quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Galeria Subliminar - H.S.

E assim vou recortando essas imagens que "me gustam", rasgando, replicando e apagando qualquer traço de identificação com o veículo original. Não mais me interessam quem desenhou, quem coloriu, quem editou e para quem foi ilustrada. Me interessa é preservar o essencial, o ponto vital da mensagem imagética, nem que para isso seja preciso esfoliá-la ou defraudá-la, anexando contrastes e matizes cromáticos mais ao meu gosto.

Três Poderes.

Nada a declarar.

Amanhã, depois de amanhã.

Mãometria.

Não tenho mais muito tempo.

Eu não disse?

Conectado.


Roda Girando, Esquindô Le-lê.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Bilênio - J.G. Ballard (Resenha)


Billenium de J. G. Ballard


Superpopulação, ou alguma situação artificial forçando as pessoas a viver em proximidade, tem sido um tema recorrente na obra de JG Ballard, mas raramente ele ou qualquer outro escritor pintou um quadro tão eficaz e terrível como neste conto do início de sua carreira. O protagonista acaba de realizar o estado invejável de ter alugado uma pequena porção de uma escada como sua nova casa, a primeira vez que ele teve um espaço seu próprio durante toda a sua vida. Embora ele meça menos de quatro metros de comprimento, seus visitantes expressam alegria e inveja sobre sua vista panorâmica.

Não há trégua lá fora. O tráfego motorizado é inexistente, porque as ruas são tão cheios de pedestres que existem até ocasionais congestionamentos durante os quais multidões ficam bloqueadas no lugar, por horas ou mesmo dias. Todas as portas das residências pessoais têm de abrir para fora porque não há espaço suficiente para que se abram interiormente. Fora das cidades cheias, a paisagem efetivamente deixou de existir, sendo substituída por fazendas industriais necessárias para alimentar a população de bilhões da Terra. As ondas de claustrofobia em massa tornaram-se uma ameaça à saúde pública.

O protagonista é forçosamente uma criatura de hábitos, movendo-se apenas na direção para onde os pedestres estão fluindo, fora de contato com sua família, pois é muito difícil alcançar o bairro onde moram. Ele enfrenta uma nova crise, quando seu proprietário descobre que seu espaço alocado é um pouco mais que as dimensões máximas permitidas para uma única pessoa e o expulsa. Ele e um amigo resolvem morar juntos e alugam um quarto novo, menor do que o anterior, mas eles têm o prazer de descobrir que por trás de uma parede há uma área muito maior, que de alguma forma foi esquecida quando as novas repartições foram construídas. Eles se espantam ao descobrir que eles realmente podem estender os braços para fora e para os seus lados, sem tocar alguém ou alguma coisa.

Sua alegria pela descoberta transborda, mas infelizmente, eles  convidam duas jovens a partilhar o lugar ampliado por eles, mesmo que isso reduza a área aberta de forma dramática. Em seguida, uma tia idosa é acomodada em um pequeno cubículo, e como uma coisa leva a outra, a sua sala secreta fica realmente mais lotada do que espaço de comum de aluguel. Há humor na perda definitiva do protagonista, mas o humor é sombrio. Embora a situação que Ballard descreve pode ser exagerada satiricamente, aborda uma questão que é ainda mais relevante hoje do que quando a história foi escrita pela primeira vez.


Fonte: Enciclopédia da Ficção Científica - Don D'Ammassa.

J. G. Ballard - El Mundo Sumergido (Resenha)

El Mundo Sumergido de J. G. BALLARD

El mundo sumergido (The Drowned World) se publicó en los Estados Unidos en agosto de 1962 en una deplorable edición de bolsillo, y pasó prácticamente inadvertida. Cuando apareció la edición británica de tapas duras, en enero de 1963, la respuesta fue completamente distinta. Kingsley Amis escribió entonces: "Nos hallamos ante algo sin precedentes en este país, una novela de un autor de ciencia ficción que puede juzgarse de acuerdo con los patrones más exigentes... Quizá Ballard sea el más imaginativo de los sucesores de Wells".

James Graham Ballard (nacido en 1930) pasó su niñez en Shanghai, pero desde los quince años vivió en Inglaterra. En 1956 publicó sus primeros cuentos breves, y con El mundo sumergido se convirtió en el talento indiscutiblemente más poderoso y original de la cf británica. La historia transcurre en el siglo veintiuno; las fluctuaciones de la radiación solar han fundido los casquetes polares de la Tierra y han elevado el nivel de los mares. Todas las tierras bajas han quedado inundadas, las temperaturas medias han subido y la vida civilizada sólo subsiste en los círculos Ártico y Antártico. La novela está ambientada en Londres y sus alrededores, una ciudad convertida en un pantano. El doctor Robert Kerans es miembro de una expedición que estudia la fauna y la flora de esta nueva Era Triásica. Solitario, escoge el abandonado Hotel Ritz como lugar para acampar, entre los murciélagos, las iguanas, los helechos y los mohos que son ahora sus habitantes naturales. Comienza a tener sueños extraños que le sugieren que parte de su mente está descendiendo en un "viaje nocturno" a los profundos abismos del remoto pasado biológico de la humanidad.

Es un relato cautivante, que la densa y exquisita prosa de Ballard describe minuciosamente. Culmina con una nota en apariencia perversa que desconcertó a algunos lectores de su época, pues Kerans decide hundirse cada vez más en el mundo anegado, en busca de los "paraísos olvidados del sol renacido". Este propósito lo llevará irremisiblemente a la muerte, aunque antes le proporcionará satisfacción psicológica. Lo que Ballard ha hecho en realidad es invertir las prioridades de la "clásica" novela inglesa catastrófica (El día de los trífidos, de Wyndham, o La muerte de la hierba, de Christopher). En su novela, el desastre resulta bienvenido porque el paisaje que ha producido coincide con el estado mental del héroe. La tarea de Kerans es surrealista, en busca de una verdad psíquica. Es justo hablar de surrealismo, ya que la influencia de los pintores del movimiento surrealista ha marcado a Ballard mucho más que a ningún otro escritor. El Londres inundado de su novela se parece a unos de los mágicos bosques de Max Ernst; el libro incluso podría haberse llamado Europa después de la lluvia. Al mismo tiempo, Ballard tiene un estilo muy personal. Como en el mejor de sus primeros cuentos breves -reunidos en Las voces del tiempo (1963) y Playa terminal (1964)-, el lenguaje de esta novela se distingue por el uso vivaz de terminología médica y biológica, así como por la riqueza de las referencias mitológicas y artísticas. Ballard es uno de los escasos escritores de cf que ha combinado con éxito elementos científicos y artísticos en una prosa impecable, logrando concentrar en una sola oración todo el suspenso que a otros autores les demanda libros enteros. Aunque no guste a todo el mundo, Ballard es el tipo de autor cuya obra acaba por ser adictiva para el lector, pues es una voz verdaderamente única.

Primera edición: Berkley Books, Nueva York, 1962.Primera edición en castellano: Minotauro, Barcelona, 1968.Edición más reciente: Minotauro, Barcelona, 1987.
Fonte: David Pringle - Las 100 Mejores Novelas de la Ciencia Ficción.

J.G. Ballard — Biblioteca Pública #Download


Biblioteca básica de J.G. Ballard, aqui: http://minhateca.com.br/Herman.Schmitz/Marcianos.Cinema/Autores/J.G.+Ballard

Compania de suenos ilimitada - J. G. Ballard.epub                   282 KB
Cuentos Seleccionados - J. G. Ballard.epub                          362 KB
J. G. Ballard - Ahora Cero.pdf                                       46 KB
J. G. Ballard - Compañia de sueños ilimitada.rtf                    475 KB
J. G. Ballard - Cuentos Seleccionados.rtf                           608 KB
J. G. Ballard - Cuentos.pdf                                        1138 KB
J. G. Ballard - El Delta En El Crepusculo.pdf                        72 KB
J. G. Ballard - El Dia Eterno.pdf                                    78 KB
J. G. Ballard - El Hombre Iluminado.pdf                              83 KB
J. G. Ballard - El Hombre Imposible (cuentos).pdf                   282 KB
J. G. Ballard - El imperio del sol.pdf                              805 KB
J. G. Ballard - El Mundo Sumergido.pdf                              440 KB
J. G. Ballard - El viento de la nada.pdf                            593 KB
J. G. Ballard - La Gioconda Del Mediodia Crepuscular.pdf             52 KB
J. G. Ballard - La Isla De Cemento.RTF                              361 KB
J. G. Ballard - La Jaula De Los Reptiles.pdf                         57 KB
J. G. Ballard - Milenio negro.rtf                                   986 KB
J. G. Ballard - Mitos Del Futuro Proximo (cuentos).pdf              493 KB
J. G. Ballard - Pajaro De Tormentas, Sonador De Tormentas...         76 KB
J. G. Ballard - Relatos 2.pdf                                       585 KB
J. G. Ballard - Tiempo De Pasaje.pdf                                 58 KB
J.G. Ballard. Crash (v1.0 minicaja).epub                            289 KB
La isla de cemento - J. G. Ballard.epub                             148 KB
Milenio Negro - J. G. Ballard.epub                                  331 KB

J.G. Ballard - Galeria de Capas

Google+: https://plus.google.com/u/0/photos/103998711237758699926/albums/5973923201925505889

No Pinterest: http://www.pinterest.com/hermanschmitz/jg-ballard-cover-art/

J.G. Ballard


James Graham Ballard (Xangai, 15 de novembro de 1930 - 19 de Abril de 2009)

The British author James Graham Ballard spent part of his childhood in a prisoner of war camp in China during World War II, an experience that provided the inspiration for a successful mainstream novel, Empire of the Sun (1984). He started writing science fiction short stories in 1956, mostly for British markets, but his highly literate and very distinctive style was soon attracting attention from readers in the United States as well. His plots were unconventional and frequently were set in the near future, rarely using such traditional themes as journeys through time or outer space or encounters with aliens.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

El planeta errante (The Wanderer) de Fritz Leiber - resenha.


FRITZ LEIBER
El planeta errante


Si este libro se titulara Las cien mejores novelas fantásticas, Fritz Leiber (nacido en 1910) merecería por lo menos tres artículos. Ha escrito menos obras notables de ciencia ficción que de horror sobrenatural y espada y hechicería. Entre los primeros suele citarse como la mejor la novela corta El gran tiempo (1961). Personalmente prefiero El planeta errante (The Wanderer), que es una novela larga, ambiciosa y de lectura fácil y amena.

Comienza con un eclipse de Luna. En todo el mundo la gente mira al cielo, y en rápida sucesión aparece una docena de personajes: astrónomos aficionados, fanáticos de ciencia ficción, entusiastas de los platillos voladores, y otros, todos brillantemente descritos. Es una narración con muchas tramas. La principal concierne a Paul Hagbolt, Margo Gelhorn, y a su gato Miau, durante un viaje nocturno en California del Sur. Se encuentran con una reunión, al aire libre, de observadores de ovnis. Repentinamente, las estrellas se desplazan hacia el lado obscuro de la Luna y un nuevo planeta se hace visible. Es el Errante, cuatro veces más grande que la Luna; en la cara visible tiene la forma del símbolo YinYang, mitad oro, mitad púrpura: un enorme objeto no identificado que supera la imaginación de los fanáticos de los platillos voladores; un mundo artificial que ha viajado a través del hiperespacio y se ha detenido en nuestro sistema solar para reabastecerse en la Luna.

La abrupta llegada del Errante produce catastróficos efectos gravitatorios. Don Merriam, un astronauta norteamericano, consigue escapar de la Luna en una pequeña nave espacial justo en el momento en que la Luna comienza a rajarse por la mitad y partirse en dos. Es atraído a la superficie del Errante y descubre que se trata de un planeta hueco, habitado por toda clase de seres inteligentes. Mientras tanto, California se ve sacudida por terremotos, y los océanos de todo el mundo comienzan a crecer provocando fortísimas marejadas. Mucha gente muere. Paul, Margo y su gatito están a punto de ser absorbidos por un tsunami cuando un "platillo volador" -una versión en miniatura del mismo Errante- desciende y los salva. La nave, repleta de flores y cubierta de espejos, es pilotada por una hermosa felina (Paul llega a llamarla Tigerishka), quien confunde a Miau con un ser inteligente. Al advertir su error, y aprendiendo inglés por telepatía, se refiere despreciativamente a Paul llamándolo "mono". Sin embargo, entre el hombre y la mujer-gata surge cierta amistad, que culmina en un acto de amor físico. Tigerishka explica de dónde viene el Errante y por qué: es un planeta a la deriva que escapa de una civilización intergaláctica, superpoblada y decadente, y le da una visión perturbadora del cosmos:

Un estanque puede llenarse de infusorios casi tan rápidamente como un pozo de aguas estancadas. Un continente puede llenarse de conejos casi tan rápidamente como un prado cualquiera. Y la vida inteligente puede expandirse hasta los confines del universo -confines que están por doquier- con la misma rapidez con que llega a la madurez en un solo planeta.

Los planetas de un trillón de soles pueden poblarse de constructores de naves tan rápidamente como los de uno solo. Diez millones de trillones de galaxias pueden infectarse con el deseo del pensamiento - ¡esa gran epidemia!- tan rápidamente como una sola.

La vida inteligente se expande con más rapidez que la peste. Y la ciencia crece de un modo más incontrolable que el cáncer.

Al fin Paul se une a Don Merriam en el Errante y ambos vuelven sanos y salvos a la Tierra, antes de que el artefacto regrese al hiperespacio, precisamente tres días después de su llegada.

El planeta errante es en parte una novela de desastre, en parte una ópera espacial. Leiber enriquece el libro con incontables referencias a la mitología, la religión, las artes y la cf. Los personajes hablan permanentemente. A pesar de que su trama es un paquete de sorpresas, no se trata de una pieza de ficción hábilmente escrita como bestseller, sino de una obra sumamente excéntrica, casi enciclopédica, un compendio de los amplísimos intereses y obsesiones de su autor. Aunque fue bien acogida por parte de los lectores cuando su publicó por primera vez, El planeta errante es hoy una novela olvidada, a la que muy rara vez se menciona en los estudios críticos de ciencia ficción. Yo creo que es la obra maestra de Leiber y que requiere una revalorización.


Primera edición: Ballantine, Nueva York, 1964.
Primera edición en castellano: Edhasa, Barcelona, 1967.
Edición más reciente: Edhasa, Barcelona, 1988.



Fonte: David Pringe - Ciencia Ficción - Las 100 mejores novelas

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Fritz Leiber - Esposa Hechicera (Resenha)


FRITZ LEIBER
Esposa hechicera


Fritz Leiber (nacido en 1910) es un maestro de la ficción de horror sobrenatural moderna. El telón de fondo tradicional de los cuentos de horror escalofriantes -castillos que se derrumban en medio de bosques obscuros, mansiones solitarias en páramos asolados por el viento- no son para él. Por lo común, sus relatos se sitúan en las ciudades y villas de la América contemporánea, y conciernen a personas brillantes y a la moda cuyas vidas son trastocadas espantosamente por terrores inexplicables. Otros escritores han seguido su ejemplo (entre ellos, autores de éxito comercial como Ira Levin y Stephen King), pero Leiber fue el primero: su obra pionera Esposa hechicera (Conjure Wife) fue publicada originalmente en Unknown Worlds en 1943. El texto ampliado para la versión en libro contiene una serie de referencias a bombas atómicas y otros fenómenos posteriores a 1945, pero esencialmente es el mismo relato que horrorizó y deleitó primero a los lectores del tiempo de la guerra en la revista de John W. Campbell.

La trama se basa en la hechicería en el marco de un campus universitario. Norman Saylor, un profesor de sociología bastante joven, descubre que su mujer, Tansy, ha estado practicando en secreto la "magia de conjuro de los negros". Ella colecciona cortauñas, pelo, clavos de herradura y hasta basura de cementerios, y usa estos elementos, junto con otros detritos poderosos, para hacer encantos que protejan de la mala suerte y las malas influencias. Norman es un académico racional y autor de un libro titulado Paralelismos en la superstición y la neurosis. Está horrorizado por las pruebas de conducta primitiva que hay en su propia casa y pide a Tansy que abandone su infantil insensatez. Ella se rebela al principio, pero luego cede, y juntos destruyen todos sus enseres mágicos. Inmediatamente las cosas empiezan a ir mal para Norman en su trabajo cotidiano. Un estudiante suspendido lo amenaza con un revólver, una chica se queja de que la molesta, y las autoridades de la universidad empiezan a interrogarlo por irregularidades sin importancia de su vida privada...

Tansy le revela que ella no es la única "bruja" del campus. Durante años ha protegido a su marido de las actitudes maliciosas de las esposas de otros miembros de la facultad, que ahora intentan destruir la carrera de Norman. Lo atacan de diversos modos, y no menos a través de su mujer, que ahora es vulnerable al efecto maligno de todos sus hechizos. Cuando Tansy es atormentada por un demonio que trata de robarle el alma, Norman se ve obligado a renunciar a todos sus prejuicios y a aprender las habilidades de esa misma "magia de conjuro" que antes despreciaba. Sólo así puede evitar que su mujer se convierta en un zombie, y salvar a la vez su propio trabajo y su reputación académica. Finalmente acaba con las monstruosas matronas de la universidad mediante una combinación de saber esotérico tradicional y moderno conocimiento académico.

Esposa hechicera es una novela aterradora y al mismo tiempo divertida, basada en la idea paranoide de los hombres de que todas las mujeres realmente son brujas. Está anticuada en ciertos aspectos obvios -ahora somos mucho más conscientes del sexismo y el racismo implícitos en toda la base de la narración-, pero no obstante sigue siendo un relato sobre lo sobrenatural muy original e influyente. Hasta puede ejercer un fuerte atractivo sobre lectores femeninos, pues la idea central de la novela es de alguna manera un deliberado intento de socavar la dominación intelectual masculina: un sueño de venganza cómico-terrorífico de las mujeres contra el arrogante orgullo masculino.

Primera edición: Twayne, Nueva York, 1953
Primera edición en castellano: Martínez Roca, Barcelona, 1989 


Fonte: David Pringle - Literatura Fantastica Las 100 Mejores Novelas