos procurar instruí—los. Talvez fracassemos. Espero que não. Vimos muitas coisas e aprendemos muito com elas. Planejamos esta viagem há muitos anos, antes de vocês nascerem. Mesmo que não rebentasse a guerra, teríamos vindo para Marte, acho eu, para viver e criar nosso próprio padrão de vida. Teria sido preciso mais um século para que a civilização terrestre envenenasse Marte. Agora, é claro... 

Chegaram ao canal, longo, fresco, retilíneo e refletindo a noite. 

— Eu sempre quis ver um marciano — disse Michael. — Onde estão eles, papai? Você prometeu. 

— Estão aí — disse o pai. 

Colocou Michael nos ombros e apontou para baixo. 

Os marcianos estavam ali. Timothy começou a tremer. 

Os marcianos estavam ali — no canal — refletidos na água. Timothy, Michael, mamãe e papai. 

Da água ondulante, os marcianos ficaram olhando um tempo enorme para eles..."

Ray Bradbury - As Crônicas Marcianas, 1946

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Isaac Asimov — Receta para la Creación de un Planeta

Receta para la Creación de un Planeta

Isaac Asimov

"Se pesan aproximadamente dos septillones de kilos de hierro y se añade, para darle fuerza, un diez por ciento de níquel. Se mezcla bien con cuatro septillones de kilos de silicato de magnesio y se sazona con un cinco por ciento de azufre y una pequeña cantidad de otros elementos según el gusto. (Para una mejor preparación de este planeta utilice la Breve Guía Estelar de Especias y Condimentos.)

"Se calienta la mezcla en un horno radioactivo hasta que se funda bien y se formen dos capas revueltas. (Advertencia: no se recomienda calentar demasiado tiempo, ya que el plato puede resecarse, cosa que es preciso evitar.)

"Se enfría lentamente hasta que se forme una costra y aparezca pegada a ésta una fina película de gas y líquido. (Si no aparece, significa que se ha recalentado demasiado el planeta.) Se coloca el planeta en órbita ni demasiado cerca ni demasiado lejos de una estrella y se le hace girar. Después hay que esperar. Al cabo de algunos miles de millones de años empezará a fermentar la superficie. La parte fermentada, denominada vida, es la que más aprecian los entendidos."

La preparación de un planeta en la que deba aparecer la vida es un trabajo complicado que exige una atención incansable y una buena memoria. Sobre todo si se trata de un planeta en el que debe surgir una vida racional, realmente racional. La más leve distracción puede traer consecuencias irreparables. Así, al menos, se presentan las cosas a juzgar por "Los Viajes del Profesor Tarantoga", de Stanislaw Lem. Un anciano distraído que encuentra este amigo y maestro de Ijon Tichy anda siempre abstraído, siempre le queda algo sin hacer y siempre fracasa. No es que fracase del todo, siempre le sale algo, pero nunca lo que se propone. Pero no debemos reprochárselo. Su tarea es extremadamente difícil. Hay que verle trabajar para comprender el complicado problema que se ha planteado.

"Tomar... seis quintillones de polvo estelar..., una nebulosa oscura... media, iluminada..., una pizca de polvo cósmico..., mezclar..., hacer girar... hasta la aparición de una pella espiral. Hum, ¡una pella! ¿Buena? ¿Quién sabe? Vaya dificultad..."

Un día que estaba dedicado a esta cocina cósmica surgió la Tierra y los hombres que la habitan. El anciano es muy honesto y nada oculta a Tarantoga, al que sinceramente pide perdón:

"Le juro que fue por distracción, por azar, por un descuido. Simplemente que dejé de remover, la masa solar se me quemó por abajo y se formaron grumos. Después al enfriarse todo esto saltó..., se coaguló, se formó una especie de engrudo y de este engrudo, una jalea y de la jalea surgieron ustedes al cabo de varios miles de millones de revoluciones alrededor del Sol... No sé como disculparme ante usted..."


Isaac Asimov - Vista desde una Cumbre [View from a Height], 1963.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

J.G. Ballard — El Gigante Ahogado (Cita)

La gente andaba ahora por todo el gigante, cuyos brazos recostados proporcionaban una doble escalinata. Desde las palmas caminaban por los antebrazos hasta el codo y luego se arrastraban por el hinchado vientre de los bíceps hasta el llano paseo de los músculos pectorales que cubrían la mitad superior del pecho liso y lampiño. Desde allí subían a la cara, pasando las manos por los labios y la nariz, o bajaban corriendo por el abdomen para reunirse con otros que habían trepado a los tobillos y patrullaban las columnas gemelas de los muslos.

— J.G. Ballard, El Gigante Ahogado [The Drowned Giant, 1964]

Comunicação Alienígena por Telepatia — Frederik Pohl (citação)

"Mackray não tinha a mais mínima chance de saber o que aqueles seres esferoidais haviam feito com a sua consciência. Sabia apenas que a porta estava aberta. O véu havia desaparecido. Tinha sido liberado de seu corpo.

E não só estava livre. Tinha sido aberto, havia crescido, aumentado. Estava dentro daquele ser estranho de Orion e este estava nele. E ao mesmo tempo podia vê-lo e também observar a si mesmo a partir do exterior.


(…) Ele e o estranho, ele e (como percebeu de imediato) muitos outros estranhos pareciam terem se juntado. E, ainda assim, cada um permanecia sendo o mesmo… Estava em muitas mentes, estava nelas, mas também estava fora de todas elas.


Assim, provavelmente, se sentirá Deus, pensou Mackray."


— Frederik Pohl, The Five hells of Orion, 1962.

domingo, 11 de maio de 2014

Algis Budrys — Biblioteca Pública #Download


Livros para Download aqui, na minha biblioteca pessoal em: http://minhateca.com.br/Herman.Schmitz/Marcianos.Cinema/Autores/Algis+Budrys

Algis Budrys - El Distante Rumor De Los Motores (1959).pdf       18 KB
Algis Budrys - El Final Del Verano.pdf                          102 KB
Algis Budrys - El laberinto de la Luna (r1.0 Red).epub          387 KB
Algis Budrys - El Laberinto De La Luna.pdf                      437 KB
Algis Budrys - La Guerra Termino.doc                             35 KB
Algis Budrys - Michaelmas.pdf                                  527 KB
Algis Budrys - Pleito Resuelto.pdf                               41 KB
Algis Budrys - Que Haremos Con Ragland Park.doc                 87 KB
Algis Budrys - Quien.doc                                        425 KB

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A.E. Van Vogt — Biblioteca Pública


Livros para baixar na minha biblioteca pessoal: http://minhateca.com.br/Herman.Schmitz/Marcianos.Cinema/Autores/A.E.Van+Vogt

A. E. Van Vogt - As Casas de Armas.doc                          533 KB
A. E. Van Vogt - Destructor Negro.doc                          105 KB
A. E. Van Vogt - El Mundo De Los No-a.doc                      650 KB
A. E. Van Vogt - En Estado Latente.doc                           71 KB
A. E. Van Vogt - La Bestia.doc                                  477 KB
A. E. Van Vogt - La Guerra Contra Los Rulls.pdf                642 KB
A. E. Van Vogt - Las Armerias De Isher.doc                      419 KB
A. E. Van Vogt - Lejano Centauro (1944).doc                     62 KB
A. E. Van Vogt - Los Monstruos Del Espacio.doc                  612 KB
A. E. Van Vogt - Los Monstruos Del Mar (cuentos).pdf            212 KB
A. E. Van Vogt - nueva dimencion 41 - recompilacion.docx        448 KB
A. E. Van Vogt - Slan (español).doc                            487 KB

A.E. Van Vogt — Galeria de Capas

Galeria no Google+: https://plus.google.com/u/0/photos/103998711237758699926/albums/6009926669411253473
No Pinterest: http://www.pinterest.com/hermanschmitz/ae-van-volt-gallery/


A.E. Van Vogt

Alfred Elton van Vogt (Winnipeg, 26 de abril de 1912 — Hollywood, 26 de janeiro de 2000) foi um escritor canadense de ficção científica. Muitos fãs daquela era consideravam van Vogt, Robert A. Heinlein e Isaac Asimov como os três melhores escritores de ficção científica.

Era dourada da ficção científica

Foi um dos escritores de ficção científica mais famosos da década de 1940, que é considerada a Era Dourada deste tipo de livros. Começou a sua carreira de escritor com pequenos trabalhos publicados em revistas, mas decidiu mudar e escrever algo que lhe interessava, ficção científica. Em 1941 decidiu tornar-se num escritor a tempo inteiro e desistiu do seu trabalho no Departamento da Defesa canadense. Durante alguns anos van Vogt escreveu um grande número de "short stories". Na década de 1950 muitos desses livros foram agrupados formando pequenas séries ou "fixups". Este termo foi inventado por van Vogt e começou a ser usado no vocabulário de ficção científica.

Depois da guerra

Em 1944, van Vogt mudou-se para Hollywood, Califórnia, onde o seu método de escrita se modificou, depois da Segunda Guerra Mundial. Profundamente afectado pela revelação de estados totalitários que emergiram depois da Segunda Guerra Mundial, van Vogt escreveu uma série que tomava lugar na China Comunista. Van Vogt disse que os seus sonhos eram uma das principais fontes de ideias para os seus livros. Durante a sua vida de escritor acordava a cada 90 minutos para escrever o que havia sonhado.

Nos últimos anos da sua vida, Van Vogt permaneceu em Hollywood, com a sua segunda mulher, Lydia Bereginsky. Neste período final da sua vida escreveu maioritariamente séries compostas apenas por um livro, que, no geral, mostravam as dificuldades de van Vogt de acompanhar o ritmo de evolução da ficção científica.

Alfred Elton van Vogt morreu em consequência do mal de Alzheimer.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/A._E._van_Vogt)